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Vôo para Ushuaia

5 de setembro de 2008.

Depois de uma noite tensa, que descrevemos nesse post aqui. Fomos até o aeroporto de Comodoro Rivadávia para esperar o vôo para Ushuaia, as 14h da tarde. Chegamos cedo (umas 11h) e só havia a gente lá, além de uns poucos funcionários do aeroporto. Tinhamos passado em um supermercado em Puerto Madryn e nos abastecido de biscoitos, Lays, água e sucos para o trajeto de ônibus. Mas ainda continuávamos levando muita comida junto quando chegamos ao aeroporto. Lembro de deixarmos uma caixa fechada de suco de Pomelo para uma mulher que limpava os banheiros, ela ficou muito contente com o presente. (eles adoram esse suco, nós nem um pouco).

Dessa região do aeroporto, olhando para o horizonte, já podia se ver muito ao longe, além das planícies desérticas, montanhas com picos nevados, e eu já estava toda empolgada.

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Mesmo próximo do horário de embarque, não deveria haver 20 pessoas no aeroporto, entre funcionários e passageiros. Sabíamos que o avião que faria essa viagem era mais antigo e simples, por ser uma companhia estatal argentina. Mas quando esse avião pousou, ficamos preocupados, afinal, parecia que só nós dois e talvez mais umas 2 pessoas iriam embarcar no voo. Era perfeitamente possível que fosse esse avião mesmo. (medo bateu)

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Mas por sorte não era. Era esse avião aqui:

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Enfim, embarcados e confortavelmente acomodados – como sempre nos surpreendemos com os serviços de transporte argentinos, mesmo os estatais – curtimos a viagem de cerca de 3 horas até Ushuaia. Sobrevoamos o Estreito de Magalhães, e de repente a paisagem começou a ficar assim:

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Enquanto eu dava pulinhos de euforia na poltrona da janela, meu namorado ficava tentando não ficar em pânico folheando uma revista. Eu estava tão admirada pela paisagem das montanhas nevadas lá embaixo, que não dava espaço para ter medo. Mas minha opinião mudou em 1 segundo, quando estávamos nos aproximando de Ushuaia e o piloto avisou que em breve iríamos pousar. Logo em seguida o barulho dos motores diminuiu, como se um deles tivesse desligado, a aeronave diminuiu a altura bruscamente e entrou numa zona de turbulência. Aí eram dois se abraçando de medo, literalmente, eu e ele. Dali até o pouso, foi uma sequência de “quedas” na altura, não descia suavemente, mas em “degraus”. Quando notamos, estávamos num enorme lago (Canal do Beagle) e no meio tinha uma ilha. Ali naquela ilha, ficava o aeroporto. Não vou mentir e desculpe o termo, mas foi um dos pousos mais ‘encagaçantes’ da nossa vida.

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Essa foto acima não é nossa, peguei da internet, mas não lembro de onde.

Post original:

Pensa na felicidade minha quando comecei a ver essas paisagens, essas montanhas, todas branquinhas…
o pior foi quando o comandante anunciou o pouso e aparentemente diminuiu a velocidade dos motores, fazendo com q o aviao diminuisse alguns metros sua altitude em questao de segundos.
Me lembrei do Igor falando que eu gostava de comer sushi e entao estaria tudo bem se eu tivesse que comer carne humana crua, como no filme Vivos, caso acontecesse algum acidente com o aviao. (gente boa ele)
Foi a coisa mais linda e aterrorizante q eu já vivi.

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