E então, fomos para Barcelona

Apesar do início da disseminação das cinzas do Vulcão Eyjafjallajökull (aquele mesmo, da Islândia) pela Europa e o fechamento de muitos aeroportos, o aeroporto de Lisboa e de Barcelona, mais ao sul, não chegaram a ser afetados nesse dia. Graças a isso, conseguimos seguir viagem e chegar a Barcelona no dia 17 de abril, sábado.

Barcelona já é uma cidade agitada por si só, mas no sábado, pareceu mais agitada ainda. Depois de devidamente instalados no Hostel Mambo Tango, saímos a andar e caímos nas Ramblas, a avenida mais famosa de Barcelona. Essa avenida é uma loucura, movimentadíssima, centenas de artistas de rua imitando estátuas, bares com suas mesas espalhadas na ilha central das ramplas, servindo a famosa sangria de vinho, bancas de souvenirs, flores e pequenos animais sendo vendidos deliberadamente. Além dos milhares de turistas se esbarrando para poder caminhar.

Descemos até o cais, onde o agito toma conta e os barceloneses passam as tardes nos gramados, alimentando os peixes ou andando de roller. Aí compramos o Barcelona Card, que depois descobrimos não valer muito a pena, a não ser pela passagem de metrô livre durante os 4 dias que é válido o cartão.

Na volta, subimos em direção ao bairro gótico e fomos até a Catedral de Barcelona. O bairro gótico é como uma área medieval no centro de uma cidade cosmopolita. Apesar das centenas de turistas antando por ali naquele sábado movimentado, havia um certo ar nostálgico ao andar por aquelas ruas carregadas de história. Prédios históricos, ruas estreitas e becos, com a cor ocre das paredes e alguns antiquários completam o cenário. Andamos também por aquela praça onde foi filmado Albergue Espanhol e onde há os lampeões criados por Gaudí, a Praça Real, .

A Catedral de Barcelona, cujo nome na verdade é Catedral de Santa Eulália, é muito linda. Ela foi construída sobre uma antiga basília romana, a construção começou no final do século XIII e foi concluída somente no século XIX. Em estilo gótico catalão, a iluminação, as colunas e arcos góticos, os vitrais e as diversas capelas nas laterais da nave, fazem dessa Catedral um local único e admirável. No momento em que a visitamos estava acontecendo uma missa, o que me chamou a atenção nessa igreja é que a missa era transmitida em diversos televisores de LCD espalhados pela igreja.  Na praça em frente a ela nos deparamos com uma daquelas situações inusitadas, estava acontecendo a tradicional Sardana, uma dança típica de Barcelona, onde pessoas de todas as idades – a maioria da terceira – dançam em roda, com as mãos dadas e levantadas, fazendo passinhos coordenados com os pés, ao sons de uma banda. É muito divertido, dá vontade de entrar na dança com eles.

Por fim, entramos novamente nas Ramblas e encontramos o mercado público municipal, que é coloridamente lindo. Fiquei super entusiasmada com tantas frutas, docinhos, sementes e frutos do mar tão apetitosamente arrumados. Tirei algumas fotos, mas acho que os espanhóis não gostaram muito, e acabei por achar mais prudente guardar a câmera antes de ser expulsa dali.

Para jantar, comemos as tradicionais tapas em um restaurante brasileiro.

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