Joinville do Alto

Nossa cidade está de aniversário. Amanhã completa 165 anos de fundação.

Entre as diversas atrações, reinaugurações e homenagens da data, essa me chamou a atenção: uma série do Jornal do Almoço, um jornal televisivo local, que apresentará imagens de Joinville feitas do alto. Só o trailer já vale a pena.

FICHA TÉCNICA:
Latina Filmes
PROJETO: RAFAEL CUSTÓDIO
NARRAÇÃO: EDSOUL AMARAL

Rancho Alegre

Com o nascimento do nosso filho, passear pela nossa cidade e conhecer novos lugares (novidades para nós, não na cidade) foi algo que se tornou rotineiro.

Uma das nossas mais felizes descobertas foi um local chamado Rancho Alegre, fica no bairro Vila Nova, área rural da cidade de Joinville. Trata-se de uma fazenda, que carinhosamente apelidamos de fazendinha quando nos referimos à ela para o Gael. Ela é aberta à visitação e tem uma estrutura ideal para famílias com crianças. A primeira vez que levamos ele lá foi quando ele tinha 1 ano e 3 meses e ainda estava aprendendo a andar.

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No Rancho Alegre foi onde o Gael viu pela primeira vez a maioria dos bichinhos que só via nos livros. E foi onde andou de pônei pela primeira vez. Na verdade foram tantas primeiras vezes nesse lugar… deve ser por isso que temos um carinho imenso.

O local é muito bonito, aos pés da Serra do Mar, em uma região plana e de acesso relativamente fácil mas, preferencialmente, de carro. Tem dezenas de animais tradicionais de uma fazenda, e o mais bacana é a interação que as crianças podem fazer com eles, alimentando os gansos e as ovelhas, catando ovos das galinhas, acariciando os bezerros e asnos, a mini-vaca, as cabras, andando de pônei, brincando com o cágado, dando leite aos filhotes…

São os próprios donos que administram o local e recebem os visitantes. O Sr. Tarciso, muito gentil e com entusiasmo, explica tudo sobre a rotina do campo e sobre os animais aos pequeninos. Como é uma fazenda de verdade, onde os donos inclusive moram, é um lugar em constante mutação. Todas as vezes que fomos tinha alguma novidade, seja um novo animalzinho, um novo pônei ou uma nova área de passeio. Mas as mudanças são sempre pra melhor.

Em dias ensolarados dá pra fazer piquenique numa área com boa estrutura e super agradável. No final do dia, é possível ver revoadas de pássaros migratórios cortanto o céu, muito bonito de se ver.

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O lugar ainda conta com um local para eventos, que aliás é bem disputado, pois todas as vezes que visitamos, estava acontecendo um evento por lá, festas de aniversários infantis são as mais frequentes.

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A entrada é paga para maiores de 3 anos. Tem horário de funcionamento limitado: sábados, domingos e feriados, das 14 às 17h.

 

A nossa Ville

Joinville é essa cidade do Sul do Brasil, de onde essa pessoa aqui escreve, e de onde partem os apaixonados protagonistas desse blog em cada uma de suas viagens. Sua origem é cheia de magia com príncipes, colonização suíça e alemã, etc etc.. mas ao longo das décadas de 70 e 80 ela acabou se tornando uma cidade industrial, o que tá muito difícil de mudar na cabeça das pessoas, principalmente de quem vive aqui. O que eu mais ouço falar é a frase: “Joinville não tem nada pra fazer!”  Ou ainda: “Meu amigo de ….. (coloque aqui uma cidade qualquer fora de Santa Catarina) vem pra cá, onde será que eu levo ele?”

E aí que eu sempre digo, Joinville tem muitas coisas lindas, e muitos lugares para conhecer, para a maioria das pessoas que nasceram aqui, é tudo mais do mesmo, ninguém explicou para eles na escola, que o que a gente tem aqui, não existe no Brasil todo. E o que é banal pra você, pode ser fantástico e interessante para outra pessoa de fora. Ou eles acham que lá na Patagônia, por exemplo, os moradores encontram montanhas cobertas de florestas tropicais, pastos verdinhos com vaquinhas e uma serra verdinha no fundo? Com rios de águas transparentes e frescas descendo das montanhas, formando cachoeiras e indo desembocar no mar ali pertinho? Tem coisas que a gente tem aqui que são únicas daqui. E se de um lado o governo municipal não tá botando muita fé nesse potencial turístico da cidade, o povo tampouco.

E assim a vida segue por aqui, com alguns poucos tentando fazer a sua parte e mostrar que Joinville tem muito o que mostrar e ainda muito a explorar. Que os turistas que vem pra cá sentem-se felizes com as descobertas de uma nova cidade, com muitos lugares lindos e uma rica gastronomia. E que os próprios moradores da cidade, ainda tem muito a conhecer dela, com diversas opções de passeio e lazer.

Esse site do Jornal ANotícia levantou 163 opções de coisas para fazer em Joinville. Quem sabe você não se interessa por algumas delas? Se você está pensando em vir pra cá, de uma consultada nele. Eu mesma já selecionei vários passeios por ali que ainda não conheço e quero, em breve, fazer.

Tem também o meu instagram @joinville_e_eu, onde eu posto só fotos de Joinville.
Outros instagrams que eu recomendo: @joinvilleantiga, @retratosjoinville, @joinvillelovers. E a página do Facebook Joinville Secreta.

Venha, junte-se a nós, e conheça essa cidade de tantas histórias e tantos encantos.

PS.: Tem mais história boa vindo por aí. Eu tive a honra de participar do design gráfico de um livro sobre Roteiro Turístico e Cultural da Região Rural de Joinville que está para ser lançado em breve. Daqueles projetos que por sorte do destino veio parar em minhas mãos, e o qual tenho o imenso prazer de trabalhar e divulgar.

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15 fatos interessantes sobre nossa cidade, Joinville

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Museu da Imigração e Colonização – Originalmente o Palácio dos Príncipes.

Essa lista apareceu no blog da Super Interessante, em setembro de 2011. Com excessão de alguns parques, festas e cervejarias, pouca coisa mudou… para quem se interessar em conhecer um pouco mais da terrinha, é uma boa lista, e apesar de seus problemas – toda cidade tem – a gente ama essa pequena. Fizemos algumas atualizações, estão em texto itálico, entre colchetes.

1. Joinville é a Manchester Catarinense

Ok, essa não é necessariamente uma novidade. Mas você sabe o motivo do apelido? A gente conta:  com o final da Segunda Guerra Mundial, o país não recebia mais os produtos industrializados importados da Europa e teve que se virar. E Joinville se virou muito bem: entre as décadas de 50 e 80, a cidade viveu um surto de crescimento tão grande que se tornou um dos principais pólos industriais do país. Assim como Manchester, a cidade inglesa que teve papel importante na Revolução Industrial e entrou para a história ao usar a máquina a vapor na indústria têxtil pela primeira vez em 1789.

2. Joinville foi pioneira em muita coisa

A industrialização não foi o único pioneirismo da cidade. Foi lá que surgiu o primeiro jornal germânico de importância e prestígio no Brasil, o Kolonie Zeitungl. É de lá a primeira corporação de bombeiros voluntários a América do Sul (em 1892). Foi Joinville a primeira cidade do estado a ter o primeiro posto de gasolina totalmente acessível a pessoas com deficiência.  Também foi por lá que aconteceu o primeiro transplante renal de SC. Além, é claro, de ser a primeira e única cidade do mundo a ganhar uma filial do Bolshoi.

3. Joinville tem 6 cidades-irmãs

 Além de ser irmã-gêmea de Manchester, Joinville tem outras cidades-irmãs espalhadas pelo mundo. O conceito de cidades-irmãs é simples: são cidades que compartilham características semelhantes (demográficas, por exemplo) ou pontos e referências históricas comuns. Por causa do tal “parentesco”,  as cidades cooperam entre si, num esquema amigável. Joinville pode contar com Zhengzhou, na China, Chesapeake, nos EUA, Spišska Nová Ves, na Eslováquia, Langenhagen, na Alemanha; Joinville-le-Pont, na França, e Schaffhausen, na Suíça.

4. Joinville tem brasão com vários detalhes

MEA AUTEM BRASILIAE MAGNITUDO“. A inscrição do brasão da cidade quer dizer “A minha grandeza se identifica com a grandeza do Brasil”. Profundo, né? O escudo também faz referência às Armas do Brasil Império, ao emblema do Príncipe de Joinville, à Suíça, à Noruega e à Prússia, os principais países de onde vieram os imigrantes que fundaram a colônia. A cana-de-açúcar e o arroz, principais lavouras da cidade, na época de sua fundação, também foram lembrados.

5. Joinville foi presente para um príncipe

Em 1843, a princesa Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o francês François Ferdinand, o Princípe de Joinville. Naquela época os casamentos envolviam muita politicagem, acerto de contas e tradições, François recebeu como dote um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco. A região se chamava Colônia Dona Francisca, até que, em 1852,  a Vila Joinville (uma das que compunham a colônia), emprestou o nome para batizar a cidade recém desmembrada da então Vila de São Francisco do Sul. É por este passado que muita gente chama Joinville de “a cidade dos príncipes”.  Curiosidade: a casa cosntruída no local é onde funciona hoje o “Museu Nacional de Imigração e Colonização – Palácio dos Príncipes de Joinville”.

6. Joinville tem vários museus

Falando em museus, quem busca conhecimento tem um prato cheio na cidade. Além do Museu Nacional de Imigração e Colonização, tem o Museu Arqueológico de Sambaqui, o Museu de Arte, o Museu de Fundição, o Museu Nacional do Bombeiro e a Casa Fritz Alt, por exemplo. [Tem ainda a Estação da Memória, que é linda e conta com visita guiada de terça a domingo. O MUBI – Museu da Bicicleta, nas proximidades da Estação. E agora, também, o Instituto Juarez Machado, com acervo de obras de arte originais do artista e outras exposições de arte periódicas.]

7. Joinville é a cidade das bicicletas

Pra que andar de carro se podemos andar de bicicleta? Os joinvilenses pensam assim desde sempre. A cidade ganhou o título em 1950, denunciada pelas estatísticas: havia um carro para cada 111 pessoas, enquanto o número de bicicletas era de 1 para cada 4 pessoas. Ainda hoje, o número de bicicletas surpreende: não existe uma contagem exata, mas há quem garanta que existem umas 250 mil (ou uma para cada duas pessoas). Mesmo se não chegar a esta proporção, achamos o título justo.

8. Joinville tem muitos parques públicos

Os amantes da natureza vão gostar de saber da quantidade de parques importantes por lá. O Parque Ecológico Prefeito Rolf Colin foi criado para garantir a preservação da Floresta Atlântica e da fauna da região das nascentes do rio Piraí; o Parque Municipal da Ilha do Morro do Amaral abriga sítios arqueológicos, manguezais e uma comunidade antiga de pescadores artesanais. Estes dois não têm estrutura para receber visitantes, mas tem ainda o Parque Municipal Morro do Finder, as Áreas de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca e Quiriri e o Parque Zoobotânico, uma área de lazer para a comunidade local e uma forma de valorizar a Mata Atlântica e a sua fauna. É importante ainda citar o Parque Expoville e o Parque da Cidade. [O Parque da Caieira bem retirado, no Bairro Adhemar Garcia, e o Parque São Francisco, espaço público e para lazer, também no mesmo bairro.]

9. Joinville tem uma praia

Só uma, mas tem. É a praia do Vigorelli, localizada na Vila Cubatão (Zona Norte). A praia é banhada pela Baía da Babitonga e possui diversos bares em sua orla. Também tem uma balsa que liga Joinville a São Francisco do Sul. Areia mesmo,  tem pouca, quase nada, e a água é escura, o que faz muito turista pensar que ela é imprópria para banho. Mas não é! A praia é frenquentada pela população local e por praticantes da pesca esportiva.

10. Joinville é terra de artistas

Ah sim, a população local! A cidade pode nem ter mais príncipes, mas conta com uma boa lista de gente famosa. Joinville é terra natal das beldades Ana Claudia Michels e Francine Beckhauser, top models internacionais, e dos atores Germano Pereira (que estreou na TV na novela Passione) e Amanda Richter (ex-estrela de Malhação). Também é berço dos artistas plásticos Luiz Henrique Schwanke e Juarez Machado, do escultor Mário Avancini e, além disto, é terra de Nuno Roland, um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. [Tem também o ator global Fausto Rocha Junior, famoso nos anos 70 e 80.]

11. Joinville tem uma música composta em sua homenagem

Olha só que honra! O músico carioca Mú Carvalho é filho de joinvilense e resolveu homenagear a cidade do pai emprestando o nome Joinville a uma de suas composições. A música é instrumental e foi gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo. Vale a pena ouvir, é belíssima.

12. Joinville tem pelo menos 20 festas e festivais

Com tanto artista, não podia faltar animação e criatividade. Listamos 22 festas e festivais importantes, mas sabemos que ainda existem muitos outros para animar o fim de semana. Tem a Festa das Flores, o mais tradicional evento do calendário turístico e cultura de SC, tem a Festa do Colono Piraí, Festa do Colono Rio da Prata, Encontro Folclórico, Festa da Colheita (Erntefest), Festa do Peixe da Água Doce, Rodeio Crioulo Nacional, Festa do Arroz.

Mais? Tem o Bandoneon Fest (encontro de músicos e admiradores do instrumento bandoneon), a Festa do Tiro Rei, a Festa do Pato, a Festa do Cará, a Festa da Solidariedade, a Festa da Polenta. E ainda tem o Festival Brasileiro de Hemerocallis (tipo de planta), Opa Fest (mais cerveja!) e, olha só, a Schweinschiessenfest, a festa do tiro ao porco. E o Festival de Dança?

13. Joinville entrou para a história da dança duas vezes

Não é à toa que Joinville também é conhecida como Cidade da Dança. É lá que acontece o Festival de Dança de Joinville, o maior festival de dança do mundo. Sim. O maior. A festa é considerada pelo Livro Guinness dos Recordes o maior evento do gênero do mundo em número de participantes – cerca de 6.500 bailarinos sobem aos palcos durante o evento. E qual é o segundo motivo para ter entrado para a história da dança? Ora, Joinville foi a primeira e única cidade do mundo a ter uma filial da Escola do Teatro Bolshoi fora de Moscou. Bolshoi, como muitos sabem, é uma das melhores companhias de balé e ópera do mundo.

14. Joinville é referência internacional em arqueologia

A região é famosa pelos sambaquis, sítios arqueológicos em formas de montes de mais ou menos 25m de altura que contém conchas, esqueletos, pedras, ossos, cerâmicas e outros tipos de objetos muito antigos de povos que viveram no Brasil há mais de 4.500 anos. Guilherme Tiburtius reuniu um grande acervo de peças (mais de 12 mil) retiradas em pesquisas arqueológicas na região de Joinville e assim surgiu, em 1963, o Museu Arqueológico de Sambaqui, uma referência internacional no assunto. Hoje ele conta com mais de 20 mil peças.

15. Joinville não abre mão das bebidas artesanais

E para finalizar a lista comemorativa, nada melhor que um brinde – mas tem que ser um brinde feito com bebida típica da região, é claro. Assim como várias outras cidades do sul do país, Joinville preza a fabricação de bebidas artesanais e o turista que não experimentar o chope ou a cachaça de lá não sabe o que está perdendo! O destaque vai para três grandes nomes: Opa Bier e Grabenwasser, famosos pela cerveja, e a própria Joinville, marca de bebidas artesanais que incluem a clássica Cachaça Príncipe Joinville e outras misturas (com coco, amendoim e maracujá, por exemplo). [Tem também a Volskbier e a Zeit Cervejaria.]

FONTE: Blog da Super Interessante e nós.