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Férias dia 2 – Torres e Cambará do Sul

TORRES – RS

{15 de janeiro de 2016}

No nosso segundo dia de viagem, saímos cedo da pousada em Jaguaruna e fomos para a praia de Torres, já no estado do Rio Grande do Sul. Achávamos que seria mais perto, mas no fim, levamos mais de 2 horas para chegar até lá, saindo de Jaguaruna, isso em BR duplicada (BR-101).

Me surpreendi com o tamanho da cidade e a grande concentração de veranistas. Chegamos por volta do meio dia e o sol estava forte. A praia fervia com a multidão e dali já dá pra ver as torres, mas convenhamos que entre guarda-sois, carros estacionados na beira-mar, barraquinhas de água de coco e um monte de banhistas, a paisagem não fica assim tão bonita, queríamos chegar mais perto. Apesar de estarmos com o GPS, foi um pouco difícil de encontrar o caminho para chegar até as Torres. Mesmo na principal via de acesso da cidade, não vimos muitas placas indicando o caminho. Tinha algumas que até indicavam, mas a gente se via numa rua estreita e descuidada, duvidávamos que podia ser ali o caminho para o que imaginávamos ser o principal ponto turístico da cidade, no fim, era por ali mesmo. Com algumas voltas e manobras, conseguimos chegar até a entrada do Parque Nacional da Guarita, onde estão as famosas torres de pedra, lugar que constava na minha lista dos lugares que gostaria de conhecer na vida.

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São três morros/falésias no Parque: o Morro das Furnas, o Morro da Guarita e o Morro de Itapeva, além do Morro do Farol, um pouco mais afastado, onde há salto de parapente. Daquelas boas surpresas que a gente tem pelo caminho, descobrimos que dá para subir nas torres de pedra (subimos no Morro das Furnas), inclusive, há uma ciclovia para os aventureiros de bicicleta. E não só isso, lá de cima, além da outra perspectiva sobre o mar e as outras torres, temos a visão de grutas, cavernas, escadarias e furnas. Uma visão linda. Um local lindo. – Como não lembrar de Etretat, na França <3? – Imagino o quão lindo deve ser a visão que se tem do mar para a praia. Creio que deve haver passeios de escuna para isso, mas não nos informamos. As fotos falam por si só.

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Na entrada do Parque, há uma portaria com um mapa desenhado onde consta a localização de cada trecho interessante a conhecer no Parque. Mas quem disse que há um folder para os visitantes levarem junto como guia? Talvez para quem visite no inverno tenha, mas aparentemente a guarita com meia dúzia de funcionários trabalhando, só serve mesmo para cobrar o ticket do estacionamento do Parque.

Procuramos um local para almoçar na cidade, e descobrimos uma Via Gastronômica localizada à beira do Rio Mampituba, em direção aos molhes. Com diversas opções de restaurantes de frutos do mar. Uma delícia de culinária, vale a pena experimentar.


 

CAMBARÁ DO SUL – RS

Saímos de Torres em direção à Cambará do Sul no início da tarde. O GPS nos indicou 2 vias, com diferença de 15 minutos entre uma e outra. Optamos pela via mais demorada, pois aparecia como preferencial no Waze. Andamos ainda alguns quilômetros pelo litoral e depois acessamos a estrada conhecida como Rota do Sol. Gente, que rodovia linda! Tem muitos trechos que temos que reduzir drásticamente a velocidade para não correr o risco de atropelar animais silvestres – e isso é obrigatório por normas do trânsito local. – Mas até vale a pena andar devagar para apreciar os arredores. Ao começar a subida da serra, a vegetação vai mudando, tem muitos túneis lindos, as montanhas ao redor são gigantes, pontes altíssimas, uma paisagem linda para quem está de carona, mas quem dirige tem que ficar de olhos bem atentos e deve ser um tanto tenso. No alto da serra, em Itati, há um mirante que é “parada obrigatória” para quem faz o caminho. A visão de lá é quase a de um canyon. Vale a pena parar e admirar a geografia da região.

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Continuamos a viagem, saímos da Rota do Sol e pegamos a rodovia RS-020 com destino à Cambará do Sul. Nosso objetivo era ver o Canyon do Itaimbezinho. O gps indicou uma entrada antes de chegar à cidade. Mas ela estava interditada. Nos aconselharam pegar o caminho tradicional, ir até a cidade e de lá, uma via para chegar até o local. Fizemos isso. Conseguimos encontrar a via que ia até o Canyon, ela começou asfaltada, mas após algumas centenas de metros começou a estrada de chão… dali em diante era mais 18 km de estrada de chão até a entrada do Parque Nacional da Serra Geral. Sim, era uma estrada muito ruim, e carros comuns sofrem com o estado da estrada. Andamos por volta de uns 40 minutos e nem sinal do Parque. Para piorar, apareceu serração, o sol sumiu, nenhum carro em direção ao parque, só voltando. Era por volta de 16h50 da tarde quando fizemos uma curva, vimos que a estrada ainda ia longe, de saco cheio e cansados de tanto chão batido, buracos e pedras soltas, decidimos abortar a missão, fizemos a volta e voltamos para a cidade.

Para não tocar direto até Três Coroas, nosso próximo destino, fizemos uma parada para tomar um sorvete com o Gael, que a essa altura já estava ficando bem cansado de tanto andar de carro. Na sorveteria nos contaram que ao chegar no parque você deixa o carro no estacionamento e anda mais uma meia hora a pé até chegar ao mirante do Canyon. Só que o parque fecha as 17h. Portanto, além da provável serração, o horário que chegamos não compensaria todo o trabalho.

De qualquer forma, lamentamos muito aquele caminho não ser pavimentado. Não é à toa que as agências de turismo locais fazem pacotes com saída de vans, com guia, até os canyons. E ainda descobrimos que ali não é somente o principal acesso ao Parque dos Canyons, como também uma rodovia estadual, RS-427, aquela mesma que o GPS apontou como o caminho “mais curto” quando saímos de Torres. Ela desce a serra, vai até Santa Catarina, até o litoral, por uma estrada de chão!!! Ah, esse Brasil ainda tem muito o que evoluir.

Sabemos que tem muitas outras opções de passeio e aventura em Cambará do Sul. Vale a pena se programar e conhecer. Mas nosso objetivo aqui era somente esse, conhecer o Canyon do Itaimbezinho, que dizem ser espetacular. Infelizmente, vai ficar para uma outra oportunidade no futuro. Pois não nos programamos para ficar mais um dia em Cambará.

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Dali partimos para Três Coroas, onde passamos à noite.

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