Sintra

No nosso quarto dia em Portugal, fomos a Sintra, uma cidadezinha pitoresca próximo a Lisboa, em uma região de Serra, próximo ao litoral. Sintra era o local favorito dos reis Portugueses para suas residências de campo. Pegamos o trem logo cedo e chegamos lá em cerca de 40 minutos de viagem. O dia estava nublado e a visão que tivemos do Castelo dos Mouros, aquela manhã, chegava a ser assombrante, pois ele estava encoberto por núvens.

VILA DE SINTRA

Este pequeno lugarejo parece uma cidade medieval, construída em volta de castelos. Há pelo menos 3 castelos de destaque, utilizados pelos reis de Portugal: o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, fora outros palácios de milhonários da região.

A Vila de Sintra é uma graça, vale a pena ser visitada. Como todo local turístico, há dezenas de lojinhas vendendo souvenirs, restaurantes e ambulantes. Para andar por Sintra, há um ônibus turístico que faz o roteiro de umas 5 paradas. Pegamos esse ônibus, que é essencial, pois trata-se de uma serra e a caminhada até lá em cima seria de acabar.

PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA

A primeira parada foi no Palácio Nacional de Sintra, que fica na Vila de Sintra. Ali é um dos mais antigos castelos (palácios) reais de Portugal, do ano de 1383, e do Rei João I de Portugal. É um grande palácio marcado pelas duas chaminés da cozinha. Pegamos carona numa excurssão de chineses, que tinham um guia explicando os detalhes do castelo em inglês, foi bem interessante, até que os chineses começaram a nos olhar de canto…rs

Mas nesse tempo que ficamos ali escutando o guia, ouvimos boas histórias. Uma delas é que a “cidade Macao” na realidade tinha outro nome. Mas quando os portugueses chegaram lá, e escutaram o nome da língua local, só entenderam Macao. Por isso ficou o nome. A “cidade de Macao” tinha como guardiã uma figura de mulher. Essa seria a deusa da misericórdia deles. Como os portugueses eram católicos acabaram dizendo que a estátua era da Virgem Maria, mas na realidade não era.

Outra história é que Portugal fez várias colônias, principalmente portos, ao longo do trajeto até as Índias e China para controlar o local e servirem de base para os navios de comércio portugueses. Existe hoje uma excursão de 6 meses que sai da Malásia até Portugal, passando somente por antigos territórios portugueses, isto é, lugares que falam português. Um último fato é que tinha uma maquete de um castelo lindo. O guia explicou que esse castelo tinha sido contruido pelos portugueses mas que não existia mais. Não existia porque quando Mao Tse Tung assumiu o controle mandou destruir por ser uma construção extrangeira. Todos os chineses riram meio sem graça.

CASTELO DOS MOUROS

Depois disso fomos ao Castelo dos Mouros.Um construção mega antiga, que data do século VIII ou IX a.C., os primeiros a construirem foram os mouros, mas depois da dominação do rei D. Afonso Henriques, por volta do ano 1147, ela passou a ser uma fortaleza portuguesa. É um longo e agradável trajeto de subidas e decidas das escadarias que circundam o Castelo. Sem contar que tem uma linda vista da Vila de Sintra e de toda a região até o mar.

PALÁCIO DA PENA

Em seguida, fomos ao Palácio da Pena – eu nem botava muita fé no tal Palácio da Pena, que pra mim era mais uma construção de um milionário qualquer, depois eu fui saber que era um antigo mosteiro e que após sua destruição parcial no terremoto de 1755 foi adquirido pelo rei Português D. Fernando de Saxe Coburgo-Gota, lá pelo ano de 1836 e fiquei surpreendida – O Palácio é simplesmente incrível, a arquitetura tem muita influência islâmica, árabe, mitológica, é uma confusão de estilos que resultou num castelo fantástico (em estilo Romântico). Ele fica mais alto que o Castelo dos Mouros, é no topo de uma colina, a maior parte do dia ele estava encoberto pelas núvens, quando chegamos lá as núvens haviam se dissipado, em compensação, o vento era tanto que tínhamos que nos equilibrar.
Dentro do Palácio é um museu, estão lá todos os móveis e objetos pessoais dos reis que ali moraram, dispostos mais ou menos da mesma maneira que eles as tinham. Eu gostei bastante, pois eram muitos objetos, e dos próprios reis, não era aquela coisa montada ou com aspecto de falso.
Aos redores do palácio há um belíssimo parque, cheio de árvores de espécies raras, pela primeira vez vi uma Secquóia de perto (é uma árvore nativa dos EUA). Na parte mais baixa há uma série de lagos. Num deles, fiz amizade com um cisne branco, ele me acompanhava por onde eu ia em volta do lago, mas depois ele quis me morder, não sei porque… rs – o Caio filmou isso, ficou engraçado.

Vista do alto do Palácio da Pena

 

DOCINHOS TRADICIONAIS DE SINTRA

Pra encerrar nosso dia em Sintra, docinhos tradicionais deliciosos: Travesseiros e Queijadas de Sintra, compradas numa singela casa, do outro lado da rua da estação de trem. O senhor e a senhorinha (achamos que fosse a mãe dele) que cuidam do comércio, são super simpáticos.

2 comentários sobre “Sintra

  1. daisydalberto disse:

    Nossa Bernardo, nós adoramos o atendimento, o local e os docinhos. Lembramos sempre deles! Obrigada pelo contato. Por favor, mande um abraço nosso a seu pai. E aproveite para comer um travesseiro pela gente.🙂

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s