Montjuïc

Tulipas nos Jardins de Montjuïc

No nosso segundo dia em Barcelona fomos ao Montjuïc (eu acho esse nome tão lindo, acho que vou guardá-lo para meu próximo pet). Essa bairro, ao lado do porto, possui um dos mais importantes parques de Barcelona, conhecido como Montjuïc, mas que reune em uma extensa área, 2 jardins, 1 parque, o complexo olímpico das Olimpíadas de 1992 e diversos museus, além do Castell de Montjuïc e o cemitério de Montjuïc. Ufa! coisas para andar um dia inteiro!

Nesse dia andamos muito muito mesmo. Pegamos o funicular, que por sorte ficava na estação de metro mais próxima do hostel. Logo que você chega no alto do funicular já tem uma vista linda da cidade e da Igreja da Sagrada Família. Alí há duas opções para chegar ao Castell, nosso primeior distino, ou iríamos de teleférico (caro) ou a pé (cansativo, pois ainda tem bastante coisa para subir). Decidimos ir a pé, pois eu sou uma acrofóbica assumida e tenho aversão a teleféricos. Foi ótimo, pois passamos pelos jardins lindos e cobertos de tulipas que se extendem até o Castell.

Vista a partir do Montjuïc, depois que descemos do funicular.

O Castell é uma construção imponente, e a vista de lá para o mar, o porto e a cidade de Barcelona, vale muito a pena. Mas eu achei que ele não tinha a mesma áurea histórica, medieval e pitoresca que os outros dois castelos que havíamos visitado em Portugal. Ele me pareceu quase urbano demais.

Descemos então em direção ao complexo olímpico, passando novamente pelos jardins e pelo jardim botânico. Como era domingo, havia muita gente brincando, fazendo pic nic e aproveitando a tarde de sol nos parques. Fomos até o Estádio Olímpico, uma construção imponente, por sorte encontramos os portões abertos e deu pra tirar uma fotos legais de seu interior. Continuando na parte olímpica, fomos até a praça do Palau Sant Jordi, onde tem o monumento da tocha olímpica. Foi muito legal ver de perto uma coisa que eu só vi pela televisão quando ainda era criança. Desse ponto dá para ver o cemitério de Montjuïc, que até parece uma cidadela em cima da colina. Segundo nosso guia, bem antes dos romanos construirem seu santuário a Júpiter (Jovis), povos da pré-história estabeleceram-se nessa região e ali já enterravam seus mortos. “A atribuição tradicional da etimología de Montjuic é a de “Monte dos judeus”, supostamente do catalão medieval, motivada pela existência, confirmada pelos documentos e a arqueologia, de um cemitério judeu na montanha.” Infelizmente só tiramos fotos de longe, hoje, pesquisando a respeito eu concluo que o cemitério vale uma visita.

Estádio Olímpico

Palau San Jordit

Aos fundos, Cemitério de Montjuïc

De lá continuamos descendo até o Poble Espanhol, cuja entrada é bem carinha e o tal do Barcelona Pass dá míseros 2 euros de desconto. Ficamos sabendo, que na verdade ela é a reconstrução de uma vila medieval catalã, o que, convenhamos, parece ser um engana turista. Achamos melhor deixar para uma próxima. O Caio já tinha visitado e não me pareceu muito entusiasmado para ver novamente. Passamos então pelos jardins do Museu Nacional de Arte da Catalúnia, que é magnífico e enorme. O prédio e os jardins são lindos, não entramos por que não conhecemos muito sobre a arte catalã e preferimos seguir adiante para conhecer os lugares que realmente interessavam.

Museu Nacional de Arte da CAtalúnia

De lá pegamos um metrô e fomos até a Finca Güell, que era uma das casas de Gaudí que eu fazia questão de conhecer. A Finca Güell fica na região universitária de Barcelona, e naquele domingo estava bem deserta. Apesar de só poder vê-la por fora, eu adorei! A fantástica escultura de dragão no portão é uma obra de arte.

Finca Güell

Para fechar o dia, pegamos outro metrô e fomos até o esperadíssimo queridíssimo Parque Güell (também do Gaudí). A estação de metro mais perto fica, digamos, bem longinha, e tivemos que ir a pé até lá, subindo uma baita escadaria, que só na Europa mesmo, era formada por escadas rolantes, tinham bem uns 4 ou 5 lances de escadas rolantes, e mais uns 2 ou 3 de escadas fixas. Era fim de tarde, solzinho fraco se pondo, domingo, o parque lotado, músicos tocando gaita e aquele exemplar único de arquitetura orgânica do Gaudí fechando o charme e a atmosfera deliciosa do lugar. Simplesmente adorei! Fotos e mais fotos para conferir.

Uma das vistas do Parque Güell

Se você ainda não percebeu, Gaudí é meu arquiteto favorito e simplesmente sou apaixonada pelas obras dele. Barcelona, para mim, foi a realização do sonho de conhecer de perto suas obras. No Parque Güell há uma lojinha (lógico), vendendo diversos artigos relacionados. Compramos um livro dele por lá. Aí nesse Parque também há o Museu Casa Gaudí, que me perdoem os mantenedores desse Museu, mas é a coisa mais decepcionante relacionada ao Gaudí que eu já vi na vida. Uma casa onde ele morou por poucos anos, cujo arquiteto é um pupilo dele. Dentro, pouquíssimas peças de uso pessoal dele, algumas peças que ele desenhou para outros locais e estão ali totalmente mal ambientadas, uma lojinha e vários funcionários emburrados, além de uma entrada ridiculamente injusta.

Museu Cada Gaudí

Voltamos para o Hostel no fim da tarde (9 da noite), e para jantar, Pizza no Domini que ficava na esquina da rua do Hostel. \o/

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