Presos no aeroporto por conta do Vulcão

Depois de um mês de férias muito bem curtidas, estamos de volta ao nosso amado Brasil. Nossa volta foi conturbada em função das cinzas (tardias) do vulcão da Islândia. E fomos dois dentre as centenas de brasileiros presos em Lisboa sem expectativa de voo para voltar ao Brasil. Sem expectativa de retorno, sem o mínimo de conforto, sem informações concisas e com muita falta de respeito. A TAP deixou muita gente P da vida com esse episódio. Vou descrever aqui como foi nossa experiência desagradável de fim de viagem.

Sairíamos às 19 horas do dia 10 de maio, de Roma com destino a Lisboa. Fomos para o aeroporto já as 11h30 da manhã. Esperamos até as 19 horas para saber que nosso voo sairía atrasado, a cada 30 minutos o voo era atrasado um pouco mais. Resultado, saímos de lá as 23h30, sendo que nosso voo para o Brasil, em Lisboa, sairía as 23h50.

Chegamos em Lisboa às 2h30 da manhã do dia seguinte. Na saída do avião fomos avisados que passageiros com conexão para outros locais deveriam procurar um funcionário TAP para fazer a transferência. Quando entramos no aeroporto nos dirigimos ao setor de transferência. Que tinha uma fila relativamente curta e um único funcionário. A fila simplesmente não andava, ficamos cerca de 1 hora na fila e fomos informados pelo funcionário (que por sinal estava louco para ir embora e se livrar daquele povo todo), que ele não poderia fazer o nosso check in para o próximo voo, pois nossos nomes não constavam na lista. Fomos orientados a nos dirigir ao Centro de Atendimento ao Consumidor da Tap, para conseguir hotel e o novo check in, e quanto as malas, poderíamos deixar elas aos cuidados deles que elas seriam transferidas automaticamente ao Brasil no nosso próximo voo.

Na saída desse setor, a passagem é obrigatória pelo setor de esteiras/retirada de bagagem. Ficamos boquiabertos com a quantidade de pessoas nesse saguão, e mais ainda com a quantidade de malas abandonadas por todos os lados, sobre as esteiras ou no corredor. A nossa sorte foi que nesse momento o alto falante anunciou que as bagagens do voo com destino a Guarulhos estariam disponíveis para os passageiros na esteira X. Nos encontrávamos ao lado dela, e logo em seguida pegamos nossa bagagem. Foi nossa sorte, pois quase metade dos passageiros que vieram conosco no voo ao Brasil perderam suas bagagens.

Depois dali nos dirigimos a Central de Atendimento ao Consumidor da TAP. Encontramos facilmente, o difícil foi encontrar o final da fila, que dava voltas e mais voltas no aeroporto. Sem exageros, devia ter próximo de 700 pessoas naquela fila imensa. Naquele momento, às 4 da manhã, foi quando uma única funcionária da TAP chegou à Central de Atendimento para atender todas aquelas pessoas, que já estavam esperando ali desde a meia-noite. Ficamos nessa fila até as 8h30 da manhã, quando descobrimos que não havia solução nenhuma por parte da TAP. Sem previsão de voos, sem explicações, sem ajuda, sem hotel para nos hospedar. O único “conforto” que nos proporcionaram foram vouchers individuais de 16 euros em alimentação para passarmos o dia.

Os Brasileiros chamaram a televisão. Alguns tentaram contatar a embaixada e o consulado brasileiro em Lisboa, sem resultados. O problema pareceu ser só com os voos com destino ao Brasil. Brasileiros revoltados começaram a se manifestar e exigir alguma explicação. Unidos, invadiram a fila de check-in da TAP, do guichê 84 a 89, como forma de precionar os funcionários da companhia aérea. Aos poucos o boca-a-boca fez unir todos os brasileiros nessa área. A TAP nos prometeu dar alguma resposta até as 11 horas da manhã. Por volta das 11h30 tivemos o comunicado de que sairia um voo com destino ao Rio de Janeiro às 15h30 da tarde. Sob palmas quase metade dos brasileiros se dirigiu a fila de check-in para esse voo. A medida acalmou os outros brasileiros, esperançosos de ter seu voo para São Paulo e Brasília saindo nas próximas horas. Mas aos poucos todos acabaram tendo o mesmo sentimento que eu, de que a saída do voo para o RJ foi um “cala boca” para acalmar os ânimos e ganhar tempo enquanto se tomava alguma providência.

Nesse interim, começaram a abrir voos (de rotina) para Salvador, Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. Nós não entendíamos, tampouco alguém nos explicava, o por quê de saírem voos para esses lugares e não para São Paulo e Brasília, sendo que, teoricamente, a rota sobre o Atlântico até Recife, é a mesma para qualquer um dos voos.

Sem resposta por mais 1h30, os brasileiros encontraram um dos funcionários da companhia e ameaçaram, se dentro de meia hora não tivéssemos alguma resposta, invadiríamos mais 10 guichês da TAP, impedindo que qualquer outro cliente fizesse check-in. Em meia hora nos foi dado a notícia de um vôo extra para São Paulo, que sairia as 18 horas da tarde. E o voo para Brasília não sairia, mas os passageiros seriam alocados no voo do Rio de Janeiro.

Após o check-in nos dirigimos ao portão de embarque e lá esperamos até as 19h30 horas para começar a embarcar. No mesmo voo foram incluídos muitos passageiros com destino a Brasília, cujos voos haviam sido cancelados desde sábado. O voo para São Paulo saiu de Lisboa por volta das 20 horas (horário de Lisboa) e chegou ao Brasil às 2h30 da manhã (horário de Brasília – considerando a diferença de fuso horário de 4 horas). Em Guarulhos tivemos que esperar até o primeiro voo para Curitiba, entrando em fila de espera e conseguindo, com sorte, uma vaga para esse voo. Resultado da jornada, chegamos em Joinville às 11h30 da manhã, 24 horas de atraso, 2 dias sem banho, 2 dias sem dormir, 2 dias só entre aeroportos e aeronaves e muito, muito cansados.

Contudo, isso não apagou nem diminui todas as boas e maravilhosas experiências que passamos nesses 30 dias de viagem. Por falta de tempo e dificuldades de acesso, o blog não teve atualizações constantes e nos dias previstos, mas de agora em diante iremos continuar a descrever (espero) o restante da viagem, aos poucos e com todo carinho. Acompanhe e aproveite!

Oceanário de Lisboa e Parque das Nações

Apesar de termos passado um dia inteiro em Sintra – e de lá ter dado Sol – voltamos relativamente cedo e optamos por ir novamente até o Parque das Nações para tentar entrar no Oceanário, já que no dia anterior tentamos fazer isso e batemos com a cara na porta. Quando desembarcamos do metrô no Parque das Nações, o fim de dia estava horrível, chuvoso e com um vento de virar guarda-chuva. Com esforço (e uma boa caminhada do metrô ao Oceanário) conseguimos finalmente entrar. E foi uma das melhores coisas que fizemos em Lisboa. Valeu a pena cada segundo e cada centavo gasto com o ingresso.

O Oceanário de Lisboa pode ser até igual a vários outros pelo mundo, mas para quem nunca havia entrado em um, como eu, achei o melhor. Ele é realmente enorme. O aquário central tem por volta de uns 4 ou 5 metros de altura, não faço idéia de quanto ele tem de diâmetro, mas é o suficiente para abrigar uma larga espécies de peixes, arraias, tubarões, enguias e peixes-lua.

Além do aquário central e das salas de exposições, o Oceanário conta ainda com ambientes recriando os 5 oceanos ao redor do planeta: Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico. Aquários especiais com anêmonas, águas vivas, seres das profundezas, dragões-marinhos, bacalhaus, castores e outros tantos interessantes. É de ficar horas observando ao vivo esses seres maravilhosos do fundo do mar. Para nós, foi relaxante.

Saindo dalí, o tempo abriu e pudemos conhecer melhor um pouco do Parque das Nações, ao lado do Tejo, com a gigantesca ponte Vasco da Gama e seu monumento de mesmo nome, o teleférico e as construções modernas da cidade de Lisboa que ficam nessa região.

Oceanário, visto de fora

Torre Galp

Teleférico, Torre e Ponte de Vasco da Gama ao fundo

Torres Gêmeas

Sintra

No nosso quarto dia em Portugal, fomos a Sintra, uma cidadezinha pitoresca próximo a Lisboa, em uma região de Serra, próximo ao litoral. Sintra era o local favorito dos reis Portugueses para suas residências de campo. Pegamos o trem logo cedo e chegamos lá em cerca de 40 minutos de viagem. O dia estava nublado e a visão que tivemos do Castelo dos Mouros, aquela manhã, chegava a ser assombrante, pois ele estava encoberto por núvens.

VILA DE SINTRA

Este pequeno lugarejo parece uma cidade medieval, construída em volta de castelos. Há pelo menos 3 castelos de destaque, utilizados pelos reis de Portugal: o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros, fora outros palácios de milhonários da região.

A Vila de Sintra é uma graça, vale a pena ser visitada. Como todo local turístico, há dezenas de lojinhas vendendo souvenirs, restaurantes e ambulantes. Para andar por Sintra, há um ônibus turístico que faz o roteiro de umas 5 paradas. Pegamos esse ônibus, que é essencial, pois trata-se de uma serra e a caminhada até lá em cima seria de acabar.

PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA

A primeira parada foi no Palácio Nacional de Sintra, que fica na Vila de Sintra. Ali é um dos mais antigos castelos (palácios) reais de Portugal, do ano de 1383, e do Rei João I de Portugal. É um grande palácio marcado pelas duas chaminés da cozinha. Pegamos carona numa excurssão de chineses, que tinham um guia explicando os detalhes do castelo em inglês, foi bem interessante, até que os chineses começaram a nos olhar de canto…rs

Mas nesse tempo que ficamos ali escutando o guia, ouvimos boas histórias. Uma delas é que a “cidade Macao” na realidade tinha outro nome. Mas quando os portugueses chegaram lá, e escutaram o nome da língua local, só entenderam Macao. Por isso ficou o nome. A “cidade de Macao” tinha como guardiã uma figura de mulher. Essa seria a deusa da misericórdia deles. Como os portugueses eram católicos acabaram dizendo que a estátua era da Virgem Maria, mas na realidade não era.

Outra história é que Portugal fez várias colônias, principalmente portos, ao longo do trajeto até as Índias e China para controlar o local e servirem de base para os navios de comércio portugueses. Existe hoje uma excursão de 6 meses que sai da Malásia até Portugal, passando somente por antigos territórios portugueses, isto é, lugares que falam português. Um último fato é que tinha uma maquete de um castelo lindo. O guia explicou que esse castelo tinha sido contruido pelos portugueses mas que não existia mais. Não existia porque quando Mao Tse Tung assumiu o controle mandou destruir por ser uma construção extrangeira. Todos os chineses riram meio sem graça.

CASTELO DOS MOUROS

Depois disso fomos ao Castelo dos Mouros.Um construção mega antiga, que data do século VIII ou IX a.C., os primeiros a construirem foram os mouros, mas depois da dominação do rei D. Afonso Henriques, por volta do ano 1147, ela passou a ser uma fortaleza portuguesa. É um longo e agradável trajeto de subidas e decidas das escadarias que circundam o Castelo. Sem contar que tem uma linda vista da Vila de Sintra e de toda a região até o mar.

PALÁCIO DA PENA

Em seguida, fomos ao Palácio da Pena – eu nem botava muita fé no tal Palácio da Pena, que pra mim era mais uma construção de um milionário qualquer, depois eu fui saber que era um antigo mosteiro e que após sua destruição parcial no terremoto de 1755 foi adquirido pelo rei Português D. Fernando de Saxe Coburgo-Gota, lá pelo ano de 1836 e fiquei surpreendida – O Palácio é simplesmente incrível, a arquitetura tem muita influência islâmica, árabe, mitológica, é uma confusão de estilos que resultou num castelo fantástico (em estilo Romântico). Ele fica mais alto que o Castelo dos Mouros, é no topo de uma colina, a maior parte do dia ele estava encoberto pelas núvens, quando chegamos lá as núvens haviam se dissipado, em compensação, o vento era tanto que tínhamos que nos equilibrar.
Dentro do Palácio é um museu, estão lá todos os móveis e objetos pessoais dos reis que ali moraram, dispostos mais ou menos da mesma maneira que eles as tinham. Eu gostei bastante, pois eram muitos objetos, e dos próprios reis, não era aquela coisa montada ou com aspecto de falso.
Aos redores do palácio há um belíssimo parque, cheio de árvores de espécies raras, pela primeira vez vi uma Secquóia de perto (é uma árvore nativa dos EUA). Na parte mais baixa há uma série de lagos. Num deles, fiz amizade com um cisne branco, ele me acompanhava por onde eu ia em volta do lago, mas depois ele quis me morder, não sei porque… rs – o Caio filmou isso, ficou engraçado.

Vista do alto do Palácio da Pena

 

DOCINHOS TRADICIONAIS DE SINTRA

Pra encerrar nosso dia em Sintra, docinhos tradicionais deliciosos: Travesseiros e Queijadas de Sintra, compradas numa singela casa, do outro lado da rua da estação de trem. O senhor e a senhorinha (achamos que fosse a mãe dele) que cuidam do comércio, são super simpáticos.

Belém – segunda parte

Só para completar a visita ao Mosteiro dos Jerônimos, se você um dia resolver visitá-lo, não deixe de entrar no Claustro. Uma espécie de praça fechada, comum nas igrejas e mosteiros da idade média. O lugar é realmente lindo, impressionante pelo tamanho e pela decoração, passamos mais de 1 hora andando nesse local, sem cansar de elogiá-lo e tirar fotos.

Aí nesse claustro também está o túmulo de Fernando Pessoa.

Bem continuando sobre o bairro de Belém, ali encontramos o famoso Pastel de Belém. Apesar do nome ele nao tem cara de pastel nem é salgado como a maioria dos pastéis. O pastel de Belém tem mais cada de uma empadinha, só que a parte de cima não tem casca. O recheio é delicioso, um creme de ovos, açúcar e mais algumas coisas polvilhado por cima com canela em pó.
Muito gostoso e não é caro. O lugar onde compramos é o mais antigo e tradicional de Lisboa. Eles fazem esse pastel desde 1837. O pastel também pode ser encontrado em diversos lugares em Lisboa, quase toda a pastelaria (nome dado a “panificadora” em Portugal) você encontra, mas somente o desse lugar de Belém é o “original”. rsrs
Foi tão bom comer que antes de pegar um elétrico (bondinho) para o centro da cidade, compramos mais alguns para levar. Comemos a noite no hostel, mas frio não fica tão gostoso não.

Belém

Estamos um pouco atrasados nas postagens, afinal, já estamos em Barcelona a 4 dias e ainda estamos falando de Lisboa.. hehe. Mas digo para vocês, não é fácil fazer tanta coisa num dia só. A maioria das vezes não sobra tempo/disposição para atualizar o blog. Aqui é horário de verão, portanto, quando é 9 horas da noite é que começa a escurecer, enquanto isso, estamos pela rua visitiando os pontos turísticos.

Mas enfim, vamos ao que interessa: Lisboa, terceiro dia.

Nesse dia visitamos o bairro de Belém. Nesse bairro há alguns dos mais interessantes e conhecidos pontos da cidade, entre eles: Monumento aos Descobrimentos, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerônimos e o famoso Pastel de Belém. Logicamente, fomos em todos e acrescentamos ainda o Museu dos Coches, que foi uma ótima experiência.

MONUMENTO AOS DESCOBRIDORES:

Foi construído em 1960 para marcar os 500 anos da morte de D. Henrique, o navegador. O monumento fica a margem do rio Tejo, possui 52 metros de altura, e mostra as figuras de marinheiros, patronos reais e navegadores que participaram da Era dos Descobrimentos. Há um elevador (pago) para subir até o terraço, mas não achamos que valeria muito a pena.

TORRE DE BELÉM

Como li anteriormente, a Torre de Belém é muito mais bonita por fora que por dentro. Também é o tipo de monumento que você tem que pagar para entrar. Como tinhamos o Lisboa Card – que por sinal vale muito a pena – a entrada foi gratuíta. A Torre foi construída entre 1515 e 1521 (bem na época em que o Brasil estava começando a ser povoado) como fortaleza e era o ponto de partida para os navegadores dos descobrimentos.  Antigamente ela ficava num ístimo no meio do Tejo,  hoje em dia, com o aterro da margem, ela está junto ao continente. Para subir na Torre, o único acesso é uma escada em caracol para 1 pessoa. Quando resolvemos descer do último andar da Torre, ‘275 pessoas’ estavam subindo, numa conta só, eu e o Caio nos encontrávamos exatamente no meio do andar, sem chance de subir nem descer, ficamos “presos” e morrendo de raiva daquela fila imensa que não acabava nunca. Só saímos de lá porque um francês bem do estúpido, passou na nossa frente e foi tirando o povo  do meio do caminho.

MUSEU NACIONAL DOS COCHES

Esse museu foi muito intessante, uma coleção de Coches, carruagens reais e cabriolés. O mais antigo dos coches pertenceu ao rei Filipe II da Espanha, do século XVII. Os mais impressionantes foram os coches feitos para o delegação do Papa Clemente, cobertos de ouros, veludo vermelho e estátuas em tamanho real. Há também o coche que pertenceu a Carlota Joaquina, princesa do Brasil, e algumas malas e baús que pertenceram a família real portuguesa quando fugiram para o Brasil.

MOSTEIRO DOS JERÔNIMOS

Esse mosteiro é realmente impressionante e belo. A arquitetura externa é cheia de detalhes e decorações. Pode se dizer que foi gasto muito dinheiro para construí-lo. hehe

A catedral, em estilo gótico e manuelino é gigantesca e linda. Pode-se ficar horas ali absorvendo a beleza do local. O mosteiro é um monumento à riqueza da Era dos Descobrimentos. Foi encomendado por D. Manuel I em 1501 para ser o seu mausoléu pessoal. Ali estão enterrados os corpos de D. Manuel I, D. Maria, D. João III e D. Catarina. O templo foi construído especialmente para abrigar os restos mortais desses reis e rainhas. O que nos deixou indignado foi que os monges que ali estavam eram obrigados a cumprir um programa diário de orações pelas almas dos reis defuntos e seus familiares.

Nessa catedral estão os túmulos do navegador Vasco da Gama e do Poeta Luiz de Camões.

Túmulo de Vasco da Gama

Túmulo de Luiz de Camões

 Tem mais coisas sobre o Bairro de Belém e o Mosteiro de Jerônimos que falaremos no próximo post.

Até breve.

Castelo de Jorgito

Vista do Castelo de São Jorge a partir do Elevador de Santa Justa

Durante nossa visita a Alfama, visitamos também o Castelo de São Jorge, a sua primeira fortificação data de 138 a.C.  Ele foi povoado por Fenícios, Romanos e Muçulmanos.

“O nome do Castelo foi-lhe colocado na época de D. João I, e vem do mártir São Jorge, guerreiro da Capadócia, a que os cruzados, vindos de vários pontos da Europa, dedicavam culto e que foram aliados de D. Afonso Henriques na conquista da cidade aos Mouros, em 1147.” D. Afonso Henriques transformou a cidadela na residência dos reis até 1511. Ele virou ruinas em 1755, com o terremoto. Mas em 1938 foi restaurado por Salazar, reconstruindo as muralhas medievais e acrescentando-lhe jardins. Hoje o local é um ponto turístico muito bonito, com uma vista magnífica sobre o Baixo, o Chiado, o Rossio e o Alto. Dá para se subir nas torres e caminhar sobre as muralhas. É um passeio muito incrível e nos faz lembrar dos filmes medievais.

Dentro das muralhas do castelo há uma pequena cidadela, onde há igreja, restaurantes e residentes, como o próprio bairro alfama, há várias ruelas e muitas lojas que vendem artesanato.

Aprovamos a visita. As muralhas, a cidadela e a vista são inesquecíveis.

Vista a partir do Castelo de São Jorge

Alfama

Nosso segundo dia aqui em Lisboa foi reservado para visitar o bairro da Alfama, um bairro modesto nos arredores do castelo de São Jorge.  Como já citamos anteriormente, esse bairro já foi reservado aos ricos moradores de Lisboa, mas na idade média eles migraram para outras regiões com medo dos terremotos. Hoje em dia, o bairro com ruas estreitinhas, becos, vielas, escadarias e passeios, lembra bastante as ruas de Valparaíso, mas com uma cara de muito mais antigo e com cores mais austeras. Quase não há grafite como lá, em compensação, centenas de casa decoradas com azulejos na parte externa são bem comuns. Outra coisa marcante nesse bairro são as sacadas com muitos vasos de plantas e flores, muitas vezes de plástico, e as roupas penduradas sobre as janelas. Andamos o dia inteiro por entre as ruas desordenadas desse local, visitamos o Castelo de São Jorge (próximo post) e almoçamos num restaurantezinho brasileiro ao lado de uma família francesa e outra alemã.

Aqui em Lisboa há muitos, muitos, muitos smarts. Muito mais do que motos, por exemplo. Me chamou a atenção o tamanhico desse carro branco aí em cima, por isso pedi para o Caio fotografar comigo do lado, para se ter uma noção do tamanho do brinquedo. Mais tarde vi também uma caminhoneta menor ainda, mas não deu tempo de fotografar…

Nosso primeiro destino nesse dia foi a Feira da Ladra, segundo alguns guias (livros), é uma espécie de mercado de pulgas e umas poucas barracas que vendem artesanato. Nossa impressão foi de que era mais uma feira da Ladra mesmo, parecia um monte de objetos chutados sendo vendidos descaradamente. Tanto é que lá pelas tantas veio um cara tentar nos vender um iPhone (?), meio na surdina…

Mas existem algumas barracas com artesanato muito bonito, alguns idosos vendendo antiguidades, e uma barraca só com materiais elétricos (tipo Millium, hehe) que nos foi muito útil para comprar um adaptador de tomada.

A Feira se localiza nos arredores de uma linda igreja, a Santa Engrácia. A igreja é marcante pela sua grandiosidade e sua cúpula. A igreja original caiu em 1681, durante um temporal. Depois ela foi reconstruída, mas levaram 284 anos para concluirem-na. Daí surgiu a expressão “Obras de Santa Engrácia”. Ela é Panteão Nacional, e alí estão os Cenotáfios de heróis da história portuguesa, como Pedro Álvares Cabral e o túmulo de Amália Rodrigues, ícone do fado Portugues.

Para entrar na igreja é necessário pagar 3 euros, decidimos que só um de nós iria, e eu acabei entrando. O mais legal, além dos cenotáfios, é poder subir até a cúpula (o que me deu vertigem) e explorar o terraço que circunda a cúpula, que é gigantesco e tem uma vista linda.

Outra igreja próxima é a de São Vicente de Fora, que data de 1627. Ela contém os sarcófagos da família Bragança, a segunda família Real Portuguesa. Linda por fora, e com certeza linda por dentro também. Mas dessa vez resolvemos ficar do lado de fora.

Já deu pra perceber que esse bairro é repleto de igrejas famosas, né? Pois então, continuando, essa é a Igreja da Sé, famosa catedral lisboeta e uma das mais antigas. Sua construção data de 1150, por ordem de D. Afonso Henriques, primeiro Rei Português, e foi restaurada diversas vezes por conta de 3 terremotos que a atingiram ao longo dos séculos. A catedral é escura, o que impediu de fazermos boas fotos. Mas seu interior com arcos góticos é impressionante. Alí estão os restos mortais de alguns dos reis de Portugal, bem como o túmulo de São Vicente.

 Olhando essas fotos agora, me fez pensar que essa parte externa da Sé até parece ser feita de Cortiça, que por sinal, é um dos orgulhos nacionais, pois são eles os únicos produtores de cortiça no mundo. Diversas vitrines de lojas (que aqui se chamam montras) é possível ver objetos de recordação feitos de cortiça, cadernos, bolsas, carteiras, moedeiras, etc.

Nosso passeio pelo bairro da Alfama terminou com a visita a igreja de Santo Antônio. Localizada onde anteriormente se encontrava a casa onde nasceu e viveu Santo Antonio (esse mesmo, o casamenteiro). Há uma tradição dos jovens casais visitarem a igreja no dia do casamento e deixarem flores para o Santo, que se diz dar boa sorte aos recém-casados. Não encontramos flores para levar, mas fizemos nossa visita!
Espero que a boa sorte dê certo.

Pra fechar o dia, fomos a um Centro Comercial (Shopping), chamado Colombo, que fica exatamente em frente ao estádio do Benfica. Pra tristeza do Caio, era dia e hora do clássico local, o shopping estava lotado de torcedores esperando a hora de começar o jogo. O Caio ficou doidinho pra ir ver também. Na saída, demos uma espiada no estádio, dava pra ouvir bem alto o som da torcida vibrando com o jogo, e eu vi uma lágrima escorrer, hehehe

Noite regada a vinho verde típico de Portugal.

Lisboa – Primeiras voltas

Chegamos a Lisboa cedíssimo, e o check in no Hostel só podia ser feitos depois das 14 horas. Deixamos nossa bagagem no Hostel e saímos a caminhar por aí. Como estávamos bem cansados da viagem, decidimos não nos prolongar muito nas andanças. O dia estava totalmente aberto, com céu azul e fresco, o que garantiu ótimas fotos.

Andamos pelo Bairro Baixo-Chiado, que tem a famosa avenida Augusta, a Praça do Comércio, o Elevador de Santa Justa, as praças da Figueira, dos Restauradores e o Rossio. Basicamente a parte histórica principal da cidade.

A localização do Hostel é ótima, fica próximo a todos esses lugares a poucas quadras, perto também do bairro Alto, que é muito badalado, repleto de boutiques e bares interessantes, e também do bairro da Alfama, antiga zona rica da cidade, que atualmente é um emaranhado de casas altas, a maioria coberta com azulejos, e com suas tradicionais sacadas floridas com roupas estendidas sobre as janelas. Nossa rua fica de fundos com um Shopping Center, o Armazén do Chiado, que aqui é chamado de Centro Comercial. Isso é uma perdição pra quem está nos primeiros dias de viagem e fica morrendo de vontade de comprar coisas novas. Ficamos só na vontade.. rs

Mas enfim, das nossas andanças por esse bairro adoramos tudo o que vimos. Com excessão das margens do Rio Tejo, os lugares por onde andamos estavam totalmente limpos e bem cuidados. Os bondinhos elétricos passam pelas ruas desses bairros o tempo todo, é como uma viagem no tempo. Nos impressionamos com os casarios antigos e com algumas igrejas enormes que foram semi- destruídas ou pelo terremoto de 1755 ou por incêndios.

Nesse dia visitamos muitas coisas, colocamos abaixo algumas fotos dos lugares interessantes que tivemos o prazer de conhecer.

Rossio

Vista do Castelo de São Jorge e da cidade de Lisboa, a partir do Elevador de Santa Justa

Ruinas e jardim interno do que restou da Igreja do Carmo
Nós dois no Miradouro da Graça, Alfama
Ruinas da Igreja do Carmo
Igreja parcialmente reconstruída após incêndio em 1959

 

Praça do Comércio

 

Pier de entrada da cidade antiga, onde partiam e chegavam as barcas do descobrimento
Elétrico, passando no bairro Baixo
Elevador de Santa Justa
Rua Augusta, Arco Triunfal
Rua Augusta, Arco Triunfal

 

Sim! nós dormimos!

Saímos as 6 horas da manhã de domingo, isso depois da festa, que acabou por volta das 2h30. Ou seja, conseguimos descansar somente 3 horinhas e logo o motorista estava tocando na nossa porta.

Na viagem para Curitiba cochilamos um pouquinho. Mas na de Curitiba pra São Paulo não teve como.

Seguimos a dica da Fábia e deu super certo! Em Guarulhos, procuramos o Sleep Fast (fica na asa C), é do hotel Slaviero. O preço não é uma maravilha, mas pra quem estava podre de cansados como nós, valeu muito a pena. Alugamos o micro quarto com beliche por 3 horinhas. O quarto é pequeno mais confortável. Foi essencial para aguentarmos até o dia seguinte.

No voo até Lisboa, de 10 horas, conseguimos pregar os olhos por no máximo 30 minutos. Os passageiros estavam inquietos e por isso ninguém sossegava…

Depois disso, mais 3 horinhas de sono hoje a tarde, desta vez devidamente instalados no Hostel Living Lounge Lisboa – que é show de bola e de design – serviram para recuperarmos o sono.