IMG_20160326_161359257

Pomerode, a cidade turística para crianças.

Todo brasileiro já deve ter ouvido falar de Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil. Eu mesma já comentei sobre ela aqui neste post, sobre o Valeu Europeu. Ela é realmente uma cidade muito charmosa, e que está sabendo investir massivamente no turismo. Mas um detalhe que notei na nossa última visita à cidade, agora em março, foi que eles estão de olho não só no turismo, mas especificamente, no turismo para Crianças. Eu achei isso fantástico! Lógico, a geração Y está gastando cada vez mais com viagens, e essa geração está começando a ter filhos, portanto, vão querer que seus filhos os acompanhem em viagens também. E nada melhor do que ir a uma cidade que tenha diversas atrações para crianças. Os pais adoram isso, eles pagam por isso, eles consomem isso. E toda economia da cidade se beneficia desta onda.

Claro, a cidade ainda não é uma Disneylândia. Mas é um tipo de turismo simples e acessível que faz as crianças pirarem mesmo sem Mickeys. Vou contar por quê.

Pra começo de conversa, no principal posto de informações turísticas da cidade, que fica em um dos pórticos (sim, há outro, igualmente lindo). Há folders com informações turísticas sobre a cidade, e um deles é exclusivo para crianças. Se chama: “Pomerode para crianças. Roteiro Ich Liebe Kinder.” Cuja tradução é “Roteiro Eu amo as crianças.”<3

2015-02-01 16.04.56-1

Segundo, tem o Zoológico, atração antiga da cidade, que eu lembro de já existir quando eu era criança. Hoje em dia o zoo está ainda maior, com muitas espécies do mundo inteiro. Apesar de eu achar que o espaço está muito pequeno para tantos animais. Espero que logo eles ampliem o local, não para trazer novos animais, mas para dar uma vida mais digna aos bichinhos. Não sou muito a favor de zoológicos – prefiro os animais livres e em seu habitat natural – mas ainda assim, é uma das poucas chances de meu filho ver de perto alguns animais que ele só veria em filmes. E ter noção do seu tamanho, do seu cheiro, dos seus sons, e de seus hábitos.

(clique nas fotos para ampliá-las)

Terceiro, a Vila Encantada. Fomos a primeira vez agora em março. E é muito legal mesmo. O local imita um vale dos dinossauros, com estátuas grandes e pequenas dos dinos, uma delas com esguicho de água pela boca, atração garantida no verão. Tem a área de escavação, para entusiasmar os futuros paleontólogos (meu sonho de infância era ser paleontóloga), uma piscina de areia com esqueletos de dinossauros enterrados e ferramentas para a “escavação”. Todo o parque é sinalizado com placas informativas sobre os animais pré-históricos. Tem também uma área interativa no interior do museu e lojinha com souvenirs temáticos (coisa rara por aqui). O parque tem área de lanches e praça de alimentação. E conta ainda com um playground enorme nos fundos, onde a criançada faz a festa e até toma banho nos dias quentes. Um labirinto imitando arvorismo é atração garantida também. Gael, fascinado por labirintos, entrou rapidinho, mas quando chegou na parte de cima e se deparou com a altura, entrou em pânico. Ficou paralisado, sem coragem de ir pra frente ou pra trás. Chorava desesperado. Algumas crianças maiores tentaram ajudar ele, mas ele não aceitava. Eu estava de saia, e o Caio ficou com medo de ser muito pesado para a estrutura. Não havia nenhum monitor para nos ajudar (ponto negativo). E então o Caio foi obrigado a arriscar e subir lá dentro para resgatar nosso pequeno. Tá certo que ainda não era um brinquedo apropriado para a idade dele. O recomendado era acima de 3 anos. E ele estava prestes a completar 3 anos, mas de fato, não estava preparado pra tanta “aventura”sozinho, com certeza se estivesse com algum amiguinho ou primo, teria mais coragem.

Quarto, a Osterfest. Que é a Festa de Páscoa. Uma Festa que dura cerca de um mês e é recheada de gostosuras. Uma imensa árvore lotada de casquinhas de ovos naturais pintados à mão pela comunidade é a atração mais visitada. Para a criançada, mini cidade, mini vila, passeio de trenzinho, casinha do coelho, casa de brinquedos, oficina de pintura de casquinhas de ovos, passeio de pônei… Para os adultos, deliciosas opções gastronômicas e uma irresistível feira de artesanato.

Além disso, a cidade tem as fábricas e seus respectivos pontos de venda da marca Kyly, roupas infantis e Calesita, brinquedos. Pousadas Rurais com casas enxaimel. A Rota do Enxaimel, com diversas casa do estilo na área rural da cidade. O Museu Pomerano, com um acervo recheado de história sobre a vinda dos colonizadores alemães para Santa Catarina e para a Cidade. A Casa do Imigrante, que é um lugar muito bucólico e bonito, uma casa que é patrimônio do imigrante que foi um dos fundadores da cidade, Carl Weege, com móveis e características típicas dos colonizadores da década de 1920. Entre outras diversas opções de restaurantes com delícias da culinária regional, cervejas artesanais, museus, pousadas, festas típicas e lojinhas com decoração e artesanato. Tem atrações o ano inteiro!

DSC_1617

Casa na Rota do Enxaimel

IMG_20160326_154926909

Coreto da Praça logo após o Pórtico.

2015-02-01 17.43.03 DSC_1538

Na nossa última visita à cidade, almoçamos num restaurante antigo que tem no centro, o Restaurante Pomerode, um lugar que parece ter parado no tempo, com as comidas típicas dos colonizadores alemães: marreco, repolho roxo, etc. Também passamos pela Rota do Enxaimel, de carro. Como moramos em Joinville, que tem uma maravilhosa estrada rural com lindas casa enxaimel – a Rodovia Dona Francisca – não nos encantamos tanto com a Rota Enxaimel dali. O dia foi curto para tantas atrações e não deu tempo de visitar a Casa do Imigrante, que ainda queremos fazer em outra oportunidade e então, atualizar esse post.

Pomerode, você é uma fofa! Te amamos e esperamos que seja sempre esse charme de cidade, que valoriza não só o turismo, como as crianças, as belezas da cidade e seus cidadãos, sempre muito gentis.

 

 

 

 

palmeiras

Joinville do Alto

Nossa cidade está de aniversário. Amanhã completa 165 anos de fundação.

Entre as diversas atrações, reinaugurações e homenagens da data, essa me chamou a atenção: uma série do Jornal do Almoço, um jornal televisivo local, que apresentará imagens de Joinville feitas do alto. Só o trailer já vale a pena.

FICHA TÉCNICA:
Latina Filmes
PROJETO: RAFAEL CUSTÓDIO
NARRAÇÃO: EDSOUL AMARAL

DSC_0874

Férias Dia 3, 4, 5, e 6. – Marau

{16 a 19 de janeiro 2016.}

No 3º dia de viagem, fomos para Marau, pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, próximo à Passo Fundo. É a cidade da Perdigão, e é basicamente agrícola. Não tem nada extraordinário como cidade turística, mas eu, Daisy, guardo um imenso carinho e orgulho da cidade, pois de lá veio meu pai, moraram meus avós (nonos) e a maioria dos meus tios e tias por parte de pai. Vou para lá desde que tive noção de que era uma pessoa. E apesar de não ir nos últimos 6 anos, eu tinha uma grande vontade de levar o Gael para conhecer o local de muitas das nossas férias de infância.

O caminho de Três Coroas até lá foi longo, levamos em torno de 4 ou 5 horas de viagem, com parada para o almoço. Passamos por cidades que nunca estivemos antes, como São Leopoldo e Novo Hamburgo, e nos surpreendemos com as cidades grandes e prósperas que são. Andar de carro pelo Rio Grande do Sul é muito agradável e te dá oportunidade de encontrar ótimos outlets pelo caminho (Tramontina, Arezo, Bibi, etc). As rodovias são muito bem conservadas, em sua maioria, muitas delas são privatizadas, amplas e duplicadas. O waze fez uma grande frente para nos avisar sobre as centenas de radares. Descemos a Serra Gaúcha e depois subimos novamente. Quantas paisagens lindas pelo caminho. Passamos pelas famosas cidades do Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves e Garibaldi. E foi tentador parar para visitar alguma vinícola ou o Caminhos de Pedra em Bento. Mas como não programamos nada e queríamos chegar ainda de dia na casa dos meus tios, resolvemos deixar para uma próxima oportunidade.

Vista do mirante em Veranópolis - Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis – Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis - Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis – Rio das Antas

Mirante em Veranópolis - BR470

Mirante em Veranópolis – BR470

Apesar de não ser uma viagem tão longa quanto no dia anterior, Gael se cansou bastante, e quando faltava menos de 50km para chegar em Marau, ele começou a inventar que precisava fazer o n. 2, só para poder descer do carro e ficar livre. Paramos pela estrada, próximo a uma casa com quintal e uma árvore na frente. Ele não queria mais sair dali e não queria nem saber de entrar novamente no carro.

Com relutância, conseguimos seguir viagem e chegamos na cidade em pouco tempo. Me surpreendi como a cidade cresceu, cheia de prédios altos e avenidas. Mas nosso destino ainda estava mais à frente. Pegamos a estrada que leva para a comunidade de Gramadinho, zona rural da cidade. Mais estrada de chão pelo caminho. E finalmente chegamos no nosso destino: a fazenda dos meus tios e prima.

DSC_0829

O prazer de rolar na grama depois de horas de estrada.

2016-01-16 20.12.12

Para a pessoinha pequena, não poderia ter tido melhor parada, foram 3 dias de brincadeiras, pulos, correria, bagunça, novas amizades e descobertas. O principal fator nem foi a fazenda em si, mas um priminho de 5 anos que lhe fez companhia. Foram os dias mais felizes da viagem para ele. Como já tínhamos ouvido falar de outros sábios pais: “criança quer criança.” Para essa idade em que ele estava, não tem praia, nem paisagem, nem túnel, nem cidade, nem museu ou parque de diversões que se compare a satisfação de brincar com outra criança.

Ele foi arqueiro, foi guerreiro, dirigiu trator, colheu milho, alimentou vacas, correu na granja de galinhas, conversou com papagaio, tomou chimarrão, pulou do sofá, rolou na grama, jogou futebol, andou descalço, andou de galochas, brincou de bombeiro, de pega-pega, de esconde-esconde, de dragão, tocou gaita, alimentou o sapo… O que menos ele fez foi dormir, era muita perda de tempo.

Para nós foram dias de descanso. Nossos anfitriões eram muito gentis e acolhedores, faziam ótimas refeições e rodas de chimarrão. Fizemos pequenas voltas pela propriedade, aproveitando até o fim da tarde, com lindos pôr-do-sol a cada dia. No domingo, foi dia de churrasco típico gaúcho, com toda a família reunida. Nos serviam bebidas exóticas, bolos, bolachas, queijos e frutas. Foi um gostoso período para desconectar da nossa realidade e sentir o que é levar uma vida mais leve e mais saudável.

DSC_0918 DSC_0909 DSC_0889 DSC_0875 DSC_0874 DSC_0871 DSC_0869 DSC_0854 DSC_0847 DSC_0840 DSC_0835

Após 3 dias de descanso para nós, pais, e agito para o Gael, partimos da querida fazenda gaúcha para voltar à nossa casa. Saímos ainda de madrugada e levamos 12 horas de viagem. Achávamos que teríamos que parar pelo caminho para fazer a volta em 2 etapas, mas nem precisou. Gael dormiu por 4 vezes durante o caminho, recuperou o sono dos 3 dias anteriores.
E chegando novamente em Joinville, ganhou ainda os 2 brindezinhos que compramos como coringas para entretê-lo durante a viagem e que nem foram necessários.

DSC_0767

Férias Dia 3 – Três Coroas

{16 de janeiro de 2016}

Vou resumir as nossas experiências em Três Coroas em duas palavras: surpreendente e adorável.

Chegamos no final da tarde na cidade. Vale lembrar que estávamos suuuuper cansados depois de tantas horas pela estrada. No caminho até ali, pegamos a região do planalto gaúcho, com os campos verdinhos – e vimos até uma ema atravessando a pista, foi muito legal. – Ao nos aproximarmos de Três Coroas, começa a região da serra gaúcha, pegamos uma estrada de serra em descida toda florida com hortênsias nas suas margens. Muito graciosa, mas estreita, o que pode ser ruim se você se deparar com um caminhão lento descendo a serra e formando fila. O GPS nos indicou uma estradinha secundária para acessar a cidade e “cortar caminho”, mas não contávamos que ela fosse de chão batido (já não bastava a estrada de chão de Cambará do Sul). Aliás, a estrada de cerca de 8 km que liga a RS-020 à cidade de Três Coroas, tem nada menos que 4 tipos diferentes de pavimentação ao longo do trajeto: asfalto, paralelepípedos, pedregulho e terra, o pior deles, disparado, é o pedregulho. Logo no começo dessa estradinha, notamos a entrada do Templo Budista, que era o principal local na cidade que queríamos visitar, mas não naquela hora, obviamente. A descida por essa estrada parecia não ter fim, e realmente nos deixou mais mal-humorados naquela hora.

Finalmente chegamos ao hotel que reservamos. Já de cara ficamos surpresos com a cordialidade do gerente do hotel, que veio nos buscar na porta do carro, levou nossas malas e nos levou para o quarto para nos alojarmos antes mesmo de fazermos o checkin. (Deve ter notado nossa cara de acabados). O hotel era pequeno, mas o quarto muito limpo, novo, equipado e muito confortável. Mais tarde o mesmo gerente nos recomendou dois restaurantes na cidade para jantarmos com o pequeno, já que o mais interessante – o de comida Thailandesa – não oferecia cardápio infantil. Optamos por uma panquequeria.

Na panquequeria serviam rodízio de panquecas, foi novidade pra gente. Mas eram deliciosas, os funcionários todos extremamente gentis, o ambiente agradável e o preço valeu a pena. E claro, tinha um cantinho kids, que distraiu Gael depois do dia inteiro de viagem. Ficamos supresos mais uma vez. Era sexta-feira a noite e a cidade estava agitada, caminhamos a pé pelo centro e até brincamos um pouco com o Gael na pracinha em frente à prefeitura, toda decorada para o Natal.

No dia seguinte, na hora de partir, o dilema: ir adiante por mais umas 3 horas seguidas de viagem até Marau, nosso próximo destino, e lá finalmente descansar e deixar o Gael livre para brincar, ou ir visitar o Templo Budista antes de partir. Caio já tinha realmente desistido de visitar o Templo, em função dos episódios de estrada anteriores, e de fato, pensar em subir aquela estrada de chão novamente não era uma coisa muito agradável.

Mas já que estávamos ali, por que não dar uma chance ao destino? Decidimos visitar o Templo Khadro Ling antes de partir. E que ótima decisão tomamos! A subida novamente pela bendita estrada até que não foi tão ruim. O lugar é fora do comum, merece uma visita. É muito diferente do Templo Zu Lai, que visitamos em São Paulo, por exemplo. É lindo, é tibetano, é mágico, é colorido, traz boas energias, traz paz e tem uma vista incrível.

O sol da manhã foi perfeito, e o dia estava muito quente. Nossa visita demorou cerca de uma hora e meia ou duas horas. Gael quis voltar para o carro, morto de cansado, e adormeceu ainda na estradinha de chão batido. Saímos de lá tão felizes e leves que mal notamos as primeiras 2 horas de viagem.

2016-01-16 10.04.022016-01-16 10.06.50DSC_0767DSC_0774DSC_0778DSC_0781DSC_0786DSC_0787DSC_0793DSC_0795DSC_0801DSC_0802DSC_0807DSC_0811DSC_0820

Três Coroas ainda tem outras opções de turismo, principalmente relacionados a esportes de aventuras, rafting, tirolesa, rapel, canopy, arvorismo… A cidade fica na região calçadista do estado, para quem procura bons preços, há diversos outlets na região. Além disso, a cidade fica a 20km de Gramado, por isso, é uma ótima opção para se hospedar enquanto visita uma das cidades mais turísticas do Rio Grande do Sul. É uma cidade pequena e charmosa, mas tão hospitaleira e gentil que entrou para nossa lista de cidades favoritas e que merecem uma segunda visita.

 

 

 

DSC_0691

Férias dia 2 – Torres e Cambará do Sul

TORRES – RS

{15 de janeiro de 2016}

No nosso segundo dia de viagem, saímos cedo da pousada em Jaguaruna e fomos para a praia de Torres, já no estado do Rio Grande do Sul. Achávamos que seria mais perto, mas no fim, levamos mais de 2 horas para chegar até lá, saindo de Jaguaruna, isso em BR duplicada (BR-101).

Me surpreendi com o tamanho da cidade e a grande concentração de veranistas. Chegamos por volta do meio dia e o sol estava forte. A praia fervia com a multidão e dali já dá pra ver as torres, mas convenhamos que entre guarda-sois, carros estacionados na beira-mar, barraquinhas de água de coco e um monte de banhistas, a paisagem não fica assim tão bonita, queríamos chegar mais perto. Apesar de estarmos com o GPS, foi um pouco difícil de encontrar o caminho para chegar até as Torres. Mesmo na principal via de acesso da cidade, não vimos muitas placas indicando o caminho. Tinha algumas que até indicavam, mas a gente se via numa rua estreita e descuidada, duvidávamos que podia ser ali o caminho para o que imaginávamos ser o principal ponto turístico da cidade, no fim, era por ali mesmo. Com algumas voltas e manobras, conseguimos chegar até a entrada do Parque Nacional da Guarita, onde estão as famosas torres de pedra, lugar que constava na minha lista dos lugares que gostaria de conhecer na vida.

DSC_0662

São três morros/falésias no Parque: o Morro das Furnas, o Morro da Guarita e o Morro de Itapeva, além do Morro do Farol, um pouco mais afastado, onde há salto de parapente. Daquelas boas surpresas que a gente tem pelo caminho, descobrimos que dá para subir nas torres de pedra (subimos no Morro das Furnas), inclusive, há uma ciclovia para os aventureiros de bicicleta. E não só isso, lá de cima, além da outra perspectiva sobre o mar e as outras torres, temos a visão de grutas, cavernas, escadarias e furnas. Uma visão linda. Um local lindo. – Como não lembrar de Etretat, na França <3? – Imagino o quão lindo deve ser a visão que se tem do mar para a praia. Creio que deve haver passeios de escuna para isso, mas não nos informamos. As fotos falam por si só.

2016-01-15 11.53.02 2016-01-15 12.01.32 DSC_0671 DSC_0677 DSC_0701 DSC_0712 DSC_0723

Na entrada do Parque, há uma portaria com um mapa desenhado onde consta a localização de cada trecho interessante a conhecer no Parque. Mas quem disse que há um folder para os visitantes levarem junto como guia? Talvez para quem visite no inverno tenha, mas aparentemente a guarita com meia dúzia de funcionários trabalhando, só serve mesmo para cobrar o ticket do estacionamento do Parque.

Procuramos um local para almoçar na cidade, e descobrimos uma Via Gastronômica localizada à beira do Rio Mampituba, em direção aos molhes. Com diversas opções de restaurantes de frutos do mar. Uma delícia de culinária, vale a pena experimentar.


 

CAMBARÁ DO SUL – RS

Saímos de Torres em direção à Cambará do Sul no início da tarde. O GPS nos indicou 2 vias, com diferença de 15 minutos entre uma e outra. Optamos pela via mais demorada, pois aparecia como preferencial no Waze. Andamos ainda alguns quilômetros pelo litoral e depois acessamos a estrada conhecida como Rota do Sol. Gente, que rodovia linda! Tem muitos trechos que temos que reduzir drásticamente a velocidade para não correr o risco de atropelar animais silvestres – e isso é obrigatório por normas do trânsito local. – Mas até vale a pena andar devagar para apreciar os arredores. Ao começar a subida da serra, a vegetação vai mudando, tem muitos túneis lindos, as montanhas ao redor são gigantes, pontes altíssimas, uma paisagem linda para quem está de carona, mas quem dirige tem que ficar de olhos bem atentos e deve ser um tanto tenso. No alto da serra, em Itati, há um mirante que é “parada obrigatória” para quem faz o caminho. A visão de lá é quase a de um canyon. Vale a pena parar e admirar a geografia da região.

DSC_0741 2016-01-15 15.11.39 DSC_0749 DSC_0750 DSC_0760 DSC_0762 DSC_0759 DSC_0743 DSC_0766

Continuamos a viagem, saímos da Rota do Sol e pegamos a rodovia RS-020 com destino à Cambará do Sul. Nosso objetivo era ver o Canyon do Itaimbezinho. O gps indicou uma entrada antes de chegar à cidade. Mas ela estava interditada. Nos aconselharam pegar o caminho tradicional, ir até a cidade e de lá, uma via para chegar até o local. Fizemos isso. Conseguimos encontrar a via que ia até o Canyon, ela começou asfaltada, mas após algumas centenas de metros começou a estrada de chão… dali em diante era mais 18 km de estrada de chão até a entrada do Parque Nacional da Serra Geral. Sim, era uma estrada muito ruim, e carros comuns sofrem com o estado da estrada. Andamos por volta de uns 40 minutos e nem sinal do Parque. Para piorar, apareceu serração, o sol sumiu, nenhum carro em direção ao parque, só voltando. Era por volta de 16h50 da tarde quando fizemos uma curva, vimos que a estrada ainda ia longe, de saco cheio e cansados de tanto chão batido, buracos e pedras soltas, decidimos abortar a missão, fizemos a volta e voltamos para a cidade.

Para não tocar direto até Três Coroas, nosso próximo destino, fizemos uma parada para tomar um sorvete com o Gael, que a essa altura já estava ficando bem cansado de tanto andar de carro. Na sorveteria nos contaram que ao chegar no parque você deixa o carro no estacionamento e anda mais uma meia hora a pé até chegar ao mirante do Canyon. Só que o parque fecha as 17h. Portanto, além da provável serração, o horário que chegamos não compensaria todo o trabalho.

De qualquer forma, lamentamos muito aquele caminho não ser pavimentado. Não é à toa que as agências de turismo locais fazem pacotes com saída de vans, com guia, até os canyons. E ainda descobrimos que ali não é somente o principal acesso ao Parque dos Canyons, como também uma rodovia estadual, RS-427, aquela mesma que o GPS apontou como o caminho “mais curto” quando saímos de Torres. Ela desce a serra, vai até Santa Catarina, até o litoral, por uma estrada de chão!!! Ah, esse Brasil ainda tem muito o que evoluir.

Sabemos que tem muitas outras opções de passeio e aventura em Cambará do Sul. Vale a pena se programar e conhecer. Mas nosso objetivo aqui era somente esse, conhecer o Canyon do Itaimbezinho, que dizem ser espetacular. Infelizmente, vai ficar para uma outra oportunidade no futuro. Pois não nos programamos para ficar mais um dia em Cambará.

2016-01-15 18.07.12 2016-01-15 18.29.21

Dali partimos para Três Coroas, onde passamos à noite.

DSC_0648

Férias de verão 2016 – Dia 1 – Jaguaruna

{14 de janeiro de 2016}

Essa foi nossa primeira viagem de férias oficiais da família. Férias, por que todos nós estávamos, de fato, de férias. Podemos chamá-la de Roadtrip, já que passamos mais tempo dentro do carro viajando do que relaxando ou curtindo os lugares. Foi a primeira viagem de carro longa que fizemos juntos.

A viagem foi agorinha, em janeiro, e durou pouco menos de uma semana. Fomos para o sul de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O primeiro destino foi a praia de Jaguaruna, no sul do estado de Santa Catarina, região turística conhecida como Encantos do Sul. Atravessamos o estado de norte a sul via litoral, passamos por praias famosas e lindas do nosso estado, e acabamos fazendo reserva numa das praias menos badaladas do litoral catarinense. Por que? Por que eu já havia ido até lá a 12 anos atrás e havia ficado fascinada com as dunas de areias e lagos que se formavam entre as dunas. Achei que isso e o fato de ser uma praia pouco conhecida e bucólica valeriam a pena.

Fizemos reserva numa pousada um tanto afastada do centrinho (praia principal), escolhida pelo preço e pela boa reputação no Tripadvisor. O que não contávamos é que ela está realmente longe da praia principal (uns 6km), tendo acesso por uma estrada de chão toda ondulada. Também não contávamos com a chuva, que caiu durante o dia todo. E nem com o fato da pousada não ter uma cozinha tão equipada quanto descrito no site, tivemos que improvisar no salão de festas da pousada. Mas ainda assim, a pousada era confortável, próxima à praia e bem próxima às dunas e aos famosos Sambaquis (Figueirinha I e Figueirinha II) da cidade.

Gael também não fez uma boa viagem. Não dormiu. Começou a ficar incomodado, nada mais agradava, nem brinquedo, nem filminho, nem livro, nem suquinho, nem história, nem música… chorou durante 50 minutos, sem parar, sem consolo. Começou a reclamar de dor de barriga. E por fim, descobrimos o motivo de tanta insatisfação, um grande enjôo, que culminou numa bela e espalhafatosa golfada, já chegando em Jaguaruna. Mas foi um aprendizado, e mudamos a forma de ver como ele reagia às viagens, e dali em diante tudo ficou muito mais tranquilo.

Com isso, passamos o resto da manhã e boa parte da tarde na função de limpar a cadeirinha, o carro, as roupas e bolsas atingidas pelo vômito do pequeno. Enquanto ele ficava brincando ao redor da pousada com outro menino da mesma idade.

Somente no final da tarde a chuva resolveu dar uma trégua, e podemos enfim dar uma caminhada pela praia, que não era assim tão interessante. E resolvemos ir até as dunas, essas sim, muito mais legais para nós e principalmente para ele, que se sentiu livre e corria longe com todo prazer. O fato de ter chovido tanto até ajudou para as dunas ficarem mais compactadas e facilitou andar e correr sobre elas.

DSC_0541

Ponte Anita Garibaldi, em Laguna.

DSC_0545

Vista da praia à partir das dunas.

DSC_0555

Quilômetros de dunas

DSC_0646

Os dois maiores Sambaquis da região Figueirinha I e Figueirinha II.

DSC_0550 DSC_0573 DSC_0591 DSC_0599 DSC_0605 DSC_0618 DSC_0625 2016-01-14 19.58.21-1

Dormimos uma noite somente, no dia seguinte cedo já fomos embora. Mas provavelmente não voltaremos mais para Jaguaruna. Mais de 10 anos se passaram e a praia parece que perdeu seu brilho. As dunas tomaram mais conta de tudo. Os lagos, quase todos secaram. Plantaram alguma vegetação para conter as dunas, que no final não condizem com a praia e acabam se espalhando como pragas. A faixa de areia parece ser muito insegura, pois motoristas costumam passar por ali, de carro ou de moto. E não há nada de novo e interessante. Ou vai ver que a chuva deturpou um pouco nossa visão, não sei… Mas a viagem continuou, e encontramos muitas belezas pelo caminho.

 

Pomerode

Vale Europeu

Na última semana foi ao ar o programa do Globo Repórter falando da nossa terrinha, Santa Catarina❤❤❤. Mais especificamente dos encantos do Vale Europeu, região centro-leste do estado. Joinville (nossa cidade) não fica nessa região, fica mais ao norte e próximo ao litoral, a região chamada Caminho dos Príncipes (mas isso é assunto para outro post). Contudo, a região é próxima daqui, dá para ir passar o dia em algumas dessas cidades e voltar pra cá ao anoitecer. Além disso, o Vale faz parte do nosso Estado, pelo qual temos muito carinho e orgulho, por isso eu queria compartilhar por aqui essa reportagem que foi tão inspiradora e bonita.

Para quem está a passeio ou pensando em visitar Santa Catarina – que não se resume só à Florianópolis e Balneário Camboriú – vale a pena esticar a perna para o interior e conhecer esses lugares encantadores. Recomendamos uma consulta ao site de turismo do Vale Europeu, clicando aqui.

Mapa_Vale_Europeu_7

Créditos mapa: valeeuropeu.tur.br

Em breve vou relatar como foi nossas primeiras férias (oficiais) em família, para o Rio Grande do Sul, e nossos desafios em encontrar informações de turismo sobre o interior de Santa Catarina. Se nós tivéssemos visto esse documentário antes da nossa roadtrip, provavelmente teríamos muito mais inspiração e opções para a viagem.

E aqui segue o programa do Globo Repórter especial sobre o Vale Europeu. Se quiser ver o vídeo na íntegra, diretamente no site do Globo Play, acesse aqui.

 

DSC_0812

Rancho Alegre

Com o nascimento do nosso filho, passear pela nossa cidade e conhecer novos lugares (novidades para nós, não na cidade) foi algo que se tornou rotineiro.

Uma das nossas mais felizes descobertas foi um local chamado Rancho Alegre, fica no bairro Vila Nova, área rural da cidade de Joinville. Trata-se de uma fazenda, que carinhosamente apelidamos de fazendinha quando nos referimos à ela para o Gael. Ela é aberta à visitação e tem uma estrutura ideal para famílias com crianças. A primeira vez que levamos ele lá foi quando ele tinha 1 ano e 3 meses e ainda estava aprendendo a andar.

DSC_0157 DSC_0240 DSC_0221 DSC_0207 DSC_0182

No Rancho Alegre foi onde o Gael viu pela primeira vez a maioria dos bichinhos que só via nos livros. E foi onde andou de pônei pela primeira vez. Na verdade foram tantas primeiras vezes nesse lugar… deve ser por isso que temos um carinho imenso.

O local é muito bonito, aos pés da Serra do Mar, em uma região plana e de acesso relativamente fácil mas, preferencialmente, de carro. Tem dezenas de animais tradicionais de uma fazenda, e o mais bacana é a interação que as crianças podem fazer com eles, alimentando os gansos e as ovelhas, catando ovos das galinhas, acariciando os bezerros e asnos, a mini-vaca, as cabras, andando de pônei, brincando com o cágado, dando leite aos filhotes…

São os próprios donos que administram o local e recebem os visitantes. O Sr. Tarciso, muito gentil e com entusiasmo, explica tudo sobre a rotina do campo e sobre os animais aos pequeninos. Como é uma fazenda de verdade, onde os donos inclusive moram, é um lugar em constante mutação. Todas as vezes que fomos tinha alguma novidade, seja um novo animalzinho, um novo pônei ou uma nova área de passeio. Mas as mudanças são sempre pra melhor.

Em dias ensolarados dá pra fazer piquenique numa área com boa estrutura e super agradável. No final do dia, é possível ver revoadas de pássaros migratórios cortanto o céu, muito bonito de se ver.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O lugar ainda conta com um local para eventos, que aliás é bem disputado, pois todas as vezes que visitamos, estava acontecendo um evento por lá, festas de aniversários infantis são as mais frequentes.

DSC_0246

A entrada é paga para maiores de 3 anos. Tem horário de funcionamento limitado: sábados, domingos e feriados, das 14 às 17h.

 

DSC_0188

Cotia e Embu das Artes

{7 de dezembro de 2014}

No domingo tomamos o café da manhã numa padaria bonitinha na região onde minha irmã mora, e fomos em direção a Cotia, queríamos visitar o templo Budista Zu Lai, com raíz no Budismo Mahayana. É relativamente perto de São Paulo, se você considerar o trânsito de domingo, em 20 minutos estávamos lá. Estava um lindo dia de sol e o templo ficou ainda mais bonito por conta disso. Estava acontecendo uma cerimônia lá, os mantras cantados a múltiplas vozes emanavam pelo local, criando uma atmosfera de paz e tranquilidade. Lugar lindo para se visitar. Nos fundos há o Jardim Japonês do templo, com um lago cheio de tartarugas (mais de 40, fácil), ponte, trilha na mata. Local muito bonito e agradável. Se não fosse o resto da nossa programação para o dia, teria passado mais tempo ali, relaxando.

DSC_0183 DSC_0185 DSC_0186 DSC_0188 DSC_0190 DSC_0191 DSC_0195 DSC_0200 DSC_0207 DSC_0210 DSC_0211 DSC_0223 DSC_0236 DSC_0253 DSC_0270

Dali seguimos caminho para a cidade de Embu das Artes. A cidade tem como principal atrativo turístico sua fama artística, conquistada ao longo dos anos com importantes artistas premiados e reconhecidos internacionalmente (Cássio M’Boy, Sakai de Embu, Solano Trindade) e também por sua Feira de Artes e Artesanato nos finais de semana, iniciada com os hippies desde o final da década de 1960.

É uma cidade cuja origem foi uma aldeia indígena, que posteriormente foi “dominada” pelos jesuítas e mais tarde, pelos bandeirantes. É uma cidade antiga e tem seus casarios arcaicos embelezando as ruelas do centro histórico. Fazia tempo que estava na minha lista de “Lugares Para Eu Conhecer na Vida”. Finalmente surgiu a oportunidade com minha querida irmã, que a uns 6 anos resolveu se mudar para São Paulo e por lá foi ficando. A cidade é lindinha, como eu disse, casas antigas, coloridas, ladeiras, luminárias bonitas, aroma gostoso de comida no ar… aquela cara de Brasil clássico, cara de interior de Minas Gerais (ainda está na minha lista). E para mim (e quase todas as mulheres que eu conheço) que amam artesanato, é de ficar doidinha querendo descobrir tudo. Mas não é lugar para crianças pequenas na idade do Gael. Muita gente circulando pela feira, tem que ficar de olho constantemente, pois se não está mexendo em algo que possivelmente quebre, está sumindo. E haja coração pra tanto susto que levamos. Entre vários “Cadê o Gael” e “Gael, não mexe!” o cansaço foi tomando conta do pobre menino e ele adormeceu no colo do pai. Que também já estava de saco cheio de tanto perambular pelas lojinhas e resolveu sentar-se com ele num banquinho enquanto eu e minha irmã andamos só mais um pouquinho.

DSC_0274 DSC_0275 DSC_0276 DSC_0279 DSC_0281 DSC_0283 DSC_0285 DSC_0286 DSC_0288 DSC_0292

Em certo momento Caio sentou-se numa praça com o Gael no colo, para nos esperar e ele dormir num local mais fresco, já que estava fazendo muito calor. Tinha uma banda tocando uns chorinhos e ele achou que seria um bom som para embalar o sono dele. Mas aconteceu de alguém notar um pássaro diferente nos galhos da árvore acima deles e começaram a apontar e se admirar, nisso foi juntando mais gente, e mais falação, e mais muvuca, todos em volta do lugar onde estava sentado. Quando finalmente o tal pássaro voou e a turba se dispersou, a banda resolveu tocar o parabéns pra você para alguém, e voltou a bagunça novamente, foi quando ele desistiu do local. E nós também, resolvemos ir embora.

Chegando novamente em São Paulo, no apartamento da minha irmã, ainda era dia. Como estávamos todos bem cansados, resolvemos passar o resto do dia em casa. Aproveitamos para ficar com o pequeno na brinquedoteca do condomínio. Era final da tarde quando resolvemos levá-lo até a piscina, só para molhar os pés. Era uma piscina infantil, a empolgação foi tomando conta dele e ele se divertiu mais ali do que em qualquer lugar no fim de semana inteiro. Foi a maior festa. Tiramos ele quando começou a ventar muito e o sol se pôr, mas ele foi aos prantos até o chuveiro.

WP_000765

Voltamos para nossa cidade na manhã do dia seguinte. Felizes por nossa primeira viagem em família, cheia de novas exigências e experiências, mas com muitas boas lembranças e histórias para contar. Hoje, passados 9 meses da viagem, Gael lembra de muito pouca coisa, a não ser olhando as fotos. Mas nós três, pais e Dinda, lembramos de tudo com muito carinho.

2014-12-06 10.41.11

Mini-férias em São Paulo

{ 4 a 6 de dezembro de 2014] 

Nossa primeira viagem nacional em família foi um fim de semana prolongado em São Paulo. Foi o primeiro voo de avião do nosso pequeno novo acompanhante.

Gael sempre foi entusiasmado com avião, entrar na aeronave, sentar-se, olhar pela janela e dizer tchau para a vovó Ciça foi tudo bem. Quando o avião se posicionou para a decolagem, ligou as turbinas e pegou aquela velocidade típica, ele sentiu medo, arregalou os olhos, fez cara de sério e se agarrou no meu pescoço. Aos pouquinhos se soltou e ficou comigo observando a terra lá em baixo ficar cada vez mais longe. Quando notou a altura, bateu outro medo, queria sair de perto da janela. Não queria nem olhar para ela. Ficou no colo do pai folhando uma revista. Tentei chamar atenção dele mais de uma vez para olhar pela janela e ver as nuvens por cima, todas sem sucesso. Ele definitivamente não achou nada daquilo interessante. Fora a parte de olhar pela janela e notar que estávamos literalmente voando, os acentos do avião se tornaram um playground. Bebês de até dois anos não pagam passagem aérea, mas também não têm direito a acento na aeronave. Por sorte o voo estava bem vazio e conseguimos sentar na última fileira de poltronas, com uma delas vaga entre nós dois, assim ele pôde explorar toda a energia latente de um bebê de um ano e sete meses que precisa ficar parado por quase uma hora.

2014-12-04 17.47.19 copy DSC_0086 DSC07404

Chegando em São Paulo, ficamos hospedados na casa da Dinda Tati (madrinha do Gael e minha irmã). Antes de ir para sua casa, jantamos em uma panificadora. Em São Paulo é bem típico ter panificadoras que são verdadeiros restaurantes e ficam abertos até tarde da noite. Nessa, além do buffet de comida quente, havia ainda buffet de sopas e pizza à la carte, que foi nossa opção e que estava deliciosa. Tudo era festa para o nosso pequeno viajante.

No dia seguinte era sexta-feira. Dinda Tati pegou o dia de folga e programamos de ir até o Aquário de São Paulo. O Aquário é um lugar muito bacana para se visitar, seja para adultos ou acompanhados de crianças. Eu já estive lá em outra oportunidade, sem criança, só com meus irmãos, cunhada e minha mãe, e foi também muito legal. Mas logicamente, com criança, a diversão é muito maior. Poder ensinar algo para uma criança e ver suas reações ao ver pela primeira vez algum animal ou objeto, é um prazer sem igual. Passamos um bom tempo lá, e pelo que eu soube, de lá pra cá ele já mudou, passou por reforma e ampliação. Mas na oportunidade, Gael gostou de ver o jabuti comendo banana, adorou o enorme aquário dos tubarões e arraias que se parece com um submarino, se impressionou e ficou um pouco assustado com o dinossauro mecânico (acho que esse é um setor que não tem mais no museu), não deu a mínima para os morcegos, preferiu brincar na rampa que havia nesta sala, não deu bola para os pinguins (que eu jurava que daria) e o que ele mais gostou mesmo foi do Leão Marinho empalhado. Mas ele se divertiu muito de qualquer forma, e nós também. O aquário não é tão impressionante como o de Lisboa, mas é uma ótima opção de passeio em São Paulo ainda assim. Gael saiu de lá exausto e com fome.

DSC_0103 DSC_0109 DSC_0115 DSC_0122 DSC_0129 DSC_0133

DSC_0143

Olha, o Nemo!

DSC_0148DSC_0154DSC_0115DSC_0176

Aí vem o detalhe prático dessa nossa mini-férias em São Paulo, nós estávamos nos locomovendo de carona com minha irmã e ela havia conseguido uma cadeirinha infantil para o Gael, isso facilitou muito nossa vida e nos deu agilidade e segurança. Além do fato importantíssimo de ele poder dormir no carro, pois ainda é bebê e necessita dos cochilos diurnos. Andar pela cidade de carro é algo muito diferente do que costumávamos fazer em nossas viagens, pelo menos com essa idade dele, carro e cadeirinha foram essenciais.

Nesse dia ainda havíamos planejado ir no Zoológico (sim, eu sou empolgada), mas realiza meu bem, estávamos em São Paulo, numa sexta feira, trânsito do inferno e longas distâncias, após esse passeio pelo aquário e o almoço que fizemos num shopping, tentamos ir até o zoo, mas ainda estávamos presos no trânsito quando demos conta de que já era quatro horas da tarde, e o zoo fechava as cinco. Desistimos de ir nesse dia e deixamos o passeio lá para o dia seguinte.

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos para o zoológico. E quando a gente está com criança, precisa ser muito prático, pois o cedo pode acabar se tornando tarde, por exemplo, nesse dia, acabamos chegando ao zoo já era onze horas da manhã. São Paulo tem dois zôos, o Safari e o Zoológico de São Paulo. O Safari você faz a visita de carro, e é bem legal também, você faz no seu ritmo, visualiza os animais de perto, alguns até você interage, dando ração e eles comem na sua mão, o avestruz chega até a colocar a cabeça para dentro do seu carro. E na parte dos macacos eles te obrigam a fechar as janelas, caso contrário, você é bem capaz de levar um macaquinho de brinde, ou ele te “furtar” alguma coisa… mas lógico, os mais “perigosos” ainda estão atrás de cercas, como o Leão e os Tigres. Mas com o Gael não fomos nesse não, fomos no zoológico tradicional, que percorre-se a pé. O Zoo de São Paulo, tenho que tirar o chapéu, é um dos mais bonitos e com melhor estrutura para os animais que nós já visitamos. – Não que tenhamos visitado muitos, até por que não somos muito de acordo com a situação encarcerada dos animais. Mas ali a gente ficou feliz em ver que a maioria deles está vivendo numa área grande e de acordo com sua origem. Além do mais, era a primeira vez que o Gael veria ao vivo os animais que já faziam parte da sua infância desde que nasceu e de seu vocabulário desde que aprendeu a falar. Não sei quem estava mais entusiasmado, ele ou nós três adultos babões.

DSC07405DSC07431DSC07438DSC07441

DSC07434

Hipopótamo

DSC07448

É lindo de se ver a reação dos pequenos ao ver ao vivo, pela primeira vez, seus bichinhos favoritos. Quando viu a Girafa ele falou: “gaaaaandii”. E quando viu o elefante ficou rindo de alegria. Leão ficou de boca aberta. E assim por diante. Foi muito divertido. Ele adorou o passeio, estava um dia quente, mas o passeio está repleto de árvores. O local é muito bem servido de lanchonetes e restaurantes, eu diria que é até um exagero, parece que o povo fica faminto, sei lá… mas também não há do que se queixar a respeito dos banheiros, tem muitos deles espalhados pelo espaço. O zoo é muito grande, não levamos carrinho para andar com ele, e decidimos não fazer a visita completa, por conta do tempo e do cansaço, ainda faltou vários animais para visitar.

DSC07487

fazendo amigos pelo caminho

DSC07469

Viu o elefante

DSC07484IMG_2381 DSC07499 DSC07506

Dalí fomos até o Mercado Municipal para almoçar o famoso sanduíche de mortadela. Enfrentamos aquela fila enorme até vagar uma mesa. Não conseguimos comer todo o sanduíche e mais 3 bolinhos de bacalhau, era muita comida. Fizemos umas comprinhas básiquinhas por ali, demos uma voltinha pelo mercado e já era 16h30 da tarde! Pagamos uma fortuna no estacionamento e queríamos ir dali até o Museu do Catavento, um museu de ciências todo interativo, que ficava a poucas quadras. Decidimos ir de carro, mas dar a volta em meia dúzia de quadras até chegar ao museu, levou 20 minutos. Chegamos lá faltava poucos minutos para as 17 horas e fomos barrados no estacionamento, o guarda nos avisou que o museu já estava fechado. Só se quiséssemos ver a parte externa. Concordamos, e ele nos avisou que teria que pagar o estacionamento, mas ao invés dos 10 reais normais, sairia 15 reais, para deixar o carro ali. – What? pagar mais caro para estacionar e ainda ver o museu só pelo lado de fora? Indignados, saímos dali. Ficamos com pena, pois era um lugar que queríamos muito conhecer, mas teve que ficar para outra oportunidade.

2014-12-06 14.43.24

Mas o dia ainda não tinha acabado, resolvemos ir até o Bairro da Liberdade, também na mesma região de São Paulo, e que eu sempre amo ir. Como era sábado, tinha feira, e foi divertido. Pegamos até um desile/apresentação cultural japonesa. Gael ficou bem interessado com o colorido das fantasias e a música.

IMG_2404 IMG_2420Dali tivemos a ideia de passear de Metrô com o Gael. Ele estava aficionado por trens, mas nunca tinha visto um trem ao vivo, era a oportunidade. Descemos à Estação da Liberdade, pegamos o metrô, fomos até a Estação da Luz e subimos até as plataformas dos trens. A Estação da Luz é uma das mais antigas estações ferroviárias de São Paulo, sua estrutura atual foi construída em 1900. Sua arquitetura é linda e dali você pode conhecer o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado, dois importantes museus da cidade (e do Brasil). Mas ficamos só nos trens mesmo. Gael ficou um pouco assustado com a novidade. Se impressionou com a velocidade do metrô, e ficou bem apreensivo dentro dele. Mas se sentiu muito feliz ao caminhar “sozinho” entre uma entrada de linha para outra, no meio daquela multidão de gente tranquila de sábado a tarde, (logicamente, com 3 pares de olhos atentos sobre ele).

2014-12-06 17.35.05

Nesse período estava acontecendo na Pinacoteca a exposição de esculturas gigantes do australiano Ron Mueck, que eu estava louca pra ver. Mas depois de conferir o tamanho da fila que dava volta na quadra, desistimos.

Para terminar o dia, fomos até o Parque do Ibirapuera. Como era época de Natal, acontece ali o Show das Águas no lago principal, após anoitecer. Chegamos cedo, pegamos um ótimo lugar e o Gael ainda brincou bastante na grama com a gente. Ao cair a noite, as árvores ao nosso redor se assenderam, cobertas de luzes de natal, houve um coro de óóóhhh! Foi lindo. Quando começou o show, ele fez amizade com uma menina de uns 5 anos que estava do lado dele e lhe tinha oferecido pipoca. Ele se apaixonou por ela, e segurou sua mão enquanto ambos assistiam o show das águas, na verdade ele não tinha mais olhos para as águas, só para ela. Chorou por ter que ir embora.

DSC07518DSC07521