Férias Dia 3, 4, 5, e 6. – Marau

{16 a 19 de janeiro 2016.}

No 3º dia de viagem, fomos para Marau, pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, próximo à Passo Fundo. É a cidade da Perdigão, e é basicamente agrícola. Não tem nada extraordinário como cidade turística, mas eu, Daisy, guardo um imenso carinho e orgulho da cidade, pois de lá veio meu pai, moraram meus avós (nonos) e a maioria dos meus tios e tias por parte de pai. Vou para lá desde que tive noção de que era uma pessoa. E apesar de não ir nos últimos 6 anos, eu tinha uma grande vontade de levar o Gael para conhecer o local de muitas das nossas férias de infância.

O caminho de Três Coroas até lá foi longo, levamos em torno de 4 ou 5 horas de viagem, com parada para o almoço. Passamos por cidades que nunca estivemos antes, como São Leopoldo e Novo Hamburgo, e nos surpreendemos com as cidades grandes e prósperas que são. Andar de carro pelo Rio Grande do Sul é muito agradável e te dá oportunidade de encontrar ótimos outlets pelo caminho (Tramontina, Arezo, Bibi, etc). As rodovias são muito bem conservadas, em sua maioria, muitas delas são privatizadas, amplas e duplicadas. O waze fez uma grande frente para nos avisar sobre as centenas de radares. Descemos a Serra Gaúcha e depois subimos novamente. Quantas paisagens lindas pelo caminho. Passamos pelas famosas cidades do Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves e Garibaldi. E foi tentador parar para visitar alguma vinícola ou o Caminhos de Pedra em Bento. Mas como não programamos nada e queríamos chegar ainda de dia na casa dos meus tios, resolvemos deixar para uma próxima oportunidade.

Vista do mirante em Veranópolis - Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis – Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis - Rio das Antas

Vista do mirante em Veranópolis – Rio das Antas

Mirante em Veranópolis - BR470

Mirante em Veranópolis – BR470

Apesar de não ser uma viagem tão longa quanto no dia anterior, Gael se cansou bastante, e quando faltava menos de 50km para chegar em Marau, ele começou a inventar que precisava fazer o n. 2, só para poder descer do carro e ficar livre. Paramos pela estrada, próximo a uma casa com quintal e uma árvore na frente. Ele não queria mais sair dali e não queria nem saber de entrar novamente no carro.

Com relutância, conseguimos seguir viagem e chegamos na cidade em pouco tempo. Me surpreendi como a cidade cresceu, cheia de prédios altos e avenidas. Mas nosso destino ainda estava mais à frente. Pegamos a estrada que leva para a comunidade de Gramadinho, zona rural da cidade. Mais estrada de chão pelo caminho. E finalmente chegamos no nosso destino: a fazenda dos meus tios e prima.

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O prazer de rolar na grama depois de horas de estrada.

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Para a pessoinha pequena, não poderia ter tido melhor parada, foram 3 dias de brincadeiras, pulos, correria, bagunça, novas amizades e descobertas. O principal fator nem foi a fazenda em si, mas um priminho de 5 anos que lhe fez companhia. Foram os dias mais felizes da viagem para ele. Como já tínhamos ouvido falar de outros sábios pais: “criança quer criança.” Para essa idade em que ele estava, não tem praia, nem paisagem, nem túnel, nem cidade, nem museu ou parque de diversões que se compare a satisfação de brincar com outra criança.

Ele foi arqueiro, foi guerreiro, dirigiu trator, colheu milho, alimentou vacas, correu na granja de galinhas, conversou com papagaio, tomou chimarrão, pulou do sofá, rolou na grama, jogou futebol, andou descalço, andou de galochas, brincou de bombeiro, de pega-pega, de esconde-esconde, de dragão, tocou gaita, alimentou o sapo… O que menos ele fez foi dormir, era muita perda de tempo.

Para nós foram dias de descanso. Nossos anfitriões eram muito gentis e acolhedores, faziam ótimas refeições e rodas de chimarrão. Fizemos pequenas voltas pela propriedade, aproveitando até o fim da tarde, com lindos pôr-do-sol a cada dia. No domingo, foi dia de churrasco típico gaúcho, com toda a família reunida. Nos serviam bebidas exóticas, bolos, bolachas, queijos e frutas. Foi um gostoso período para desconectar da nossa realidade e sentir o que é levar uma vida mais leve e mais saudável.

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Após 3 dias de descanso para nós, pais, e agito para o Gael, partimos da querida fazenda gaúcha para voltar à nossa casa. Saímos ainda de madrugada e levamos 12 horas de viagem. Achávamos que teríamos que parar pelo caminho para fazer a volta em 2 etapas, mas nem precisou. Gael dormiu por 4 vezes durante o caminho, recuperou o sono dos 3 dias anteriores.
E chegando novamente em Joinville, ganhou ainda os 2 brindezinhos que compramos como coringas para entretê-lo durante a viagem e que nem foram necessários.

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Férias Dia 3 – Três Coroas

{16 de janeiro de 2016}

Vou resumir as nossas experiências em Três Coroas em duas palavras: surpreendente e adorável.

Chegamos no final da tarde na cidade. Vale lembrar que estávamos suuuuper cansados depois de tantas horas pela estrada. No caminho até ali, pegamos a região do planalto gaúcho, com os campos verdinhos – e vimos até uma ema atravessando a pista, foi muito legal. – Ao nos aproximarmos de Três Coroas, começa a região da serra gaúcha, pegamos uma estrada de serra em descida toda florida com hortênsias nas suas margens. Muito graciosa, mas estreita, o que pode ser ruim se você se deparar com um caminhão lento descendo a serra e formando fila. O GPS nos indicou uma estradinha secundária para acessar a cidade e “cortar caminho”, mas não contávamos que ela fosse de chão batido (já não bastava a estrada de chão de Cambará do Sul). Aliás, a estrada de cerca de 8 km que liga a RS-020 à cidade de Três Coroas, tem nada menos que 4 tipos diferentes de pavimentação ao longo do trajeto: asfalto, paralelepípedos, pedregulho e terra, o pior deles, disparado, é o pedregulho. Logo no começo dessa estradinha, notamos a entrada do Templo Budista, que era o principal local na cidade que queríamos visitar, mas não naquela hora, obviamente. A descida por essa estrada parecia não ter fim, e realmente nos deixou mais mal-humorados naquela hora.

Finalmente chegamos ao hotel que reservamos. Já de cara ficamos surpresos com a cordialidade do gerente do hotel, que veio nos buscar na porta do carro, levou nossas malas e nos levou para o quarto para nos alojarmos antes mesmo de fazermos o checkin. (Deve ter notado nossa cara de acabados). O hotel era pequeno, mas o quarto muito limpo, novo, equipado e muito confortável. Mais tarde o mesmo gerente nos recomendou dois restaurantes na cidade para jantarmos com o pequeno, já que o mais interessante – o de comida Thailandesa – não oferecia cardápio infantil. Optamos por uma panquequeria.

Na panquequeria serviam rodízio de panquecas, foi novidade pra gente. Mas eram deliciosas, os funcionários todos extremamente gentis, o ambiente agradável e o preço valeu a pena. E claro, tinha um cantinho kids, que distraiu Gael depois do dia inteiro de viagem. Ficamos supresos mais uma vez. Era sexta-feira a noite e a cidade estava agitada, caminhamos a pé pelo centro e até brincamos um pouco com o Gael na pracinha em frente à prefeitura, toda decorada para o Natal.

No dia seguinte, na hora de partir, o dilema: ir adiante por mais umas 3 horas seguidas de viagem até Marau, nosso próximo destino, e lá finalmente descansar e deixar o Gael livre para brincar, ou ir visitar o Templo Budista antes de partir. Caio já tinha realmente desistido de visitar o Templo, em função dos episódios de estrada anteriores, e de fato, pensar em subir aquela estrada de chão novamente não era uma coisa muito agradável.

Mas já que estávamos ali, por que não dar uma chance ao destino? Decidimos visitar o Templo Khadro Ling antes de partir. E que ótima decisão tomamos! A subida novamente pela bendita estrada até que não foi tão ruim. O lugar é fora do comum, merece uma visita. É muito diferente do Templo Zu Lai, que visitamos em São Paulo, por exemplo. É lindo, é tibetano, é mágico, é colorido, traz boas energias, traz paz e tem uma vista incrível.

O sol da manhã foi perfeito, e o dia estava muito quente. Nossa visita demorou cerca de uma hora e meia ou duas horas. Gael quis voltar para o carro, morto de cansado, e adormeceu ainda na estradinha de chão batido. Saímos de lá tão felizes e leves que mal notamos as primeiras 2 horas de viagem.

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Três Coroas ainda tem outras opções de turismo, principalmente relacionados a esportes de aventuras, rafting, tirolesa, rapel, canopy, arvorismo… A cidade fica na região calçadista do estado, para quem procura bons preços, há diversos outlets na região. Além disso, a cidade fica a 20km de Gramado, por isso, é uma ótima opção para se hospedar enquanto visita uma das cidades mais turísticas do Rio Grande do Sul. É uma cidade pequena e charmosa, mas tão hospitaleira e gentil que entrou para nossa lista de cidades favoritas e que merecem uma segunda visita.

 

 

 

Férias dia 2 – Torres e Cambará do Sul

TORRES – RS

{15 de janeiro de 2016}

No nosso segundo dia de viagem, saímos cedo da pousada em Jaguaruna e fomos para a praia de Torres, já no estado do Rio Grande do Sul. Achávamos que seria mais perto, mas no fim, levamos mais de 2 horas para chegar até lá, saindo de Jaguaruna, isso em BR duplicada (BR-101).

Me surpreendi com o tamanho da cidade e a grande concentração de veranistas. Chegamos por volta do meio dia e o sol estava forte. A praia fervia com a multidão e dali já dá pra ver as torres, mas convenhamos que entre guarda-sois, carros estacionados na beira-mar, barraquinhas de água de coco e um monte de banhistas, a paisagem não fica assim tão bonita, queríamos chegar mais perto. Apesar de estarmos com o GPS, foi um pouco difícil de encontrar o caminho para chegar até as Torres. Mesmo na principal via de acesso da cidade, não vimos muitas placas indicando o caminho. Tinha algumas que até indicavam, mas a gente se via numa rua estreita e descuidada, duvidávamos que podia ser ali o caminho para o que imaginávamos ser o principal ponto turístico da cidade, no fim, era por ali mesmo. Com algumas voltas e manobras, conseguimos chegar até a entrada do Parque Nacional da Guarita, onde estão as famosas torres de pedra, lugar que constava na minha lista dos lugares que gostaria de conhecer na vida.

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São três morros/falésias no Parque: o Morro das Furnas, o Morro da Guarita e o Morro de Itapeva, além do Morro do Farol, um pouco mais afastado, onde há salto de parapente. Daquelas boas surpresas que a gente tem pelo caminho, descobrimos que dá para subir nas torres de pedra (subimos no Morro das Furnas), inclusive, há uma ciclovia para os aventureiros de bicicleta. E não só isso, lá de cima, além da outra perspectiva sobre o mar e as outras torres, temos a visão de grutas, cavernas, escadarias e furnas. Uma visão linda. Um local lindo. – Como não lembrar de Etretat, na França <3? – Imagino o quão lindo deve ser a visão que se tem do mar para a praia. Creio que deve haver passeios de escuna para isso, mas não nos informamos. As fotos falam por si só.

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Na entrada do Parque, há uma portaria com um mapa desenhado onde consta a localização de cada trecho interessante a conhecer no Parque. Mas quem disse que há um folder para os visitantes levarem junto como guia? Talvez para quem visite no inverno tenha, mas aparentemente a guarita com meia dúzia de funcionários trabalhando, só serve mesmo para cobrar o ticket do estacionamento do Parque.

Procuramos um local para almoçar na cidade, e descobrimos uma Via Gastronômica localizada à beira do Rio Mampituba, em direção aos molhes. Com diversas opções de restaurantes de frutos do mar. Uma delícia de culinária, vale a pena experimentar.


 

CAMBARÁ DO SUL – RS

Saímos de Torres em direção à Cambará do Sul no início da tarde. O GPS nos indicou 2 vias, com diferença de 15 minutos entre uma e outra. Optamos pela via mais demorada, pois aparecia como preferencial no Waze. Andamos ainda alguns quilômetros pelo litoral e depois acessamos a estrada conhecida como Rota do Sol. Gente, que rodovia linda! Tem muitos trechos que temos que reduzir drásticamente a velocidade para não correr o risco de atropelar animais silvestres – e isso é obrigatório por normas do trânsito local. – Mas até vale a pena andar devagar para apreciar os arredores. Ao começar a subida da serra, a vegetação vai mudando, tem muitos túneis lindos, as montanhas ao redor são gigantes, pontes altíssimas, uma paisagem linda para quem está de carona, mas quem dirige tem que ficar de olhos bem atentos e deve ser um tanto tenso. No alto da serra, em Itati, há um mirante que é “parada obrigatória” para quem faz o caminho. A visão de lá é quase a de um canyon. Vale a pena parar e admirar a geografia da região.

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Continuamos a viagem, saímos da Rota do Sol e pegamos a rodovia RS-020 com destino à Cambará do Sul. Nosso objetivo era ver o Canyon do Itaimbezinho. O gps indicou uma entrada antes de chegar à cidade. Mas ela estava interditada. Nos aconselharam pegar o caminho tradicional, ir até a cidade e de lá, uma via para chegar até o local. Fizemos isso. Conseguimos encontrar a via que ia até o Canyon, ela começou asfaltada, mas após algumas centenas de metros começou a estrada de chão… dali em diante era mais 18 km de estrada de chão até a entrada do Parque Nacional da Serra Geral. Sim, era uma estrada muito ruim, e carros comuns sofrem com o estado da estrada. Andamos por volta de uns 40 minutos e nem sinal do Parque. Para piorar, apareceu serração, o sol sumiu, nenhum carro em direção ao parque, só voltando. Era por volta de 16h50 da tarde quando fizemos uma curva, vimos que a estrada ainda ia longe, de saco cheio e cansados de tanto chão batido, buracos e pedras soltas, decidimos abortar a missão, fizemos a volta e voltamos para a cidade.

Para não tocar direto até Três Coroas, nosso próximo destino, fizemos uma parada para tomar um sorvete com o Gael, que a essa altura já estava ficando bem cansado de tanto andar de carro. Na sorveteria nos contaram que ao chegar no parque você deixa o carro no estacionamento e anda mais uma meia hora a pé até chegar ao mirante do Canyon. Só que o parque fecha as 17h. Portanto, além da provável serração, o horário que chegamos não compensaria todo o trabalho.

De qualquer forma, lamentamos muito aquele caminho não ser pavimentado. Não é à toa que as agências de turismo locais fazem pacotes com saída de vans, com guia, até os canyons. E ainda descobrimos que ali não é somente o principal acesso ao Parque dos Canyons, como também uma rodovia estadual, RS-427, aquela mesma que o GPS apontou como o caminho “mais curto” quando saímos de Torres. Ela desce a serra, vai até Santa Catarina, até o litoral, por uma estrada de chão!!! Ah, esse Brasil ainda tem muito o que evoluir.

Sabemos que tem muitas outras opções de passeio e aventura em Cambará do Sul. Vale a pena se programar e conhecer. Mas nosso objetivo aqui era somente esse, conhecer o Canyon do Itaimbezinho, que dizem ser espetacular. Infelizmente, vai ficar para uma outra oportunidade no futuro. Pois não nos programamos para ficar mais um dia em Cambará.

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Dali partimos para Três Coroas, onde passamos à noite.

Férias de verão 2016 – Dia 1 – Jaguaruna

{14 de janeiro de 2016}

Essa foi nossa primeira viagem de férias oficiais da família. Férias, por que todos nós estávamos, de fato, de férias. Podemos chamá-la de Roadtrip, já que passamos mais tempo dentro do carro viajando do que relaxando ou curtindo os lugares. Foi a primeira viagem de carro longa que fizemos juntos.

A viagem foi agorinha, em janeiro, e durou pouco menos de uma semana. Fomos para o sul de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O primeiro destino foi a praia de Jaguaruna, no sul do estado de Santa Catarina, região turística conhecida como Encantos do Sul. Atravessamos o estado de norte a sul via litoral, passamos por praias famosas e lindas do nosso estado, e acabamos fazendo reserva numa das praias menos badaladas do litoral catarinense. Por que? Por que eu já havia ido até lá a 12 anos atrás e havia ficado fascinada com as dunas de areias e lagos que se formavam entre as dunas. Achei que isso e o fato de ser uma praia pouco conhecida e bucólica valeriam a pena.

Fizemos reserva numa pousada um tanto afastada do centrinho (praia principal), escolhida pelo preço e pela boa reputação no Tripadvisor. O que não contávamos é que ela está realmente longe da praia principal (uns 6km), tendo acesso por uma estrada de chão toda ondulada. Também não contávamos com a chuva, que caiu durante o dia todo. E nem com o fato da pousada não ter uma cozinha tão equipada quanto descrito no site, tivemos que improvisar no salão de festas da pousada. Mas ainda assim, a pousada era confortável, próxima à praia e bem próxima às dunas e aos famosos Sambaquis (Figueirinha I e Figueirinha II) da cidade.

Gael também não fez uma boa viagem. Não dormiu. Começou a ficar incomodado, nada mais agradava, nem brinquedo, nem filminho, nem livro, nem suquinho, nem história, nem música… chorou durante 50 minutos, sem parar, sem consolo. Começou a reclamar de dor de barriga. E por fim, descobrimos o motivo de tanta insatisfação, um grande enjôo, que culminou numa bela e espalhafatosa golfada, já chegando em Jaguaruna. Mas foi um aprendizado, e mudamos a forma de ver como ele reagia às viagens, e dali em diante tudo ficou muito mais tranquilo.

Com isso, passamos o resto da manhã e boa parte da tarde na função de limpar a cadeirinha, o carro, as roupas e bolsas atingidas pelo vômito do pequeno. Enquanto ele ficava brincando ao redor da pousada com outro menino da mesma idade.

Somente no final da tarde a chuva resolveu dar uma trégua, e podemos enfim dar uma caminhada pela praia, que não era assim tão interessante. E resolvemos ir até as dunas, essas sim, muito mais legais para nós e principalmente para ele, que se sentiu livre e corria longe com todo prazer. O fato de ter chovido tanto até ajudou para as dunas ficarem mais compactadas e facilitou andar e correr sobre elas.

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Ponte Anita Garibaldi, em Laguna.

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Vista da praia à partir das dunas.

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Quilômetros de dunas

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Os dois maiores Sambaquis da região Figueirinha I e Figueirinha II.

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Dormimos uma noite somente, no dia seguinte cedo já fomos embora. Mas provavelmente não voltaremos mais para Jaguaruna. Mais de 10 anos se passaram e a praia parece que perdeu seu brilho. As dunas tomaram mais conta de tudo. Os lagos, quase todos secaram. Plantaram alguma vegetação para conter as dunas, que no final não condizem com a praia e acabam se espalhando como pragas. A faixa de areia parece ser muito insegura, pois motoristas costumam passar por ali, de carro ou de moto. E não há nada de novo e interessante. Ou vai ver que a chuva deturpou um pouco nossa visão, não sei… Mas a viagem continuou, e encontramos muitas belezas pelo caminho.