Canhões

O dia D (parte 2/3)

{14 de abril de 2012}

Continuando nosso Dia D, saímos de Arromanches com destino ao Cemitério Americano. Impossível não falar das estreitas estradinhas asfaltadas da Normandia, que têm uma beleza à parte. Ladeadas de casas e pequenos castelos construídos de pedras e cobertos com telhas de ardósia, e cercadas por imensas plantações de canola, que nesta época estão floridas com um amarelo intenso.

Na época do ano em que fomos (primavera), anoitece às 9h da noite na Europa. E isso confunde um bocado a noção das horas. Eram pontualmente 17 horas quando chegamos nos portões do Cemitério Americano. E esse é exatamente o horário em que ele fecha. Meu charminho brasileiro e carinha de pidona não conquistaram o soldado americano fardado e armado que guardava a entrada do Cemitério. Tudo bem, nem tudo é perfeito, decidimos voltar no dia seguinte, pois não poderíamos deixar de ver o Cemitério uma vez que estávamos tão próximos.

Deixamos o carro no estacionamento, ali mesmo, e fomos até um monumento logo perto que tinha acesso pela estrada, através de uma cerca de arame farpado. Dali, prevíamos, no mínimo, ver um pouco mais da praia. Mas quando chegamos próximo ao monumento, vimos do que se tratava. Era o local onde houve o ataque da Primeira Divisão de Infantaria da força aliada, na praia de Omaha Beach. Um dos primeiros pelotões em terra a atacar as forças alemãs e um dos mais tradicionais pelotões do Exército Americano. Não teve como não lembrar da cena marcante do começo do filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Várias casamatas e bunquers estavam escondidos pela gramado que desce até a praia, além dos abrigos de canhões e artilharia anti-aérea. Foi um dos primeiros contatos que tivemos com os esse tipo de ruínas, com marcas de tiros e bombardeio, impossível resistir a entrar numa ou noutra casamata. Andar pelo terreno e encontrar esses bunquers ou construções militares nos fez sentir como arqueólogos descobrindo tesouros históricos. Mesmo sendo mulher, fiquei entusiasmada. Evandro e Caio então…

Aliás, você leitor(a) desse blog, me desculpe a falta de termos apropriados e descrições históricas corretas ou aprofundadas a respeito do assunto. Apesar de me interessar muito pela Segunda Guerra Mundial, meu conhecimento específico sobre artilharia, exércitos e estratégia militar são muito pequenos e se baseiam muito no que eu vi de perto e aprendi nessa viagem (e em filmes do tema), ok? Ficarei agradecida se você tiver alguma contribuição ou correção a fazer. 

Saindo dali, descemos pela estrada até a outra parte da praia de Omaha Beach. Onde eu fazia questão de visitar o monumento de Les Braves, erguido em homenagem aos soldados que lutaram e perderam a vida no dia da invasão. Estava bastante frio na praia, como aliás, em toda essa região litorânea nesse dia.

Por muitos lugares nessa região, você encontra museus a céus abertos com equipamentos de guerra. Você olha para as falésias a beira da praia e encontra casamatas. Há locais com mais pontes militares expostas como se fossem monumentos. E até mercearias ou pequenas vendas, cuja entrada é “enfeitada” com pequenos canhões da II Guerra. Parece que todos os moradores por ali tem um “souvenir” do Dia D em seus quintais.

Dali, nosso destino era Point Du Hoc, e já estava começando a ficar tarde. Resolvemos dar uma parada ligeira para ver um museu na beira da estrada, que valeu a pena. Um dos Museus a céu aberto mais legais por onde passamos, as fotos seguem abaixo. Tratava-se de um pátio onde se encontram diversos canhões, aqueles barcos nos quais desciam os soldados, um bunquer alemão de ferro fundido incrível e até um motor de avião com as hélices retorcidas. Um local imperdível! E o melhor de tudo, gratuíto. Claro que existe uma parte aparentemente paga, coberta, qua parecia até um hangar, mas que já estava fechada.

Point Du Hoc, um dos locais mais legais para visitar nessa região, ficará para o próximo post.

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