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Mesaluna

Post reescrito:

Buenos Aires foi o primeiro destino dessa nossa viagem à Patagonia, ficamos lá por 4 dias. Pegamos um Hostel em San Telmo, uma rua sem muito movimento, ótima localização, conseguimos fazer quase tudo a pé, usamos metrô e táxi para locais mais distantes.

Na ida para Buenos Aires sobrevoamos as Cataratas do Iguaçu, que são igualmente impressionantes vistas a uma altura de 10 mil metros. Demorei para identificar o que era aquela enorme cratera na terra lá embaixo, que me chamou atenção… mas quando percebi, fiquei boquiaberta com a grandeza, só se tem noção olhando lá de cima mesmo.

Os nossos cafés da manhã tradicionais em Buenos Aires eram sempre acompanhados de mesaluna, o que nos marcou bastante e o que deu nome a esse post.

PRIMEIRO DIA:

No primeiro dia, chegamos um pouco mais tarde do que o esperado. Perdemos um certo tempo no Free Shop procurando uma câmera nova, e até se achar no aeroporto, comprar pesos, e encontrar um taxi, além de realizar a distância enorme que o aeroporto fica do centro, acabamos fazendo o check in no Hostel no finalzinho da tarde. Saímos para caminhar a noitinha pela redondeza, caminhamos até Puerto Madero, que ficava a algumas quadras do nosso hostel. O lugar é lindo a noite, talvez mais a noite do que de dia. Uma área de dar inveja a muitas regiões portuárias do Brasil, se você vai a Buenos Aires, é passeio obrigatório! Por indicação de amigos que já haviam ido antes à Capital Argentina, jantamos no Siga La Vaca, um tradicional restaurante que serve parrillas, o tradicional churrasco argentino. Uma delícia de lugar e de comida. Saímos caminhando pelo Puerto Madero até chegar no shopping Galerías Pacífico, segunda casa dos brasileiros. Lá você praticamente só ouve a língua portuguesa. Com excessão da linda abóbada que parece de uma catedral do período renascentista, não tem nada extraordinário lá. Tomamos um café e voltamos para o nosso Hostel, dessa vez de táxi, que nos deu uma bela enganada, fez voltas e voltas desnecessárias, para cobrar 10 pesos a mais. A gente podia ser novo na cidade, mas já havia estudado muito bem aquele mapa para se ligar que o caminho do shopping até o nosso hostel era praticamente uma linha reta. Se você for a Buenos Aires, tome cuidado com os taxistas… eles adoram faturar uma graninha extra com turistas.

Fora isso, descobrimos que Buenos Aires, apesar de capital, é um lugar muito seguro para caminhar nessa região central, mesmo a noite.

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Casa Rosada

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No Siga La Vaca – depois de uma parrillada

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Chegando na cidade

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Faculdade de engenharia – Universidade de Buenos Aires

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Puerto Madero

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Galerias Pacífico

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Detalhe para as gôndolas repletas de vinho (argentino) que encontrávamos nos supermercados.

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SEGUNDO DIA:

Era domingo, dia da tradicional Feira de San Telmo e o melhor dia para se visitar o Caminito. O primeiro destino foi a Feira de San Telmo, lugar que adoramos, a feira em si é muito legal, tem desde antiguidade até artesanato local. Tem também senhores de idade pedindo esmolas, tem muita música, muita dança e muita gente, principalmente brasileiros! A feira se extende por alguns quarteirões e ruas, o bairro é lindo, cheio de casarões antigos bem conservados, lembra algumas cidades européias. Tem alguns prédios que possuem uma espécie de praça central que foram transformados em galerias comerciais onde se encontra arte, artesanatos e produtos típicos. É uma região maravilhosa para percorrer a pé e ir se perdendo pelas ruas, você encontra lugares encantadores.

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Um senhor pedindo esmola em San Telmo

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Igreja de San Telmo e Pasaje de la Defensa

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Igreja de San Telmo

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Esse feirante não é a cara do Gepeto?

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Dali caminhamos até o La Boca, para visitar o estádio do Boca Juniors, la Bombonera. No caminho passamos por uma Igreja Ortodoxa Russa. Nunca havia entrado em uma igreja dessas, e achei lindo, tanto os mosaicos e pinturas nas paredes, quanto o salão da igreja em si (desculpem, não sei o nome correto dessa parte). Estava acontecendo um culto, e as mulheres não podem entrar se não estiverem de saia, mas como eles são muito gentis, ofereciam saiotes de amarrar para as mulheres que desejavam participar do culto, e assim conseguimos entrar e participar alguns momentos, foi uma experiência bem interessante, por respeito não tiramos nenhuma foto do interior, somente da entrada. A Igreja não chega a ser um ponto turístico muito visitado, por isso foi bem tranquila a visita. No caminho (a pé) que fizemos, ainda encontramos algumas praças grandes e bonitas, e o que mais nos chamou a atenção são os moradores dessas praças: os gatos. Centenas deles, vivendo tranquilamente por ali. E são alimentados com ração e água, e ficam deitados preguiçosos se aquecendo ao sol, nos canteiros ou nas sombras das árvores. São gatos bonitos, e nós dois que nem somos apaixonados por gatos, ficávamos só contemplando a vida mansa dos bichanos.

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Encontramos em seguida o Estádio La Bombonera, que tem esse apelido, segundo meu namorado, devido ao formato íngreme das suas arquibancadas, que formam uma espécie de paredão ao redor do campo, como se fosse uma bomboniere. Claro, não era dia de jogo. Mas é possível entrar para visitá-lo pagando-se uma pequena taxa, na parte da arquibancada coberta e lógico, na lojinha de souvenires, a visita completa é mais cara. Já deu pra ter uma boa noção do que é aquilo ali em dia de jogo. Ainda mais que na frente do estádio tinha uma loja de souvenires do Boca, com um som ligado alto com as músicas da torcida. Tãããão legal! Tão vibrante! Já virei até torcedora do Boca e já estava até querendo levar uma camiseta do time.

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E eis que chegamos então ao tão famoso Caminito. Eita bairro lindo de se ver! Adoramos, nos perdemos entre as ruas (propositalmente), andamos em todas as vielas, entramos em todas as casinhas e becos, fotografamos o que podíamos. Assistimos dezenas de shows de tango nas dezenas de cafés e restaurantes que há no local. Ficamos encantados com o calor, a alegria e o agito do local. Mais feirinha, uma lhama para turistas tirarem fotos, muita cor, muita descontração, muita festa, música por todos os lados. É esse o clima do Caminito.

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De lá ainda voltamos caminhando até San Telmo, e presenciamos um desfile diferente, parecia uma escola de samba, com vários instrumentos de percussão e pessoas dançando ao ritmo.

Do nosso Hostel até o Caminito dá 3,4 km a pé… isso no trajeto mais curto, como fizemos diversas voltas por San Telmo antes de chegar no La Boca, esse trajeto deve ter bem chegado perto dos 5km, só de ida… e ainda teve a volta.

No final do dia ainda fomos até o bairro Retiro para comprar passagens para Puerto Madryn, mas isso foi de metrô.

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A verdade é que nesse segundo dia estávamos tão empolgados em conhecer a cidade e iniciar nossa aventura que chegamos em casa moídos e com fortes dores nas pernas e pés. O cansaço foi gigante.

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Post original:

“Então, pra começar, náo sei onde fica o “til” nesse teclado, entáo, perdoem-me pela falta.
Estamos numa lan house, mas estamos sem os cabos para transferir as fotos que tiramos, mas náo se preocupem, temos centenas delas… depois vcs váo pedir pra parar de ver tanta foto. hehehe

Enfim, nosotros estamos bien, llegamos bien, fizemos uma viagem tranquila e eu adorei ver as cataratas do iguaçu a 10000m de altura.

Ontem fomos a feira de San Telmo e ao Caminito. Estava um dia lindo. Tiramos milhares de fotos e cançamos de ver apresentaçoes de tango. É tudo muito lindo, muito colorido, muito charmoso, artìstico. Havia milhares de pessoas em todos esses lugares.

Jà comemos Parrilla, è muy gostoso, mas eu prefiro o churrasco do Brasil.
Aqui tem muito, mais muitos brasileiros, principalmente nos pontos turìsticos.
Tambèm tem centenas de gatos de rua morando nas praças. E cachorros como labradores e atè dàlmatas andando soltos na rua.

San Telmo è um bairro lindo!! Repleto de casarios antigos muito bem conservados.
Tem feito dias beeem quentes e noites frias, mas nada diferente daì.
Meus pès e os do Caio estáo moìdos, atè aproveitamos pra parar um pouco nessa lan house pra descansar um pouco. E o hostel onde estamos è super bom e, ainda bem, fica em San Telmo!

Amanha sairemos daqui pra Puerto Madryn. Nossa passagem è às 15h.
Beijos a todos, assim q eu puder, pretendo colocar algumas fotos por aqui.”

Buenos Aires, 1 set 2008.

 

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