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A primeira neve, a gente nunca esquece…

[6 de setembro de 2008]

No nosso segundo dia em Ushuaia, fomos até o Muelle Turístico para comprar tickets para o passeio de Catamarã no Canal do Beagle. Há várias empresas que fazem esse passeio. Optamos por um passeio de 2,5 horas feito pela Canoero, que vai até o Farol Les Eclaireurs (que alguns vendem como o  Farol do Fim do Mundo, mas na verdade é um farol falso, o verdadeiro “último” fica além do limite do Canal…) mas ainda assim é bonito. Passamos pelas ilhas onde vivem os lobos marinhos (Ilha dos Lobos), outra ilha dos Cormoranes(pássaros típicos da patagônia e região antártica) (Ilha dos Pássaros) e na costa de uma das ilhas com algumas estâncias.

O catamarã é um barco muito confortável e grande, serviam mate quente para nos aquecer. Fora do barco é um vento geladíssimo, mas a paisagem compensa. Nas ilhas, lobos marinhos e pássaros, vivendo em bando e com seus afazeres que só vemos quando assistimos o Globo Repórter ou o Animal Planet. No mar, algas imensas flutuando sob a água. Do barco, a vista incrível das montanhas cobertas de neve por todos os lados. É realmente lindo e único. Um passeio que precisa ser feito. No final do passeio ganhamos certificados de Buon Navegantes do Canal do Beagle. ˆ-ˆ

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Depois disso, caminhamos pela cidade procurando um local para almoçar. Passamos pela Secretaria de Turismo e Cultura da cidade para carimbar nossos passaportes. Almoçamos em uma pizzaria. E pegamos um táxi para subir até o Cerro Martial. Na cidade havia só umas poças sujas de neve, mas ao subir de táxi a montanha, a neve acumulada nas margens de pista foi aumentando gradativamente. Foi a primeira vez que vimos neve ao vivo. Nos contemos dentro do táxi para que o motorista não percebesse e se aproveitasse da nossa situação de turistas estrangeiros ($$). Ele nos deixou na Estação de Esqui. Após pagarmos a corrida com aquele ar de banalidade. Adentramos um pouco mais na neve e as crianças que existem em nós apareceram. A alegria foi tanta, riamos como bobos, sentimos a neve, fizemos bolas, jogamos um no outro, olhávamos para tudo fascinados e eufóricos. Foi um momento mágico e muito feliz.

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Tínhamos ali três opções: alugar equipamentos e roupas e fazer aula de esqui, subir na aerosilla até o “topo” da montanha para verificar o início da descida da pista de esqui, ou fazer compras no café e lojinha do lugar. Optamos pela segunda opção. Compramos tickets e subimos de aerosilla, que são aquelas cadeiras abertas que levam os esquiadores até o topo, para então descerem com seus esquis. Obviamente não alugamos esquis. Na subida, eu quase fiquei paralisada, em estado de medo mesmo, medo de altura, medo de cair, pavor quando os rolamentos passavam pelos postes de sustentação dos cabos, pelo barulho e balanço que faziam, fobia, lágrimas me saiam dos olhos, e o Caio só ria da minha situação. Quem tem medo de altura me entenderia. Mas a vista dali é realmente impressionante. Subimos até o topo, onde tem uma segunda casa com restaurante, descer foi um alívio. Dali segue uma trilha, que vai até o Glaciar de montanha, com o mesmo nome do Cerro. Adentramos um pouco a trilha, sinalizada com plaquinhas nas árvores. A neve estava compactada, já não era fresca, e por isso nossas botas foram o suficiente. Andamos coisa de uns 100 metros. Estávamos a sós com a montanha. Foi lindo. Ver o chão todo branco é lindo. Fazia silêncio e fazia sol. Só quando o vento soprava e os galhos secos das árvores balançavam que se podia ouvir algo. Fizemos boneco de neve, fizemos anjo na neve. Descobrimos o prazer e a diversão que é estar na neve, como um desejo reprimido desde a infância, que todos nós, brasileiros, sentimos. Eu já havia visto a neve cair uma vez, quando era criança e morava em São Bento do Sul, mas foram alguns segundo só, e eu não pude sair para fora de casa e ela não acumulou. Ali ela estava intacta, branquinha, espessa, reluzente, gelada e disponível por quanto tempo quiséssemos. Foi realmente inesquecível.

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Descemos novamente de aerosilla, contendo o medo, tentei aproveitar a paisagem maravilhosa que se tem dali. Tomamos um chocolate quente no café próximo à estação de esqui, olhando para a montanha. E depois descemos até o Canal do Beagle novamente. O fim de tarde estava com um solzinho fraco mas agradável. A água parada e cristalina rendeu lindas fotos dos barcos ancorados, naquele sábado de setembro.

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À noite ainda demos aquela volta agradável pela rua principal. Jantamos e bebemos em um barzinho, tipo um pub, bem quentinho. Lembro que o nosso quarto no hostel era grande, o chão era aquecido e dava para dormir de regata, de tão quente que estava, apesar da temperatura lá fora estar próxima a zero.

POST ORIGINAL:

Olà pessoas,
não vamos mentir que já vimos neve antes.
A nossa experiência em Ushuaia foi a primeira sim, e será inesquecível.
Neve é tudo de bom!!! hehehehe
faz muito mais frio numa montanha coberta de gelo. Ela (a neve) é molhada, é compactada, gelada, totalmente branquinha e muito, muito legal!
Parecemos crianças brincando com neve pela primeira vez.
Nas fotos, Cerro Martial, em Ushuaia.

O passeio de catamara pelo Canal do Beagle foi nosso primeiro passeio oficial em Ushuaia. Até entao, a gente tinha achado a paisagem linda, mas a cidade feia, muita poeira, casas sem quintal e com uma construçao super simples. Mas com a vista q tivemos do Canal, pudemos ver uma cidade encrustrada no pé da montanha, o que dá a ela uma característica única.
 
No canal avistamos pássaros austrais muito parecidos com pinguins, q sao os cormoranes. Também avistamos focas e o farol. Nada tao impressionante quanto nosso passeio com as baleias, mas muito lindo também. O principal do passeio foram as vistas da ponta da Cordilheira Fueguina, o lado Chileno do extremo sul, a estância e principalmente, Ushuaia em si. Esta sim foi a maior e mais impressionante beleza do passeio.
 
O Canal do Beagle é uma das 3 formas “curtas” de ligaçao entre o Oceâno Pacífico e o Atlântico.
 

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