museu da imigraçao

15 fatos interessantes sobre nossa cidade, Joinville

museu da imigraçao

Museu da Imigração e Colonização – Originalmente o Palácio dos Príncipes.

Essa lista apareceu no blog da Super Interessante, em setembro de 2011. Com excessão de alguns parques, festas e cervejarias, pouca coisa mudou… para quem se interessar em conhecer um pouco mais da terrinha, é uma boa lista, e apesar de seus problemas – toda cidade tem – a gente ama essa pequena. Fizemos algumas atualizações, estão em texto itálico, entre colchetes.

1. Joinville é a Manchester Catarinense

Ok, essa não é necessariamente uma novidade. Mas você sabe o motivo do apelido? A gente conta:  com o final da Segunda Guerra Mundial, o país não recebia mais os produtos industrializados importados da Europa e teve que se virar. E Joinville se virou muito bem: entre as décadas de 50 e 80, a cidade viveu um surto de crescimento tão grande que se tornou um dos principais pólos industriais do país. Assim como Manchester, a cidade inglesa que teve papel importante na Revolução Industrial e entrou para a história ao usar a máquina a vapor na indústria têxtil pela primeira vez em 1789.

2. Joinville foi pioneira em muita coisa

A industrialização não foi o único pioneirismo da cidade. Foi lá que surgiu o primeiro jornal germânico de importância e prestígio no Brasil, o Kolonie Zeitungl. É de lá a primeira corporação de bombeiros voluntários a América do Sul (em 1892). Foi Joinville a primeira cidade do estado a ter o primeiro posto de gasolina totalmente acessível a pessoas com deficiência.  Também foi por lá que aconteceu o primeiro transplante renal de SC. Além, é claro, de ser a primeira e única cidade do mundo a ganhar uma filial do Bolshoi.

3. Joinville tem 6 cidades-irmãs

 Além de ser irmã-gêmea de Manchester, Joinville tem outras cidades-irmãs espalhadas pelo mundo. O conceito de cidades-irmãs é simples: são cidades que compartilham características semelhantes (demográficas, por exemplo) ou pontos e referências históricas comuns. Por causa do tal “parentesco”,  as cidades cooperam entre si, num esquema amigável. Joinville pode contar com Zhengzhou, na China, Chesapeake, nos EUA, Spišska Nová Ves, na Eslováquia, Langenhagen, na Alemanha; Joinville-le-Pont, na França, e Schaffhausen, na Suíça.

4. Joinville tem brasão com vários detalhes

MEA AUTEM BRASILIAE MAGNITUDO“. A inscrição do brasão da cidade quer dizer “A minha grandeza se identifica com a grandeza do Brasil”. Profundo, né? O escudo também faz referência às Armas do Brasil Império, ao emblema do Príncipe de Joinville, à Suíça, à Noruega e à Prússia, os principais países de onde vieram os imigrantes que fundaram a colônia. A cana-de-açúcar e o arroz, principais lavouras da cidade, na época de sua fundação, também foram lembrados.

5. Joinville foi presente para um príncipe

Em 1843, a princesa Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o francês François Ferdinand, o Princípe de Joinville. Naquela época os casamentos envolviam muita politicagem, acerto de contas e tradições, François recebeu como dote um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco. A região se chamava Colônia Dona Francisca, até que, em 1852,  a Vila Joinville (uma das que compunham a colônia), emprestou o nome para batizar a cidade recém desmembrada da então Vila de São Francisco do Sul. É por este passado que muita gente chama Joinville de “a cidade dos príncipes”.  Curiosidade: a casa cosntruída no local é onde funciona hoje o “Museu Nacional de Imigração e Colonização – Palácio dos Príncipes de Joinville”.

6. Joinville tem vários museus

Falando em museus, quem busca conhecimento tem um prato cheio na cidade. Além do Museu Nacional de Imigração e Colonização, tem o Museu Arqueológico de Sambaqui, o Museu de Arte, o Museu de Fundição, o Museu Nacional do Bombeiro e a Casa Fritz Alt, por exemplo. [Tem ainda a Estação da Memória, que é linda e conta com visita guiada de terça a domingo. O MUBI – Museu da Bicicleta, nas proximidades da Estação. E agora, também, o Instituto Juarez Machado, com acervo de obras de arte originais do artista e outras exposições de arte periódicas.]

7. Joinville é a cidade das bicicletas

Pra que andar de carro se podemos andar de bicicleta? Os joinvilenses pensam assim desde sempre. A cidade ganhou o título em 1950, denunciada pelas estatísticas: havia um carro para cada 111 pessoas, enquanto o número de bicicletas era de 1 para cada 4 pessoas. Ainda hoje, o número de bicicletas surpreende: não existe uma contagem exata, mas há quem garanta que existem umas 250 mil (ou uma para cada duas pessoas). Mesmo se não chegar a esta proporção, achamos o título justo.

8. Joinville tem muitos parques públicos

Os amantes da natureza vão gostar de saber da quantidade de parques importantes por lá. O Parque Ecológico Prefeito Rolf Colin foi criado para garantir a preservação da Floresta Atlântica e da fauna da região das nascentes do rio Piraí; o Parque Municipal da Ilha do Morro do Amaral abriga sítios arqueológicos, manguezais e uma comunidade antiga de pescadores artesanais. Estes dois não têm estrutura para receber visitantes, mas tem ainda o Parque Municipal Morro do Finder, as Áreas de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca e Quiriri e o Parque Zoobotânico, uma área de lazer para a comunidade local e uma forma de valorizar a Mata Atlântica e a sua fauna. É importante ainda citar o Parque Expoville e o Parque da Cidade. [O Parque da Caieira bem retirado, no Bairro Adhemar Garcia, e o Parque São Francisco, espaço público e para lazer, também no mesmo bairro.]

9. Joinville tem uma praia

Só uma, mas tem. É a praia do Vigorelli, localizada na Vila Cubatão (Zona Norte). A praia é banhada pela Baía da Babitonga e possui diversos bares em sua orla. Também tem uma balsa que liga Joinville a São Francisco do Sul. Areia mesmo,  tem pouca, quase nada, e a água é escura, o que faz muito turista pensar que ela é imprópria para banho. Mas não é! A praia é frenquentada pela população local e por praticantes da pesca esportiva.

10. Joinville é terra de artistas

Ah sim, a população local! A cidade pode nem ter mais príncipes, mas conta com uma boa lista de gente famosa. Joinville é terra natal das beldades Ana Claudia Michels e Francine Beckhauser, top models internacionais, e dos atores Germano Pereira (que estreou na TV na novela Passione) e Amanda Richter (ex-estrela de Malhação). Também é berço dos artistas plásticos Luiz Henrique Schwanke e Juarez Machado, do escultor Mário Avancini e, além disto, é terra de Nuno Roland, um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. [Tem também o ator global Fausto Rocha Junior, famoso nos anos 70 e 80.]

11. Joinville tem uma música composta em sua homenagem

Olha só que honra! O músico carioca Mú Carvalho é filho de joinvilense e resolveu homenagear a cidade do pai emprestando o nome Joinville a uma de suas composições. A música é instrumental e foi gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo. Vale a pena ouvir, é belíssima.

12. Joinville tem pelo menos 20 festas e festivais

Com tanto artista, não podia faltar animação e criatividade. Listamos 22 festas e festivais importantes, mas sabemos que ainda existem muitos outros para animar o fim de semana. Tem a Festa das Flores, o mais tradicional evento do calendário turístico e cultura de SC, tem a Festa do Colono Piraí, Festa do Colono Rio da Prata, Encontro Folclórico, Festa da Colheita (Erntefest), Festa do Peixe da Água Doce, Rodeio Crioulo Nacional, Festa do Arroz.

Mais? Tem o Bandoneon Fest (encontro de músicos e admiradores do instrumento bandoneon), a Festa do Tiro Rei, a Festa do Pato, a Festa do Cará, a Festa da Solidariedade, a Festa da Polenta. E ainda tem o Festival Brasileiro de Hemerocallis (tipo de planta), Opa Fest (mais cerveja!) e, olha só, a Schweinschiessenfest, a festa do tiro ao porco. E o Festival de Dança?

13. Joinville entrou para a história da dança duas vezes

Não é à toa que Joinville também é conhecida como Cidade da Dança. É lá que acontece o Festival de Dança de Joinville, o maior festival de dança do mundo. Sim. O maior. A festa é considerada pelo Livro Guinness dos Recordes o maior evento do gênero do mundo em número de participantes – cerca de 6.500 bailarinos sobem aos palcos durante o evento. E qual é o segundo motivo para ter entrado para a história da dança? Ora, Joinville foi a primeira e única cidade do mundo a ter uma filial da Escola do Teatro Bolshoi fora de Moscou. Bolshoi, como muitos sabem, é uma das melhores companhias de balé e ópera do mundo.

14. Joinville é referência internacional em arqueologia

A região é famosa pelos sambaquis, sítios arqueológicos em formas de montes de mais ou menos 25m de altura que contém conchas, esqueletos, pedras, ossos, cerâmicas e outros tipos de objetos muito antigos de povos que viveram no Brasil há mais de 4.500 anos. Guilherme Tiburtius reuniu um grande acervo de peças (mais de 12 mil) retiradas em pesquisas arqueológicas na região de Joinville e assim surgiu, em 1963, o Museu Arqueológico de Sambaqui, uma referência internacional no assunto. Hoje ele conta com mais de 20 mil peças.

15. Joinville não abre mão das bebidas artesanais

E para finalizar a lista comemorativa, nada melhor que um brinde – mas tem que ser um brinde feito com bebida típica da região, é claro. Assim como várias outras cidades do sul do país, Joinville preza a fabricação de bebidas artesanais e o turista que não experimentar o chope ou a cachaça de lá não sabe o que está perdendo! O destaque vai para três grandes nomes: Opa Bier e Grabenwasser, famosos pela cerveja, e a própria Joinville, marca de bebidas artesanais que incluem a clássica Cachaça Príncipe Joinville e outras misturas (com coco, amendoim e maracujá, por exemplo). [Tem também a Volskbier e a Zeit Cervejaria.]

FONTE: Blog da Super Interessante e nós.

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