Saudades da Patagônia

Na semana passada estive compartilhando as fotos e algumas histórias da nossa viagem de 2008 com uma amiga. E confesso que me bateu muita saudades daquele mês que estivemos numa das regiões mais lindas do planeta.

Certa vez, num programa de TV com mochileiros e viajantes, a pergunta feita a eles era: “Qual foi a sua viagem mais marcante?” e a maioria absoluta disse: Patagônia. Eu na época mal sabia onde ficava a região. E hoje eu entendo muito bem o que eles queriam dizer.

Pra matar um pouco da minha saudade, ou pra reviver um pouco do sentimento do que é estar lá, fui atrás de algum timelapse. E encontrei vários, mas acho que esses três são os mais bonitos.

Pra quem quiser curtir comigo, sugiro abaixar o volume dos vídeos e ouvir com uma dessas duas músicas abaixo, que na minha opinião, combinam melhor.

abaixe o som desse vídeo e dá o play nessa música aqui, antes de dar o play no vídeo:

http://www.goear.com/listen/7d2c9bc/the-frozen-world-emilie-simon


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O hostel de Puerto Natales


Niko’s II Adventure, esse é nome do hostel em que ficamos. Estava em reforma, deverá ter outros ares a hora que você (por acaso um dia) for pra lá. Acomodações simples e caseira.Tão caseira que nos sentimos numa casa de família. Tinha até um poodle e um bebê de colo para completar. Mas foi muito bom. Gostamos bastante, principalmente pela Lulu, a francesa que nos recepcionou e nos ajudou em tudo o que foi preciso.

Hostel em Punta Arenas


Nosso hostel em Punta Arenas foi o El Conventillo. Internamente, ele parece mesmo o bairro homônimo de Buenos Aires. Organização não é muito o forte deles. Simplesmente não sabiam da nossa reserva. Mas, em compensação, os donos foram muito gentis. Nos deram duas garrafinhas de água (coisa raríssima de acontecer, geralmente eles cobram). E um café da manhã incrível de bom. Digno de hotel 5 estrelas.

Viña del Mar




Então, não sei se ainda tem graça publicar, já que a viagem já acabou. Mas, na nossa memória ela continua mais do que presente. Sendo assim, vamos falar um pouquinho de Viña del Mar. Viña é a cidade irmã de Valparaíso. Só que é praiana. Tem uma Beira mar muito bonita, com vários jardins, decks, playgrounds e espaços para feirantes. Infelizmente, nesse dia não estava ensolarado, por isso as fotos não ficaram lá muito legais. Mas ficamos felizes em ver e sentir (estava muuuito frio) o Oceano Pacífico. Detalhe ruim: muitos cachorros e pombas andando na areia da praia.

Valparaiso














A cidade é uma coisa totalmente louca.
Ruas que serpenteiam os morros, várias ruas que terminam do nada. Casas tortas, casas coloridas, muitas escadas. Alias a cidade parece ser construida sobre escadarias.
Nao existem quadras bem definidas nem ruas paralelas.
É um caos, mas isto gera uma beleza incrivel.
Cada rua e cada esquina é diferente da outra, parece que vc anda sob uma paisagem cubista onde tudo é exagerado, as cores, formas, até o caos.
Também aqui fizemos uma amizade canina. Um dos vários cachorros de ruas que ficam perambulando pela cidade recebendo agua e comida dos moradores, resolveu nos acompanhar por um longo passeio pela parte historica da cidade. Foi pelo menos 1 hora de um passeio muito bom e, pela razao do amigo canino, tambem com mais segurança, isto porque, como a maioria das cidades portuarias, Valparaiso nao é diferente, existe muita pobreza e pequenos furtos.

Um comentario especial para o B&B onde ficamos.
Ao chegarmos tinhamos reserva num hostel chamado Caracol, mas a reserva “sumiu”. Péssimo certo? Pior que nao foi. Fomos parar no Bed and Breakfest CAMILA 109.
Muito bom o lugar tocado pelo dono, o camarada super gente boa, Ulisses.
O quarto era maior que o meu apto, mas o principal era o deck. Uma vista simplesmente espetacular da cidade e de Viña del Mar. Algo que aproveitamos no ultimo dia com um ótimo vinho e um saco de pipocas para a Day. Noite espetacular!

Y gracias Ulisses.

Casas de Pablito






As casas de Pablo Nedura sao uma atraçao no Chile. Existem 3 casas dele que viraram museus.
Todas elas possuem nomes dados por ele mesmo, La Chascona em Santiago, Isla Negra num vilarejo proximo a Valparaiso e La Sebastiana em Valparaiso.
Visitamos 2 das tres. A de Santiago passamos somente pela frente e tiramos diversas fotos.
A de Valparaiso entramos nela e foi muito legal. A casa é igual a cidade uma confusao de corredores, portas e curvas, muitas que nao levam a lugar algum. Mas tal qual a cidade, a vista da baia com a cidade e suas casa coloridas como moldura é o que nao falta. A sala de jantar e o escritório particularmente tem vistas incriveis.

Concha y Toro


Náo deixe de ver esse post novamente, colocaremos mais fotos.

Vinícula super famosa e a maior do Chile.
Muito legal conhecer toda a história de vinícula e principalmente o famoso local onde surgiu a lenda do Casillero del Diablo.
Esta foi realmente a parte mais marcante, claro que tomar um vinho de 100 dólares também nao foi nada ruim.
Valeu o passeio apesar que a visita poderia ter sido mais longa e detalhada.

Santiago

Caio passeando no Cerro Santa Lucia.

E aqui, no Cerro San Critobal.

Vista do Cerro Santa Lucia.

Day, na terraza Netuno, no Cerro Santa Lucia.

Caio e Day no mercado central. Aqui encontramos o Jorgito, uma figura sem igual q nos ajudou a encontrar alguns lugares ao redor e nos conquistou para almoçar no Donde Augusto.


Vista da Catedral.


Igreja Nossa Senhora de La Merced.


Vista do Cerro San Cristobal.


Day no Cerro San Cristobal.

Museu de Belas Artes.

Passamos 4 dias em Santiago.
Talvez por que já estávamos cansados de viajar… mas achamos que 4 dias foi mais do que suficiente para conhecer os lugares mais interessantes de Santiago.

Fomos ao Cerro San Critobal, uma vista muito linda e impressionante da cidade e da Cordilheira dos Andes. Infelizmente, a núvem de poluiçao nao deixou ver muito longe.

Visitamos também o Cerro Santa Lucia, que achamos mais charmoso q o San Critobal.

Fomos aos bares e artesanato do Bellas Artes. Palácio la Moneda. Catedral. Museo de arte Pré-Colombiano. Shopping Parque Arauco e numa Fonda no parque Santa Inês (uma das festas pátrias típicas do Chile), na qual ficamos impressionados com a limpeza e organizaçao.

Ficamos meio abalados no final, pois vimos um assalto acontecer na frente do nosso hostel, segundos depois de termos saído. A partir dalí, ficamos com medo de andarilhar por Santiago.

Pucón








Pucón é uma cidade exótica.. afinal, ela fica nos pés de um imenso vulcáo ativo. (16 km montanha abaixo).

Infelizmente, nao conseguimos fazer uma excursao até o topo (a boca?) do vulcao… mas passeamos de bicicleta por toda a cidade (ela era pequerrucha) e andamos de caiaque pelo lago Villarrica… que proporcionou fotos bem interessantes.

O por do sol de lá foi impressionante.

Lá também passamos por um medão:
Imagine voce andando pela cidade cheia de placas de evacuacao emergencial, avisos de estados do vulcao… (lembrem-se que a última erupçao aconteceu em 84 e a anterior em 78.)
Dai você senta-se dencansadamente na sala de uma agencia de turismo local e de repente uma sirene altíssima soa para toda a cidade.
Pensa no cagaço!
Ainda bem que a atendente, notando nossos olhos arregalados, nos avisou que era uma sirene do corpo de bombeiros e que era padrao ser tocada sempre ao meio dia.
Ufa!
Ela tb avisou q se ele tocasse duas vezes seguidas, era porque havia algum incêndio na cidade e no caso de erupção vulcânica, o padrão é tocar 3 vezes. A noitinha, o alarme tocou novamente duas vezes seguidas… mesmo sabendo do motivo, foi inevitável ficar apreensivo.

Se você estiver pensando em ir pra Pucón somente um dia, saiba que vc pode ficar sem visitar o vulcão, foi o que nos aconteceu. Como chegamos tarde à cidade {por volta da meia noite}, até se alojar no Hostel e ir dormir, já ficou bem tarde, e no dia seguinte acabamos nos passando um pouco no horário de acordar, acordamos por volta das 8h30 da manhã. Aí que até tomar o café da manhã e sair pelo centro (que é uma única rua) para procurar um agência de turismo que fizesse a excursão até o vulcão já devia ser umas 9h30. Resultado, descobrimos tardiamente que TODAS as excursões saem as 7h30 da manhã e se quiséssemos uma naquele horário, ela seria exclusiva nossa, e isso tem um preço!! Desistimos do vulcão, mas ele nos acompanhou o dia inteiro nas outras atividades que fizemos na cidade, pois em qualquer ponto que se ande por ela, há a imponente montanha branca a nos vigiar.

Valdívia












Adoramos Valdívia.
Uma cidade simpática e charmosa. Com um mercado de peixes incrível.
Os leoes marinhos ficam bem pertinho da calçada, dá pra ficar horas observando eles.
Além disso, chegamos nessa cidade no feriado nacional de Independência do Chile, ou seja, pudemos apreciar atraçoes bem especiais, como a famosa Cueca (dança típica do Chile), missa comemorativa, festas folclórica e etc…

Detalhe engraçado (já q a Juh quer piadas e micos no blog), na primeira noite que fomos jantar em Valdívia, queríamos experimentar uma das 3 cervezas artesanais da cidade. Tinha uma que dizia-se de chocolate (perfeito para dois q adoram chocolate!), nao tivemos dúvida e pedimos essa! Só que ela deve ter sido feita de casca podre da raiz do cacau… pois tinha gosto de água de milho!