O que sobrou dos portos artificiais instalados na praia pelos aliados, em 1944.

O dia D (parte 1/3)

{14 de abril de 2012}

Nosso Dia D foi em 14 de abril [o real foi em 06 de junho de 1944], foi o dia em que partimos para Caen logo cedo e programamos os passeios e visitas aos principais pontos de chegada dos aliados ao território francês. – O Dia D foi o que deu início ao fim da Segunda Guerra Mundial, por isso ele foi tão importante para a humanidade. Em nenhuma de nossas viagens anteriores, estivemos tão próximos a vestígios da Segunda Guerra Mundial. Um dos nossos maiores motivadores para incluir esse local no roteiro, confesso, foi meu irmão, que estava sedento por conhecer um dos palcos da Guerra em sua primeira visita a Europa. Mas esse acabou sendo um dos dias mais incríveis da nossa viagem desse ano, para todos nós, não só para meu irmão, que logicamente, pirou também com a aventura.

Em nossas pesquisas pré-viagem, descobrimos que a região fica bastante próxima a Paris, coisa de poucas horas de trem, e que esse trajeto pode ser feito até Caen tranquilamente, e é o que geralmente faríamos. Mas como as diversas praias, museus e pontos relacionados ao Dia D ficam muito espalhados pela região, teríamos as opções: A. Pagar por um “D Day Tour” e seguir o roteirinho dos turistas, ou B. Alugar um carro, e fazer nosso próprio roteiro. Por essa razão, optamos acertivamente pela segunda alternativa. Nada mais prático, rápido e cômodo do que isso. (Claro que não foi uma decisão de última hora, já havíamos feito a reserva do carro antes de ir, aqui no Brasil mesmo).

Nossa primeira parada foi no Memórial de Caen (ou Memorial da Segunda Guerra). Um prédio recentemente inaugurado, com uma grande exposição relacionada à Segunda Guerra, desde o seu surgimento até seu fim. Seu acervo contempla aviões, uniformes, suplementos dos soldados, artefatos de guerra, bombas e armamentos diversos, artefatos nazistas, maquetes do plano de invasão dos aliados, vestígios de tiroteios, reconstrução de uma vila francesa após a guerra, vídeos diversos, uma sala acústica muito bacana, discursos nazistas em áudio no decorrer do percurso e o que mais me causou náusea e angústia: a parte dos vestígios e atrocidades contra os judeus. O museu é realmente uma viagem pela II Guerra e vale uma visita antes de ir para as praias. Sua entrada não é lá tão cara não, e ainda há a opção de audioguides.

Segunda parada, Arromanches-Les-Bains. A praia onde foram instalados os portos artificiais (ou “Porto Winston”), para desembarques dos equipamentos e veículos dos aliados após a tomada da região dos nazistas. Os vestígios dos portos estão lá ainda, desde a praia, onde, dependendo da maré, você pode até tocá-los, até onde seus olhos alcançarem no horizonte. É uma visão realmente incrível, uma viagem no tempo. Eles estão lá, há quase 70 anos, desde que mudaram a paisagem da pacata cidadezinha de praia. Há um mirante do lado direito da cidade, onde se pode ver do alto a gigantesca instalação dos portos feita em 1944. Tanques de guerra, pontes militares, e até aquelas balsas onde desembarcavam os soldados (como os que aparecem no início do filme O Resgate do Soldado Ryan) estão espalhados próximo ao Museu do Desembarque, nessa praia e podem ser vistos de perto. O Museu do Desembarque, que fica em Arromanches também tem um acervo interessante, mas estava um pouco mais salgado, e nesse caso, só meu irmão entrou, disse que valeu a pena!

Para não ficar extenso demais, vou dividir esse dia em 3 postagens. Acompanhe o resto da aventura no próximo post.

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