Sim! nós dormimos!

Saímos as 6 horas da manhã de domingo, isso depois da festa, que acabou por volta das 2h30. Ou seja, conseguimos descansar somente 3 horinhas e logo o motorista estava tocando na nossa porta.

Na viagem para Curitiba cochilamos um pouquinho. Mas na de Curitiba pra São Paulo não teve como.

Seguimos a dica da Fábia e deu super certo! Em Guarulhos, procuramos o Sleep Fast (fica na asa C), é do hotel Slaviero. O preço não é uma maravilha, mas pra quem estava podre de cansados como nós, valeu muito a pena. Alugamos o micro quarto com beliche por 3 horinhas. O quarto é pequeno mais confortável. Foi essencial para aguentarmos até o dia seguinte.

No voo até Lisboa, de 10 horas, conseguimos pregar os olhos por no máximo 30 minutos. Os passageiros estavam inquietos e por isso ninguém sossegava…

Depois disso, mais 3 horinhas de sono hoje a tarde, desta vez devidamente instalados no Hostel Living Lounge Lisboa – que é show de bola e de design – serviram para recuperarmos o sono.

Valeu o investimento.

Conforme citei no post abaixo, que falava sobre a importância e utilidade dos guias de viagem, relato esse fato que nos aconteceu na viagem para a Patagônia.

Uma vez, na Argentina, graças a um guia como esses, conseguimos achar um hotel às 5 da manhã. Cidade deserta, acabávamos de chegar de uma viagem de 8 horas de Puerto Madry a Comodoro Rivadávia, estávamos na rodoviária, que àquela hora da manhã servia de refúgio contra o frio para moradores de ruas e um pessoal bastante suspeito. Não esperávamos chegar tão cedo àquela cidade, por isso nem havíamos planejado hotel ou coisa assim, era só uma cidade de passagem, de onde pegaríamos um voo para Ushuaia, que só partiria às 13h30 da tarde. E pra piorar, havíamos tomado Dramin para dormir na viagem, ou seja, chegamos nessa rodoviária parecendo zumbis. Perguntamos para uma moça de um dos poucos guichês abertos onde havia um hotel meio barato por perto. Ela sem muito rodeios avisou que perto dali só havia uns poucos hotéis baratos a algumas quadras, mas que ela não recomendava, uma por causa da infraestrutura do hotel, outra por causa do trajeto nem um pouco seguro até lá, que teria que ser feito a pé. Sem esperanças, sem saber o que fazer, sentamos em duas poltronas vagas onde nenhum transeunte estava dormindo, cercados de mochilas e pensamos: “e agora? Onde ficaremos até à 1h30 da tarde?”. Minutos de silêncio e veio a luz: “O guia!” Procuramos rapidinho e encontramos um hotel muito bom (do nível caro para um mochileiro), mas para nós, aquela hora, era a melhor pedida.

Fomos até a rua, mais pessoal suspeito por ali, nos dirigimos até um taxi, no qual um taxista gordo dormia sossegado e roncava. Batemos no vidro e ele acordou, perguntamos do hotel e ele apontou, “fica ali”. Olhamos para “ali” e não vimos nada além de um edifício comercial. Caminhamos até “ali” e continuamos a não ver hotel nenhum, somente um grupo de mais umas sete pessoas suspeitas (essa hora todo mundo andando em grupo é suspeito) e resolvemos voltar rapidinho até a rodoviária. Pra nossa sorte, um taxi acabava de chegar para deixar alguém ali, a motorista era uma mulher, pedimos para ela onde ficava o hotel, e ela nos ofereceu condução, apesar de concordar que era super perto. O taxi deu a volta na quadra, praticamente no sentido oposto da mesma se encontrava o hotel, realmente poderíamos ter ido a pé e economizado 10 pesos, mas como iríamos adivinhar? O hotel custou dolorosos 260 pesos, para um quarto pequeníssimo com 2 camas de solteiro, banheiro no quarto e check out às 10 da manhã. Mas confesso, foi uma das melhores noites de sono que eu tive durante a viagem, tivemos até café da manhã (rs). A sensação de deitar a cabeça no travesseiro e poder relaxar depois de uma situação de tensão como essas, foi a melhor coisa.

Biblioteca de Mochileiro

Pra quem pensa em viajar pelo mundo, informação é essencial. Apesar dos acesso fácil que a internet proporciona, é sempre bom consultar fontes confiáveis de informação. Os guias de viagem são uma mão na roda para planejar e aproveitar bem a viagem. Um investimento que vale a pena!

Além das informações sobre pontos turísticos e os mapas (muito úteis), ali você pode consultar facilmente os horários de visitações dos pontos turísticos, dicas de moeda, alimentação, casas de câmbio, bancos, telefones úteis, hoteis e cultura dos locais. Eles facilitam a vida do viajante tanto na hora de planejar o roteiro quanto durante a viagem. – [Vou contar num próximo post uma situação que aconteceu conosco em viagem, em que o guia nos ajudou horrores.]

Nós já tinhamos alguns guias de viagem, e agora, para essa viagem, adquirimos mais 4, especificamente de cidades que iremos visitar. Quem já procurou livros desse tipo sabe que geralmente os preços são bem salgados. Mas essa coleção é barata e muito informativa, com 2 mapas, 1 no próprio livro e outro encartado onde estão indicados os pontos turísticos e mapa de metrô, ideal para levar quando você estiver caminhando nas cidades. Compramos 2, gostamos muito, e resolvemos comprar mais 2. Vale a pena pesquisar na internet, esses foram comprados na loja virtual do Wallmart. Alguns lugares na internet você consegue comprar dois livros pelo preço de um só numa livraria física (como a Curitibas, por exemplo).

E assim segue crescendo nossa biblioteca de viagem.