Só mais um pouquinho

No nosso quarto dia em Roma, o tempo já estava bem melhor, deu até um calorzinho. Fomos para a zona sul de Roma, em direção à Trastevere. Descemos até o Teatro di Marcello, em ruinas, e logo depois, até o Tempio di Vesta e o Tempio della Fortuna Virilis.

Teatro di Marcello

Tempio della Fortuna Virilis

Tempio di Vesta

Fomos então à Igreja Santa Maria in Cosmedin, que é a uma antiga igreja medieval e que contém os restos de um antigo templo grego do século VIII, além dos possíveis restos mortais de São Valentim. O local é bastante singelo, mas o que mais atrai os turistas é a famosa Boca della Veritá, uma pedra esculpida com o deus do mar Oceanus. A escultura fica no pórtico da Igreja, é possivelmente do primeiro século da antiga Roma quando, na verdade, tratava-se de uma tampa de esgoto. Entretanto, ficou conhecida a partir da idade média, quando se originou a crença de que ela cortaria a mão de quem mentisse.

Bocca della Verità

Interior da Igreja Santa Maria in Cosmedin

Fragmento de mosaico grego do séc. VIII

Nosso passeio continuou pelas margens do Rio Tibre e passando pela ponte Fabricio, construída em 62 a.C. chegamos à Isola Tiberina, uma ilha com construções medievais muito charmosas.

Isola Tiberina

Ponte Fabrício

No quinto dia em Roma, visitamos a igreja de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, local onde antigamente fora os Banhos de Diocleciano, posteriormente foi transformado em Igreja sob projeto de Michelangelo e sofreu algumas outras reformas para se converter no que é hoje. A igreja é imensa, mas o fiéis são pouquíssimos, não chegam a preencher o saguão em frente ao altar. Quem vê sua fachada, jamais diria que trata-se de uma igreja.

Igreja de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri - antigo banho Romano

Piazza della República e a Fontana delle Naiadi

Interior da Igreja de Santa Maria degli Angeli

Para terminar nosso passeio em Roma, visitamos a cripta de Santa Maria della Concezione, construída em 1624, onde estão os restos mortais de 4 mil monges capuchinhos. Os monges acreditavam na ressureição da carne, e por isso enterravam e preservavam seus corpos para a vida pós ressureição. Com a afirmação da igreja católica de que a ressureição era do espírito e não da carne, a tradição foi se perdendo com o passar dos tempos, não sem antes uma pequena insistência por parte desses monges. Um dos líderes era parente do Papa em questão nessa época, e este conseguiu permitir a manutenção dos corpos sob aquela igreja. Eles aceitaram a decisão da igreja, mas preferiram manter pelo menos partes dos corpos, em respeito aos que morreram e caso precisassem no futuro. E aí foram criadas 5 capelas com os restos mortais dos monges, formando adornos, colunas, candelabros e altares, todos de ossos empilhados, alguns até com os corpos dos monges inteiros, ainda vestidos com suas vestes originais. A mais perturbadora de todas as capelas é a que contém os pequenos corpos de duas crianças, sobrinhas do monge em questão. A entrada nessa cripta é gratuíta, mas eles aceitam doações e vendem cartões postais para arrecadar fundos para manutenção. Uma boa opção para os turistas, já que não é possível fotografar o recinto. É um daqueles locais que a gente vê em programas de tv e tem até a curiosidade mórbida de ver de perto. Mas garanto que não é tão prazeroso assim.

Uma da capelas da Cripta dos Capuchinhos (digitalizado de postal)

 

Outra capela da Cripta dos Capuchinhos (digitalizado de postal)

Nossos últimas horas em solo Romano foram de compras, mais um jantar no Hard Rock Café, descanço no hotel e muuuito aeroporto.

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