Place du Vieux-Marchée

A cidade onde morreu Joana D’Arc

{15 de abril de 2012}

Chegamos em Rouen (se fala Ruan) no final da tarde, era domingo e infelizmente a cidade estava toda fechada e quase vazia. Mas ficamos impressionados com sua beleza.

É uma grande cidade industrial e portuária às margens do rio Sena, é a capital francesa da Alta Normandia.

Rouen não é pouca coisa não, segundo o wikipédia, ela foi fundada na época do imperador romano Augusto (27 a.C – 14 d.C), já foi um assentamento romando, já foi invadida pelos vikings, já pertenceu a Inglaterra, sofreu com a Guerra dos Cem Anos e com a peste negra na Idade Média, foi um importante porto na época dos descobrimentos, porta de entrada do pau-brasil na Europa e foi praticamente destruída por bombardeios na década de 40, durante o domínio nazista.

Igreja em ruínas Ruinas dos bombardeios da II Guerra Edifício Histórico de onde Monet pintou a Catedral

A Cathédrale Notre-Dame é um dos marcos da cidade, que é vista de longe, uma belíssima catedral no estilo gótico. A igreja foi começada em 1145 e terminada apenas no século XVI. Felizmente, é um dos monumentos que passou intacto aos ataques nazistas.

Cathédrale Notre-Dame

Na parte histórica da cidade, onde se encontra a Catedral, há casas medievais normandas de pedra e madeira (muito semelhantes às que vimos em Dinan), com suas paredes tortas e irregulares, lindo de ver. Passamos em uma das ruas onde haviam vários antiquários. E esses foram os antiquários mais antigos que eu já vi, eram peças de decorações e móveis originalmente medievais, dignas de cenografia de filmes sobre castelos, uma pena estarem fechados, eu teria perdido horas ali.

Casa medieval em estilo normandoCasas medievais em estilo normandoAntiquário sonhoAchei essa foto antiga dessa rua. Antes e depois.. nada mudouRuas da cidade antiga

Placas medievais das lojas

Outro local famoso para se visitar em Rouen é a Place du Vieux-Marchée, uma praça ladeada por casarios muito antigos e ruinas de tempos remotos, são coisas belas e singulares, ricas em história e um privilégio em termos de conservação cultural, mas infelizmente é um espaço sujo e mal cuidado, decepciona um pouco.

Place du Vieux-Marchée

Essa praça é onde foi queimada a mártir e Santa Joana D’Arc. O local exato de sua execução está representando por uma simples plaquinha – até aí tudo bem, por que exaltar uma morte tão grotesca não é mesmo?  Em sua homenagem foi erguida uma Igreja. É, assim, no meio da praça… bem, questão de gosto, mas eu achei uma verdadeira aberração arquitetônica esquisita. 

Plaquinha para indicar o local onde Joana D'Arc foi queimada

Igreja em homenagem a Joana D'Arc

Igreja na praça do Vieux-Marchée

Você não pode ir a Rouen e deixar de passar sobre o arco do Gros Horloge, é um dos marcos da cidade. Trata-se de um relógio astronômico em estilo gótico, construído em 1389. Fica numa rua exclusiva para pedestres, com prédios antigos, lojas elegantes e cafés. 

Gros Horloge

Há também alguns museus interessantes para visitar, caso você disponha um pouco mais de tempo em sua visita. Como o Museu da Joana D’Arc ou o Museu do Gros Horloge. Mas não foi o nosso caso. Achamos que a cidade por si já é um museu a céu aberto, incrivelmente repleta de monumentos e prédios antigos, muito mesmo. Apesar de ter passado mais de 60 anos, há dezenas de prédios em ruinas, resultadas dos bombardeios da II Guerra, chega a ser banal em Rouen, para os moradores, não para nós, que ficávamos impressionados com cada ruina que encontrávamos. E em geral, elas estão assim, simplesmente jogadas, com o mato crescendo, pixadas, abandonadas… 

Concluímos que é uma cidade muito bonita, poderia ser quase Paris, tem muita coisa que lembra Paris, o Rio Sena inclusive, mas parece que os governantes ali não estão muito interessados nisso, nem em todo o potencial turístico da cidade, ela nos pareceu por assim dizer, uma cidade relaxada…

Pizza em metro - olha a cara de 'quem gostou' da pessoa

Além disso, foi difícil encontrar um restaurante aberto no centro histórico de Rouen no domingo a noite. Acabamos comendo pizza em metro [oi?]. Partimos de lá no dia seguinte. Antes abastecemos o carro que alugamos, com o que tivemos uma certa dificuldade, já que lá você tem que se virar sozinho negão. Essa história de frentista acho que é coisa de brasileiro. Entregamos o carro na estação de trem. E por falar nisso, cuidamos do carro com todo zelo o caminho todo, como se fosse o carro emprestado do sogro. Porque, afinal, qualquer arranhão poderia ser cobrado na fatura que viria direto no cartão de crédito. Mas eis que justamente na hora em que estacionamos e abrimos o porta malas, ele simplesmente deu uma batidinha no TETO do estacionamento, que parecia ser feito de propósito para esse fim. Grito coletivo. Mas não deu nada, ninguém foi verificar na hora e também não veio cobrado na fatura, foi só um susto mesmo.

Só para finalizar, Rouen + mês de abril = muuuuuuuuuuuuito frio! Estação de trêm com calefação? Que frescura é essa?? Passamos um super frio enquanto esperávamos nosso trêm para Paris.

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