Urubici, terceiro dia

{5 de agosto de 2012}

No dia seguinte fomos a um lugar que poucos devem visitar em Urubici, mas nós ficamos curiosos, eram as Cavernas dos Bugres. O local fica numa fazenda particular, tem que pagar uma pequena taxa para entrar. E você visita um local que parece uma colina no meio de umas árvores, você entra por uma das entradas por baixo dessa colina e lá dentro existem diversos caminhos que se cruzam e diversas salas um pouco mais ampla. Como se fosse uma toca de coelho, ou um formigueiro…  É bem divertido, se era realmente dos índios, ou se existiam mesmo moradores humanos ali alguma vez na história da humanidade, não sabemos dizer. Dizem que sim, mas a história a respeito é restrita…

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A Caverna dos Bugres:

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O lugar é bem escuro por dentro e super úmido, por isso, é importante ter alguma fonte de luz, uma lanterna ou mesmo o celular… e cuidado com as mãos nas paredes, olha o que só vimos depois de ver as fotos num computador, uma mega aranha ou outro inseto, bem ao alcançe das mãos… O acesso ao local é um pouco difícil, e infraestrutura para o turismo é praticamente inexistente.

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Dali existia uma estradinha subindo as montanhas, e meu irmão se informou com o proprietário onde ela levava. Ele disse que daria acesso ao Campo dos Padres, outro ponto famoso de Urubici. É um imenso planalto na Serra Geral, e ficamos empolgados em ir até lá. Sei que andamos por ela, em subida, por uma estrada bem ruim (estávamos com o Troller dele), durante uma meia hora, com muitas paisagens lindas pelo caminho. Mas a verdade é que chegamos em um portão trancado com cadeado, que não permitia mais seguir adiante. Frustrados, voltamos… – pelo que pesquisei depois, para chegar até o Campo dos Padres, os únicos acesso são por trilhas, a pé, ou a cavalo, carros não chegam… Quem sabe até visualizamos ele pelo caminho, do outro lado do vale, mas por não saber ao certo como identificar, não percebemos.

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Esse é para ser o Campo dos Padres.
Fantástico, não?
Fotos via Rafael Santiago.

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Esse foi o último passeio em Urubici, dali partimos em direção à Serra do Rio do Rastro. Passamos por cidadezinhas pequenas mas bem famosas por suas baixas temperaturas no inverno: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Lauro Müeller… e ali paramos para almoçar em uma das diversas churrascarias que tem na estrada, foi uma ótima churrascaria por sinal, ambiente bonito, comida farta e deliciosa. E a vista do alto da Serra Geral aos arredores também valia a pena.

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O dia estava com muito sol e céu azul, chegava a estar calor. Mas quando chegamos no mirante da Serra do Rio do Rastro, surpresa! As núvens estavam abaixo da Serra… parecia que chegamos num mirante para ver as núvens de cima. Não deu pra ver a Serra, nem toda a vista que ela proporciona, mas tivemos essa bela visão desse mar de núvens, que geralmente só se tem do avião.

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E assim é para ser a vista do mirante da Serra do Rio do Rastro sem essa “capa de núvens”:
Foto de Jaliene Dalberto.

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Descer a Serra do Rio do Rastro foi legal, mas a neblina acompanhou quase todo o trajeto, o que tirou um pouco da graça… vai ficar para uma próxima. Dali, foram mais umas 5 horas de viagem até chegar em casa.

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Bye Bye Urubici…

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Urubici é logo ali

{3 e 4 de agosto de 2012}

Novamente acompanhados de nosso casal querido, programamos uma viagenzinha curta para um destino bem falado entre os moradores do sul do Brasil, mas que ainda não conhecíamos: Urubici, região da Serra Catarinense. É um lugar que eu queria conhecer desde o tempo do colégio, quando se aprendia que o Morro da Igreja era o ponto mais frio do Brasi, considerando que ainda era inverno, havia uma grande chance de ocorrência de neve nesse local. Mas não foi a nossa sorte, acho que esse fim de semana foi um dos mais quentes do inverno da região.

Na sexta feira eu tive um trabalho para fazer em Florianópolis, – que por sinal foi bem bacana, acompanhamento fotográfico de crianças para uma campanha publicitária, na praia – por isso eles me encontraram ali em São José mesmo, no final da tarde. De lá seguimos para Urubici, que fica ainda cerca de 167 Km de Florianópolis onde chegamos já a noite.

No dia seguinte cedo, nossa primeira atitude foi procurar o posto de informações turísticas da região, para pegar um mapa, o local era bem simples e caseiro e os recepcionistas bastante atenciosos e gentis. Dali partimos para o primeiro grande ponto turístico, o Morro da Igreja. Tivemos mesmo muita sorte, o tempo estava limpo, geralmente ali é encoberto de núvens, mas nesse dia tinha sol e céu azul. Chegamos cedo, conseguimos estacionar lá em cima e havia poucos turistas. A vista é impressionante. A Pedra Furada estava bem na nossa frente, totalmente visível. E fora o vento, o clima estava bem ameno.

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Aí fizemos uma brincadeira divertida e infantil, começamos a tentar tirar fotos da gente saltando, rimos muito e até que saíram fotos bem legais.

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Dali, fomos até outro local turístico, a Serra do Corvo Branco. Na entrada da Serra, como um portal, uma imensa rocha foi escavada para dar passagem a uma auto estrada, depois disso, um mirante lindo da serra com vista para outro paredão rochoso, para o vale lindo e verde lá embaixo e para a serra bruta, estreita e sinuosa, que ainda não foi pavimentada, ligando Urubici ao litoral sul do estado. Muito bonito!

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Depois disso, hora do almoço. Ficamos a mercê de algumas poucas opções na cidade, que nesse horário lotam de fila na entrada, em geral, buffets livre e com comida bem simples e ainda assim, caras. Achamos esse um ponto bem fraco na cidade, era fim de semana, opções de restaurante eram poucas e nada muito bonito. Lojas de souvenirs ou artesanato, não encontramos. Cafés bonitinhos e aconchegantes, também não…. É uma cidade turística, ou com grande potencial turístico por conta dos atrativos naturais da região, mas ela não está preparada para isso, ou melhor, não é explorado como deveria, poderia ser muito mais charmosa e interessante. Parece que os reais investimentos voltados aos turistas ficam por conta das pousadas e hotéis rurais.

À tarde fomos para o Morro do Campestre. Lugar bem legal, com uma formação rochosa intrigante e que forma uma espécie de escultura de pedras no alto de um morro, que possui uma vista linda. Para subir até lá de carro é impossível, sobe-se só até uma parte, e ainda assim com dificuldade, isso porque estávamos com um Troller 4×4. Foi até bem engraçado, pois o Troller disparou a buzina na subida do morro e foi buzinando alucinadamente até lá em cima, os outros turistas devem ter pensado que éramos adolescentes fazendo arruaças ou arrogantes querendo que abrissem caminho para passarmos. – vergonha hahaha.

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É possível subir na escultura de pedra, não que tenha estrutura para isso, a opção é uma escalada simples. Aí a pessoa resolveu subir lá no alto das pedras e quase ficou lá para sempre, pois travou com medo da altura. O fim de tarde com o pôr-do-sol lá é lindo.

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Por fim, para terminar o dia, ainda conseguimos ir até a Cachoeira do Avencal, que fica totalmente do outro lado da cidade, uma queda d’água de cerca de 100 metros de altura. Uma cachoeira linda. O local é bem estruturado, tem diversos mirantes e parecia ter também atividade de arvorismo e tiroleza, mas já era final da tarde e não havia mais ninguém por lá. Pelo que soubemos, dá para ir aos pés da cachoeira também, mas não fizemos, pois já estava anoitecendo.

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Ao voltar pra Urubici, já a noitinha, tivemos essa visão linda da pequena cidade iluminada.

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E para jantar, uma das poucas opções encontradas foi uma pizzaria de rodízio de pizzas, mais fila de espera para comer, mas até que estava bem gostosa.

Tem mais de Urubici e região no próximo post.