A Barcelona de Gaudí.

19 de Abril, segunda, foi o dia de visitar as principais atrações – do meu ponto de vista – de Barcelona, as obras do Gaudí: Casa Milá, Casa Batló e a Igreja da Sagrada Família. Começamos já meio tarde, é verdade, pois primeiro tentamos providenciar as passagens para Paris, já que os aeroportos estavam fechados, tentamos ir até a estação de trens, para tentar conseguir uma passagem por lá. Não foi surpresa encontrar uma estação simplesmente lotada de pessoas tentando conseguir um trem para algum lugar. Trens para Paris estavam impossíveis, se quer para comprar passagens antecipadamente. Nossa viagem para Paris seria somente na quinta, queriamos tentar comprar passagens para esse dia, em substituição às passagens aéreas que já haviamos comprado e o hostel que já estava reservado. Mas só havia passagens para o sábado. Um dos funcionários nos indicou comprar passagens rodoviárias (assim como indicou para mais umas 200 pessoas). Fomos até lá (era do outro lado da rua), mas estava mais lotado que terminal urbano em horário de rush. No way!

Decidimos relaxar e curtir o dia vendo o que faz de Barcelona ser tão conhecida. A primeira casa de Gaudí que visitamos foi a Casa Batló. Ela fica no meio da quadra, ao lado de duas outras casas também de arquitetura singular, mas não tão famosas e com entradas não tão caras quanto a Batló, esse conjunto de três casas é conhecido também como Manzana de la Discòrdia. (acredito que seja por causa da ousadia na arquitetura da época). Batló é uma casa típica do estilo Art Nouveau, na minha opinião, o exemplar mais expressivo do movimento artístico. Ela é extravagante por fora e ainda mais por dentro. Infelizmente o preço estava muito salgado para conferir se realmente ela era extravagante por dentro, mas para mim valeu a pena a visão que tive por fora. Diferente da Casa Milá, ela é colorida e vibrante.

Continuando no Passeig de Gràcia, umas duas quadras acima, você chega na Casa Milá. Mas nosso mapa estava levemente errado, e indicava a localização da casa em outra rua… O Caio já havia visitado a Casa na outra vez que ele foi para Barcelona, mas não havia entrado no prédio e tampouco lembrava da localização exata. Minha ansiedade em ver a casa dos meus sonhos era grande, e eu pedi ao Caio que chegasse por uma rua que desse de frente para ela, e não pelo lado, para que a minha primeira visão da casa fosse assim como eu a vi outras vezes, em meus sonhos e por fotos. – Abrindo um parentes aqui, antes de entrar na faculdade eu sonhei diversas vezes com um prédio muito maluco, que ficava numa esquina, o terraço dele era diferente de tudo o que eu tinha visto, sinuoso, com torres que lembravam estátuas, o prédio era cheio de passagens secretas e uma escadaria em caracol… quando eu vi a foto da Casa Milá pela primeira vez, em uma aula de História da Arte lá pelo primeiro ano da faculdade, eu me arrepiei: era a casa com que eu havia sonhado.)  Por isso eu tenho esse fascínio pelas obras do Gaudí e por isso que nossa gata se chama Milá, isso realmente me impressionou.

Enfim, roda e roda, finalmente chegamos a ela. E foi assim como eu queria, de frente, de esquina. Emocionante como imaginei que seria. Estava de óculos de sol e o Caio não percebeu, mas meus olhos se encheram de lágrimas (ok, pode parecer bobo para você, mas para mim foi um momento especial da viagem). Eu tirei muitas, muitas fotos da casa. Logicamente não da para postar todas aqui, e olha, foi bem difícil fazer essa seleção. Mas aqui vai como eu e Caio vivemos esse momento.

Dalí fomos para outra imponente construção do arquiteto, a Igreja da Sagrada Família. A Igreja é algo tão marcante para Barcelona quanto a Eiffel é para Paris. Ela é visível em quase todos os pontos mais altos da cidade. De perto ela é como uma pintura complexa, que você pode passar horas admirando e lendo cada detalhe, cada escultura.  A Sagrada Família tem dois lados distintos, a fachada da Natividade, do lado leste, e a fachada da Paixão, do lado oeste. A fachada da Natividade (onde está representado o nascimento de Cristo), foi a parte em que o arquiteto trabalhou, começou a construir. Infelizmente, ele faleceu (atropelado por um bonde! – morte estúpida) antes de concluir sua obra. A Igreja foi iniciada em 1882, com o arquiteto Francisco de Paula del Villar, mas em 1883, passou aos cuidados de Gaudí, que trabalho nela até o fim da sua vida (1926). Após sua morte, a construção foi interrompida, sem estar se quer pela metade. Nos anos 50 começou sua reconstrução, que dura até hoje. E os guindastes em volta dela simplesmente fazem parte da paisagem a anos. Caio esteve lá a 3 anos atrás e as fotos que ele tirou na época também saíram com os benditos guindastes.  Fazer o quê?! faz parte do show. Quem sabe quando nossos filhos ou netos visitarem Barcelona, poderão dizer: “nossos pais estiveram aqui na época da construção da Sagrada Família!” (vamos ver o lado positivo, né?)

Concluindo, a construção é impressionante, eu fique muito tempo olhando para tudo aquilo. A fachada da Natividade é muito mais bonita que a fachada da Paixão, mas temos de respeitar essa diferença. A única coisa que não toleramos foi o preço abusivo da entrada, 17 euros!! E o nosso tal Barcelona Card nos dava incrível 1 euro de desconto para essa entrada… ficou pro próximo dia e em horário de missa. O dia começou a nublar e a chuva estava chegando, resolvemos voltar para o Hostel. Achou pouco para um dia só? Ah, não se engane… leva tempo para visitar as obras desse arquiteto.

2 comentários sobre “A Barcelona de Gaudí.

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