Férias Dia 3 – Três Coroas

{16 de janeiro de 2016}

Vou resumir as nossas experiências em Três Coroas em duas palavras: surpreendente e adorável.

Chegamos no final da tarde na cidade. Vale lembrar que estávamos suuuuper cansados depois de tantas horas pela estrada. No caminho até ali, pegamos a região do planalto gaúcho, com os campos verdinhos – e vimos até uma ema atravessando a pista, foi muito legal. – Ao nos aproximarmos de Três Coroas, começa a região da serra gaúcha, pegamos uma estrada de serra em descida toda florida com hortênsias nas suas margens. Muito graciosa, mas estreita, o que pode ser ruim se você se deparar com um caminhão lento descendo a serra e formando fila. O GPS nos indicou uma estradinha secundária para acessar a cidade e “cortar caminho”, mas não contávamos que ela fosse de chão batido (já não bastava a estrada de chão de Cambará do Sul). Aliás, a estrada de cerca de 8 km que liga a RS-020 à cidade de Três Coroas, tem nada menos que 4 tipos diferentes de pavimentação ao longo do trajeto: asfalto, paralelepípedos, pedregulho e terra, o pior deles, disparado, é o pedregulho. Logo no começo dessa estradinha, notamos a entrada do Templo Budista, que era o principal local na cidade que queríamos visitar, mas não naquela hora, obviamente. A descida por essa estrada parecia não ter fim, e realmente nos deixou mais mal-humorados naquela hora.

Finalmente chegamos ao hotel que reservamos. Já de cara ficamos surpresos com a cordialidade do gerente do hotel, que veio nos buscar na porta do carro, levou nossas malas e nos levou para o quarto para nos alojarmos antes mesmo de fazermos o checkin. (Deve ter notado nossa cara de acabados). O hotel era pequeno, mas o quarto muito limpo, novo, equipado e muito confortável. Mais tarde o mesmo gerente nos recomendou dois restaurantes na cidade para jantarmos com o pequeno, já que o mais interessante – o de comida Thailandesa – não oferecia cardápio infantil. Optamos por uma panquequeria.

Na panquequeria serviam rodízio de panquecas, foi novidade pra gente. Mas eram deliciosas, os funcionários todos extremamente gentis, o ambiente agradável e o preço valeu a pena. E claro, tinha um cantinho kids, que distraiu Gael depois do dia inteiro de viagem. Ficamos supresos mais uma vez. Era sexta-feira a noite e a cidade estava agitada, caminhamos a pé pelo centro e até brincamos um pouco com o Gael na pracinha em frente à prefeitura, toda decorada para o Natal.

No dia seguinte, na hora de partir, o dilema: ir adiante por mais umas 3 horas seguidas de viagem até Marau, nosso próximo destino, e lá finalmente descansar e deixar o Gael livre para brincar, ou ir visitar o Templo Budista antes de partir. Caio já tinha realmente desistido de visitar o Templo, em função dos episódios de estrada anteriores, e de fato, pensar em subir aquela estrada de chão novamente não era uma coisa muito agradável.

Mas já que estávamos ali, por que não dar uma chance ao destino? Decidimos visitar o Templo Khadro Ling antes de partir. E que ótima decisão tomamos! A subida novamente pela bendita estrada até que não foi tão ruim. O lugar é fora do comum, merece uma visita. É muito diferente do Templo Zu Lai, que visitamos em São Paulo, por exemplo. É lindo, é tibetano, é mágico, é colorido, traz boas energias, traz paz e tem uma vista incrível.

O sol da manhã foi perfeito, e o dia estava muito quente. Nossa visita demorou cerca de uma hora e meia ou duas horas. Gael quis voltar para o carro, morto de cansado, e adormeceu ainda na estradinha de chão batido. Saímos de lá tão felizes e leves que mal notamos as primeiras 2 horas de viagem.

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Três Coroas ainda tem outras opções de turismo, principalmente relacionados a esportes de aventuras, rafting, tirolesa, rapel, canopy, arvorismo… A cidade fica na região calçadista do estado, para quem procura bons preços, há diversos outlets na região. Além disso, a cidade fica a 20km de Gramado, por isso, é uma ótima opção para se hospedar enquanto visita uma das cidades mais turísticas do Rio Grande do Sul. É uma cidade pequena e charmosa, mas tão hospitaleira e gentil que entrou para nossa lista de cidades favoritas e que merecem uma segunda visita.

 

 

 

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Férias dia 2 – Torres e Cambará do Sul

TORRES – RS

{15 de janeiro de 2016}

No nosso segundo dia de viagem, saímos cedo da pousada em Jaguaruna e fomos para a praia de Torres, já no estado do Rio Grande do Sul. Achávamos que seria mais perto, mas no fim, levamos mais de 2 horas para chegar até lá, saindo de Jaguaruna, isso em BR duplicada (BR-101).

Me surpreendi com o tamanho da cidade e a grande concentração de veranistas. Chegamos por volta do meio dia e o sol estava forte. A praia fervia com a multidão e dali já dá pra ver as torres, mas convenhamos que entre guarda-sois, carros estacionados na beira-mar, barraquinhas de água de coco e um monte de banhistas, a paisagem não fica assim tão bonita, queríamos chegar mais perto. Apesar de estarmos com o GPS, foi um pouco difícil de encontrar o caminho para chegar até as Torres. Mesmo na principal via de acesso da cidade, não vimos muitas placas indicando o caminho. Tinha algumas que até indicavam, mas a gente se via numa rua estreita e descuidada, duvidávamos que podia ser ali o caminho para o que imaginávamos ser o principal ponto turístico da cidade, no fim, era por ali mesmo. Com algumas voltas e manobras, conseguimos chegar até a entrada do Parque Nacional da Guarita, onde estão as famosas torres de pedra, lugar que constava na minha lista dos lugares que gostaria de conhecer na vida.

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São três morros/falésias no Parque: o Morro das Furnas, o Morro da Guarita e o Morro de Itapeva, além do Morro do Farol, um pouco mais afastado, onde há salto de parapente. Daquelas boas surpresas que a gente tem pelo caminho, descobrimos que dá para subir nas torres de pedra (subimos no Morro das Furnas), inclusive, há uma ciclovia para os aventureiros de bicicleta. E não só isso, lá de cima, além da outra perspectiva sobre o mar e as outras torres, temos a visão de grutas, cavernas, escadarias e furnas. Uma visão linda. Um local lindo. – Como não lembrar de Etretat, na França <3? – Imagino o quão lindo deve ser a visão que se tem do mar para a praia. Creio que deve haver passeios de escuna para isso, mas não nos informamos. As fotos falam por si só.

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Na entrada do Parque, há uma portaria com um mapa desenhado onde consta a localização de cada trecho interessante a conhecer no Parque. Mas quem disse que há um folder para os visitantes levarem junto como guia? Talvez para quem visite no inverno tenha, mas aparentemente a guarita com meia dúzia de funcionários trabalhando, só serve mesmo para cobrar o ticket do estacionamento do Parque.

Procuramos um local para almoçar na cidade, e descobrimos uma Via Gastronômica localizada à beira do Rio Mampituba, em direção aos molhes. Com diversas opções de restaurantes de frutos do mar. Uma delícia de culinária, vale a pena experimentar.


 

CAMBARÁ DO SUL – RS

Saímos de Torres em direção à Cambará do Sul no início da tarde. O GPS nos indicou 2 vias, com diferença de 15 minutos entre uma e outra. Optamos pela via mais demorada, pois aparecia como preferencial no Waze. Andamos ainda alguns quilômetros pelo litoral e depois acessamos a estrada conhecida como Rota do Sol. Gente, que rodovia linda! Tem muitos trechos que temos que reduzir drásticamente a velocidade para não correr o risco de atropelar animais silvestres – e isso é obrigatório por normas do trânsito local. – Mas até vale a pena andar devagar para apreciar os arredores. Ao começar a subida da serra, a vegetação vai mudando, tem muitos túneis lindos, as montanhas ao redor são gigantes, pontes altíssimas, uma paisagem linda para quem está de carona, mas quem dirige tem que ficar de olhos bem atentos e deve ser um tanto tenso. No alto da serra, em Itati, há um mirante que é “parada obrigatória” para quem faz o caminho. A visão de lá é quase a de um canyon. Vale a pena parar e admirar a geografia da região.

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Continuamos a viagem, saímos da Rota do Sol e pegamos a rodovia RS-020 com destino à Cambará do Sul. Nosso objetivo era ver o Canyon do Itaimbezinho. O gps indicou uma entrada antes de chegar à cidade. Mas ela estava interditada. Nos aconselharam pegar o caminho tradicional, ir até a cidade e de lá, uma via para chegar até o local. Fizemos isso. Conseguimos encontrar a via que ia até o Canyon, ela começou asfaltada, mas após algumas centenas de metros começou a estrada de chão… dali em diante era mais 18 km de estrada de chão até a entrada do Parque Nacional da Serra Geral. Sim, era uma estrada muito ruim, e carros comuns sofrem com o estado da estrada. Andamos por volta de uns 40 minutos e nem sinal do Parque. Para piorar, apareceu serração, o sol sumiu, nenhum carro em direção ao parque, só voltando. Era por volta de 16h50 da tarde quando fizemos uma curva, vimos que a estrada ainda ia longe, de saco cheio e cansados de tanto chão batido, buracos e pedras soltas, decidimos abortar a missão, fizemos a volta e voltamos para a cidade.

Para não tocar direto até Três Coroas, nosso próximo destino, fizemos uma parada para tomar um sorvete com o Gael, que a essa altura já estava ficando bem cansado de tanto andar de carro. Na sorveteria nos contaram que ao chegar no parque você deixa o carro no estacionamento e anda mais uma meia hora a pé até chegar ao mirante do Canyon. Só que o parque fecha as 17h. Portanto, além da provável serração, o horário que chegamos não compensaria todo o trabalho.

De qualquer forma, lamentamos muito aquele caminho não ser pavimentado. Não é à toa que as agências de turismo locais fazem pacotes com saída de vans, com guia, até os canyons. E ainda descobrimos que ali não é somente o principal acesso ao Parque dos Canyons, como também uma rodovia estadual, RS-427, aquela mesma que o GPS apontou como o caminho “mais curto” quando saímos de Torres. Ela desce a serra, vai até Santa Catarina, até o litoral, por uma estrada de chão!!! Ah, esse Brasil ainda tem muito o que evoluir.

Sabemos que tem muitas outras opções de passeio e aventura em Cambará do Sul. Vale a pena se programar e conhecer. Mas nosso objetivo aqui era somente esse, conhecer o Canyon do Itaimbezinho, que dizem ser espetacular. Infelizmente, vai ficar para uma outra oportunidade no futuro. Pois não nos programamos para ficar mais um dia em Cambará.

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Dali partimos para Três Coroas, onde passamos à noite.

Mais alguns últimos desejos na Cidade Luz

{21 de abril de 2012.}

Nós, meu irmão e minha cunhada tínhamos desejos diferentes sobre Paris, para nós, era a segunda e terceira vez que estávamos por lá, para eles, era a primeira. Por isso havia coisas que eles queriam ver que já tínhamos visto. E por isso nos dividimos na maioria dos dias. Mas no sábado de manhã, queriamos ver uma coisa em comum, as Catacumbas de Paris.

Fomos até o local, e descobrimos que não éramos os únicos que tiveram a brilhante ideia! Tinha mais umas centenas de pessoas ansiosos por visitar as Catacumbas, a fila dava a volta na praça e estávamos a uns bons 100 metros da entrada. Demos uma chance ao destino e aguardamos por cerca de 1 hora, na qual devemos ter andado coisa de 3 metros… Como era nosso último dia em Paris e a tarde já iríamos embora, decidimos não perder mais tempo ali naquela fila e deixar as Catacumbas para uma próxima vez…

Nos separamos, eu e Caio fomos ver outro ponto da cidade que eu prometi a mim mesma que não deixaria de ver essa vez, os Canais de St. Martin, aquele onde a Amelie Poulain joga as pedrinhas *—* – como não amar? O canal é longo e foi construído em 1802 a mando de Napoleão, para suprir a necessidade de água para uma então população crescente na cidade. Como não é trajeto natural da água, ele foi construído com uma serie de eclusas para compensar os desníveis. Existe um passeio que se faz a bordo de um barco, para turistas, mas nós, mochileiros que somos, optamos por fazer o trajeto a pé mesmo e foi lindo da mesma forma.

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Se eu joguei pedrinha? Não.. não tive coragem. Parecia que estaria cometendo um vandalismo. Mas devia ter jogado…

De lá fomos até o bairro mais intelectual de Paris, Saint-Germain-des-Prés, onde vimos a igreja de mesmo nome, a mais antiga de Paris ainda de pé. Mas não fomos lá para isso, a verdade é que eu queria realizar um último desejo a respeito da cidade, comprar e provar os legítimos macarons, e tinha que ser na Ladurée, a mais tradicional fabricante do doce no mundo (eu já tinha comido os macarons em Paris na nossa passada por ali quanto viajávamos de Rouen para Brugges, mas era do McDonalds, não vale). Na nossa última visita, eu lembrava de ter passado por uma loja deles nesse bairro, ficava numa esquina. E eu queria encontrá-la novamente, mas no mapa que tínhamos em mãos ela não estava sinalizada e veja bem, nesse ano ainda não tinhamos smartphones para nos ajudar (o mundo até já tinha, mas nós ainda não). Por isso andamos um tempão por diversas ruas, mas finalmente comecei a reconhecer o lugar e voilá! lá estava ela, na mesma rua, mesma esquina e com a mesma vitrine maravilhosa. Fiquei orgulhosa da minha capacidade de memorização espacial e muito dividida na hora de selecionar os 8 sabores de macarons que minha caixa tinha direito. 🙂

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E com isso acabaram nossos passeios em Paris dessa vez. Voltamos para o Hostel onde nos reencontramos com nosso casal padrinhos de casamento e companheiros da viagem, e pegamos um taxi para o aeroporto, onde fizemos um último micro tour pela cidade ao som de Michel Teló “Ai se eu te pego”!!! (sim, o sucesso chegou em Paris).

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Ao sair de lá e agora, reescrevendo nossa trajetória nesse blog, me pego pensando em como Paris oferece coisas para visitar e conhecer, ela é linda e fascinante sob diversos aspectos, e mesmo que eu morasse uma vida inteira lá, ainda teria coisas para conhecer, ou mesmo rever sob outros ângulos, que sempre acabam nos surpreendendo, como ao decolar do aeroporto ao anoitecer, onde vi uma das mais belas visões da minha vida, a Cidade Luz vista do céu. Uma pena que nenhuma foto que eu tenha tirado conseguiu retratar, de fato, o que eu vi.

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Nossa viagem de volta para casa não teve nenhum imprevisto dessa vez. Quando chegamos em Curitiba, a primeira coisa que fizemos foi almoçar numa churrascaria, para matar a saudade de comer carne e comida brasileira. E assim terminou nossa segunda viagem juntos para a Europa.

Voilá Paris!

{19 de abril de 2012}

Chegamos em Paris no dia 18 de abril, mas chegamos tarde e só descansamos no hotel aquela noite. Fizemos a reserva no mesmo Hostel que ficamos hospedados em 2010, 2 anos depois ele não mudou muita coisa… aliás, parece sim que estava a mesma coisa, se não um pouco mais judiado pelo uso de gente meio sem educação. Nosso quarto não foi tão bom quanto da outra vez. Mas quem se importa com isso quando se está em Paris?!

Nosso principal objetivo dessa nova oportunidade em Paris era ver os locais que havíamos deixado passar na vez anterior, além de rever nossos locais favoritos. Um dos primeiros destinos foi umas das famosas estações de metrô desenhada por Hector Guimard, que são um dos grandes marcos do estilo Art Nouveau que eu tanto estudei na faculdade. Para nossa sorte, uma das 2 estações clássicas com telhado de vidro ainda conservadas, ficava a poucas quadras do nosso Hostel, ali mesmo, no Montmartre, na estação Abbesses, que ainda por cima era a estação de uma das cenas do filme “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” (meu xodó). Mas como em Paris você chega a qualquer lugar de metro, resolvemos ir de metrô mesmo. Estação do Guimard (checked).

Estação Abbesses Estação Abbesses

Aí foi a vez do Caio escolher sua atração “faltante”: nada menos que Roland Garros. Aí a pernada é longa… além de vários quilômetros de metrô, mais algumas quadras a pé e você chega à Roland Garros, mas você estará quase saindo de Paris. Chegando lá, surpresa: estava fechado! Tudo bem, decidimos voltar no dia seguinte, para pegar a visita guiada.

Roland Garros fechado

Partindo dali, demos aquela passada básica e necessária no Campo de Marte / Torre Eiffel / Trocadero, que sempre é lindo, que sempre vale a pena, que não é uma visita a Paris se não visitar a Torre, que você perde o fôlego e se emociona, que você não se acredita em estar novamente ali…. enfim. Eu não tinha visto ainda a Torre a partir do Trocadero, e nem visto o show das águas dali (Caio sim, eu não). E por ali devemos ter ficado, de boa, umas duas horas, pelo menos, pegamos até uma chuvinha. Ficamos ali só curtindo a vista, sem pressa, como dois apaixonados um pelo outro, e pela cidade. Torre Eiffel vista do Trocadero (checked).

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Depois disso, fomos caminhando até o Arco do Triunfo, atração que deixei de lado da primeira vez, por não achar tão importante… e que valeria ser visitado numa segunda visita. Mas não subimos nele não, não dessa vez, fica para uma terceira visita… Arco do Triunfo (checked)

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Na sequência, passeio clássico em Paris, descer a Champs-Elysées, sim, nós já havíamos andado por ela na vez anterior, mas foi da altura do Petit Palais em direção ao Louvre, dessa vez, foi desde o Arco do Triunfo, até o Louvre novamente. Muitas lojas, muitas grifes, muito glamour, muitos cafés, muitas tentações, muitos gritinhos de euforia e muitos suspiros… Descer a Champs Elysées (checked).

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Passamos pelo Obelisco (Praça da Concórdia) e adentramos ao Jardim das Tulherias que amamos de paixão e sempre vale a pena uma visita. Tão Paris, tão charmoso, tão bonito… Demos aquele ‘oisinho’ de fora para o Louvre (dessa vez não entramos não, mas a tentação era grande) e fomos em direção ao Rio Sena. Passamos pela Pont des Arts e não nos lembramos dos cadeados <3, nem de passar por cima dela… Estava tão focada em ver a Pont Neuf nessa visita, que nem me lembrei da Pont des Arts, tão romântica. A Pont Neuf foi a primeira ponte de Paris sobre o Rio Sena, sua construção começou em 1578 e foi concluída em 1607. Pont Neuf (checked).

Praça da Concórdia Jardim das Tulherias Jardim das Tulherias Arco du Carrousel Pont des Arts Pont Neuf Pont Neuf

Estando na Ile de La Cité, passamos novamente por um local que adoramos e que pouca gente comenta, uma espécie de mercado de flores que tem ali pelo meio, com vários artigos lindos e exclusivos para quem ama jardinagem. É de morrer de amores.

Mercado de flores Mercado de flores

Para completar a caminhada, paramos em frente a Notre Dame e a enamoramos por algum tempo, observando o sol se abrir depois da chuva e vendo as cores da fachada mudando conforme o sol se abria novamente. Tivemos a grande sorte de pegar ela aberta por ocasião de uma missa que estava acontecendo, e com isso pudemos visitá-la novamente por dentro, sem ter que pagar por isso, além de ver uma missa linda em francês. Deus é muito bom com a gente!

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Olha a gente já de olho nos bebês…

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Paris e seu fim de tarde conseguem sempre nos surpreender, mesmo com o dia chuvoso e nublado que pegamos, no final do dia (lá pelas 21h), ainda conseguimos pegar aquele lindo pôr-do-sol que é mágico na cidade luz. Nos encontramos novamente com meu irmão e minha cunhada para levá-los até o Moulain Rouge, que dessa vez, vimos à noite, com seus neons de cabaré ligados.

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Viu quanta coisa da para se fazer em Paris num dia só? E grande parte a pé, a outra parte de metrô. Com custo praticamente zero e você tem toneladas de inspiração e visões lindas.

 

Das coisas que acontecem pelo caminho

{16 de abril de 2012}

De Rouen, pegamos um trêm para Paris, que era conexão para Bruges. Após uma espera gelada na estação de Rouen, chegamos a Paris na Gare de Lyon, e precisamos fazer uma conexão dessa estação à Estação Gare du Nord. Na hora de comprar os tickets do metrô, fomos abordados por um pedinte pedindo dinheiro. Falava francês, mas quando respondemos em português que não estávamos entendendo, ele repetiu a pergunta em inglês… (mendigo europeu, outro nível…).

Paris estava parecendo mais suja do que da vez anterior que estivemos ali. Ao pegar o metrô, outra desagradável surpresa. Uma mulher com uma garrafa de bebida alcóolica (cana, pinga, birita, 51? no baby, Champagne…) na mão e visivelmente embriagada, cantava e cambaleava no vagão. Lá pelas tantas, resolveu sair na estação onde o metrô parou, mas não saiu totalmente, ficou com metade do corpo pra fora, a outra metade pra dentro (pernas pra fora, cabeça pra dentro). E o metrô deu o sinal de partir e fechar as portas, nessa hora bateu o desespero em alguns passageiros, uns ficaram apavorados e começaram a gritar para a mulher sair, outros gritavam dizendo para deixá-la, que se virasse, outros já estavam prestes a apertar o botão de emergência… {Minuto de tensão!} Por fim, ela saiu do vagão cambaleando de costas, o metrô seguiu viagem e nós ficamos com aquela cara de susto olhando um para o outro.

Ao esperar o trem na Gare du Nord, resolvi dar uma passada no McDonalds que ficava bem próximo e comprei alguns macarons (McDonalds francês, fino….)
E então, finalmente, pegamos o trêm com destino a Bruges.

A viagem foi agradável e tranquila. Chegamos em Bruges por volta das 21h, já estava escuro. Mas resolvemos ir a pé mesmo até o nosso B&B. O local era perto, mas tivemos que passar por um parque, que em circunstâncias iguais no Brasil, jamais teríamos coragem de passar, escuro, a noite e sem policiamento. Mas lá foi tranquilo.

Parque que atravessamos para chegar no B&B, só que a noite.

Havíamos feito a reserva no Het Colettientje, um Bed & Breakfast comandado por uma senhora chamada Maria. Gostamos das referências encontradas sobre o local, por ser uma casa, e pela hospitalidade. Ao encontrarmos a casa, que ficava numa ruazinha parecida com  um condomínio fechado (mas sem ser fechado) de casas geminadas, avistamos um bilhete na porta. O bilhete dizia assim:

bilhete da Maria

“Olá Caio, eu não estou em casa. A chave está sobre o buxinho à esquerda. Seus quartos são no primeiro piso (as portas estão abertas). Eu retorno às 10h esta noite. O café da manhã é as 9h. Desculpe, Maria.”

Ficamos tão de cara com a confiança dela que começamos a rir (segurança européia, invejável…). E nessa ela nos ouviu e abriu a porta, já havia voltado do seu compromisso.

O condomínio onde ficava nosso B&B

O condomínio onde ficava nosso B&B

A Maria foi a pessoa mais marcante da nossa viagem. Uma pessoa gentil e acolhedora. Mas com uma personalidade forte, de quem já viveu muito e tem muita autoconfiança e autoridade. Falava muito, numa mistura de idiomas: inglês, francês, italiano e holandês. Ela literalmente mandava na gente, como se fosse nossa mãe: “agora vocês vão lá comer!”, “agora vocês vão sair”, “passem lá nessa cervejaria e tomem uma cerveja por mim!”, “saiam, saiam”, “sentem aqui agora”, “limpem o banheiro depois de tomar banho”, “não batam a porta” e assim por diante.

Mas ela foi uma ótima anfitriã e cicerone. Nos indicando restaurantes, chocolaterias e cervejarias, fora do eixo turístico, tudo através do mapinha que ela tinha em mãos, anotando tudo a caneta enquanto tagarelava sem parar.

Mapa com as orientações da Maria

A Maria.

Sua primeira indicação foi um sucesso entre a gente, e voltamos lá algumas vezes durante nossa estadia em Bruges. A cervejaria Cambrinus, um local com mais de 200 tipos de cervejas belgas e comida farta e saborosa.

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Na ida até o Cambrinus, atravessamos o pequeno centro histórico e praça central da cidade, e já ficamos impressionados com a beleza do local. Os prédios históricos iluminados e os canais nos deixaram encantados. Poucas cidades que já visitamos valorizam tão bem seus monumentos e prédios históricos a noite como Bruges.

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Nossa intenção era passar o dia seguinte em Bruges e no outro dia, seguir para Bruxelas. Mas depois das valiosas dicas da Maria, além do que vimos e adoramos na cidade, resolvemos passar mais um dia lá e dispensar o visita à Bruxelas.

O dia D (parte 2/3)

{14 de abril de 2012}

Continuando nosso Dia D, saímos de Arromanches com destino ao Cemitério Americano. Impossível não falar das estreitas estradinhas asfaltadas da Normandia, que têm uma beleza à parte. Ladeadas de casas e pequenos castelos construídos de pedras e cobertos com telhas de ardósia, e cercadas por imensas plantações de canola, que nesta época estão floridas com um amarelo intenso.

Na época do ano em que fomos (primavera), anoitece às 9h da noite na Europa. E isso confunde um bocado a noção das horas. Eram pontualmente 17 horas quando chegamos nos portões do Cemitério Americano. E esse é exatamente o horário em que ele fecha. Meu charminho brasileiro e carinha de pidona não conquistaram o soldado americano fardado e armado que guardava a entrada do Cemitério. Tudo bem, nem tudo é perfeito, decidimos voltar no dia seguinte, pois não poderíamos deixar de ver o Cemitério uma vez que estávamos tão próximos.

Deixamos o carro no estacionamento, ali mesmo, e fomos até um monumento logo perto que tinha acesso pela estrada, através de uma cerca de arame farpado. Dali, prevíamos, no mínimo, ver um pouco mais da praia. Mas quando chegamos próximo ao monumento, vimos do que se tratava. Era o local onde houve o ataque da Primeira Divisão de Infantaria da força aliada, na praia de Omaha Beach. Um dos primeiros pelotões em terra a atacar as forças alemãs e um dos mais tradicionais pelotões do Exército Americano. Não teve como não lembrar da cena marcante do começo do filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Várias casamatas e bunquers estavam escondidos pela gramado que desce até a praia, além dos abrigos de canhões e artilharia anti-aérea. Foi um dos primeiros contatos que tivemos com os esse tipo de ruínas, com marcas de tiros e bombardeio, impossível resistir a entrar numa ou noutra casamata. Andar pelo terreno e encontrar esses bunquers ou construções militares nos fez sentir como arqueólogos descobrindo tesouros históricos. Mesmo sendo mulher, fiquei entusiasmada. Evandro e Caio então…

Aliás, você leitor(a) desse blog, me desculpe a falta de termos apropriados e descrições históricas corretas ou aprofundadas a respeito do assunto. Apesar de me interessar muito pela Segunda Guerra Mundial, meu conhecimento específico sobre artilharia, exércitos e estratégia militar são muito pequenos e se baseiam muito no que eu vi de perto e aprendi nessa viagem (e em filmes do tema), ok? Ficarei agradecida se você tiver alguma contribuição ou correção a fazer. 

Saindo dali, descemos pela estrada até a outra parte da praia de Omaha Beach. Onde eu fazia questão de visitar o monumento de Les Braves, erguido em homenagem aos soldados que lutaram e perderam a vida no dia da invasão. Estava bastante frio na praia, como aliás, em toda essa região litorânea nesse dia.

Por muitos lugares nessa região, você encontra museus a céus abertos com equipamentos de guerra. Você olha para as falésias a beira da praia e encontra casamatas. Há locais com mais pontes militares expostas como se fossem monumentos. E até mercearias ou pequenas vendas, cuja entrada é “enfeitada” com pequenos canhões da II Guerra. Parece que todos os moradores por ali tem um “souvenir” do Dia D em seus quintais.

Dali, nosso destino era Point Du Hoc, e já estava começando a ficar tarde. Resolvemos dar uma parada ligeira para ver um museu na beira da estrada, que valeu a pena. Um dos Museus a céu aberto mais legais por onde passamos, as fotos seguem abaixo. Tratava-se de um pátio onde se encontram diversos canhões, aqueles barcos nos quais desciam os soldados, um bunquer alemão de ferro fundido incrível e até um motor de avião com as hélices retorcidas. Um local imperdível! E o melhor de tudo, gratuíto. Claro que existe uma parte aparentemente paga, coberta, qua parecia até um hangar, mas que já estava fechada.

Point Du Hoc, um dos locais mais legais para visitar nessa região, ficará para o próximo post.

Le célèbre Mont Saint-Michel

{13 de abril de 2012}

Já cansados de tanta caminhada, mas ainda dispostos a conhecer um dos lugares mais visitados da França, além de Paris, seguimos para o Mont Saint-Michel. E finalmente vi ao vivo aquela ilha incrivelmente bela pela qual tanto ansiava. Como essa região é bastante plana, a ilha montanhosa se vê ao longe. E ao contrário do que se vê na maioria dos posters e materiais turísticos, ela não está totalmente cercada de água. Não sei se foi a época do ano, algum outro efeito climático, ou simplesmente, falta de água, mas a maré não subiu a ponto de alagar o estacionamento, como li em diversos lugares. E olha que ficamos lá durante um bom tempo, inclusive no horário da suposta maré.

Mt. Saint-Michel é um lugar imperdível para se conhecer. Vê-la de fora é mais interessante que lá dentro, que é apinhado de turistas e lojas de souvenir. Ainda assim, dá pra perder horas andando na vilazinha da ilhota, cujas casas tem centenas de anos e mantém o estilo medieval. O ponto culminante é a igreja e o monastério, que dessa vez abrimos mão. Pelo horário da nossa visita, achamos que não valeria a pena o investimento. Fora o monastério, andamos por cada passagem da ilhota e acho que conseguimos ver tudo que tinha por lá, inclusive alguns gatos e algumas excursões de turistas pelo terreno alagadiço, com as pernas sujas até o joelho (quem faz?).

Sobre o Mont Saint-Michel, aí vai um pouquinho da história do lugar, via wikipédia:

Crê-se que a história da abadia do monte Saint-Michel remonte a 708, quando Aubert, bispo de Avranches, mandou construir no monte Tombe um santuário em honra a São Miguel Arcanjo (Saint-Michel). No século X os monges beneditinos instalaram-se na abadia e uma pequena vila foi-se formando aos seus pés. Durante a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, o Monte Saint-Michel foi uma fortaleza inexpugnável, resistindo a todas as tentativas inglesas de tomá-la e constituindo-se, assim, em símbolo da identidade nacional francesa. Após a dissolução da ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa de 1789 até 1863 o Monte foi utilizado como prisão. Declarado monumento histórico em 1987, o sítio figura desde 1979 na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Saímos de lá quando as lojas já estavam quase todas fechadas, depois das 18 horas, e pensamos em voltar mais tarde para ver o Monte a noite. Estávamos exaustos e famintos, passamos primeiro num mercadinho para comprar umas coisas e fazer uma noite de queijos e vinhos, dali partimos para nosso B&B, Au Bon Accueil. O B&B foi uma das melhores opções de hospedagem da viagem, atendidos pelos acolhedor casal de ingleses Paul e Jane, que nos receberam com café e chá inglês, ótimas indicações de passeios para o dia seguinte e um caloroso quadro escrito a giz nos dando as boas vindas e com a seguinte frase: “Here you find no strangers, meet friends you didn’t know yet.” – “Aqui você não encontra estranhos, encontra amigos que você ainda não conhecia.”

Antes do nosso jantar de queijos e vinhos, acompanhado do planejamento para o dia seguinte (o Dia D) – que aliás, foi muito bem assessorado pela Jane e pelo Paul, – resolvemos dar uma voltinha a pé pelos arredores do nosso B&B, um lugarejo bucólico e com cheirinho de fogão a lenha no ar. É um desses lugares que você se sente acolhido, ao mesmo tempo que sente estar numa terra estranha. O sol estava se pondo no horizonte, e havia aquela neblina típica de fim de tarde no inverno litorâneo. Lá bem longe, ainda se avistava a ilhota histórica de forma cônica que acabávamos de visitar. Foi um lindo fim de dia para celebrar nosso primeiro dia no interior da França.

*-*

London – Mind the gap.

{10 de abril de 2012}

Quarto dia. Finalmente sol! Primeira parada, Tower Bridge. Meu irmão é fascinado por máquinas antigas, então, não tinha como não conhecer por dentro essa ponte, construída a mais de um século. Sem contar que a vista lá de cima é incrível. O “mais novo mais alto prédio da Europa Ocidental”, o Shard, estava lá, em fase final de construção e inevitavelmente atraía os olhares, por mais fora do contexto que pareça. – Mas assim também era a Torre Eiffel para Paris, nos primeiros meses (talvez anos) de sua existência. Vai saber… Dali, nos separamos, o Caio foi visitar o stádio do Chelsea, enquanto nós fomos conhecer a Towers of London. Visita imperdível para quem gosta da idade média. Um verdadeiro castelo, com todos os apetrechos, móveis, masmorras, armaduras e relíquias que um legítimo castelo real poderia ter. O preço é um pouco salgado, mas vale muito a pena a visita. Dali combinamos de nos encontrar com o Caio em frente a London Eye. Chegando lá, o tempo fechou novamente e novamente nos separamos, Evandro e Jali foram para a fila comprar ingressos para a London Eye. E eu fui tentar encontrar meu marido, que simplesmente não recebia mais mensagens minhas, ou eu que não recebia as dele. Quase uma hora depois, finalmente nos encontramos naquela multidão incrível de turistas.

Fato curioso: enquanto eu e Caio fomos conhecer o Palácio de Buckingham (só de fora, obviamente), e tirar fotos dos famosos guardinhas de chapeus pretos. Evandro e Jali se divertiram tirando fotos da London Eye enquanto estavam na fila. E eis que, quando finalmente entraram na roda-gigante e ela começou a subir, acabou a bateria da câmera, tiveram que se contentar com umas poucas fotinhas tiradas do celular :(. (But hey, doesn’t matter, this is London!)

E então, a gente estava lá, apreciando o Palácio de Buckingham, quando de repente começou a chover. Resolvemos sentar num muro, que dava entrada ao Green Park, para esperar a chuva passar. Sorte que tínhamos guarda-chuvas. A chuva se tornou intensa e o clima cada vez mais frio. Quando percebemos, estava chovendo gelo! Não eram pedras de gelo, era gelo em flocos, mas também não era neve… era macio e pesado ao mesmo tempo. Demorou uns 10 minutos. Depois disso, a chuva cessou e deu lugar a um dos ventos mais gelados que pegamos na cidade. E logo depois, novo sol, agora bem fraquinho. Dali ainda visitamos o Hyde Park, a Harrods e Chinatown a noite. O dia foi realmente longo.

na Tower Bridge

Tower Bridge

Estádio do Chelsea

Buckingham Palace

Portões de acesso ao Green Park

o Green Park depois da chuva de gelo

Hyde Park

Sempre sonhei com uma foto minha num parque assim.

Lago Serpentine, no Hyde Park

E, pra fechar o dia, Chinatown!!

We love London

{8 de abril de 2012}

Passamos mais 4 dias (e meio) em Londres. Nosso plano inicial era usar um desses dias para ir até Stonehenge, mas tivemos dois fatores decisivos para mudarmos de ideia: 1. o tempo frio e chuvoso que não dava trégua; 2. as milhares de coisas que ainda queríamos conhecer em Londres em tão pouco tempo.

Por isso, eu recomendo, se você pretende viajar para Londres para conhecer pelo menos um pouco dessa maravilhosa cidade, planeje-se para, no mínimo, uma semana.

Nesses 4 dias que se seguiram tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos lugares mais famosos da cidade, mas nem metade daquilo que eu havia planejado.

No segundo dia conhecemos o Covent Garden, chegamos bem cedo, a ponto de ver as barracas sendo montadas nesse antigo e charmoso mercado da cidade. Visitamos a St. Paul Church, a simpática igreja anglicana construída em 1633 pelo arquiteto Inigo Jones. Era domingo de páscoa, mas é engraçado como lá não se celebra a páscoa da forma que comemoramos aqui. Não vimos uma única vitrine enfeitada com os tradicionais ícones pascoais. O máximo que vimos foi uma exposição de ovos gigantes que haviam sido trabalhados por diversos artistas e seriam leiloados para arrecadar fundos para instituições de caridade. – Ovos de chocolate??? Oi? O que é isso? Em Londres, isso não tem saída. Ou a saída é tão rápida que nem vimos. – Dali fomos a Candem Town, o bairro mais descolado, alternativo e entusiasmante da cidade. Pessoas diferentes, lojas que vendem de tudo o que você imagina e o que não imagina. Coisas novas, velhas, usadas, cibernéticas, punks, góticas, burlescas, militares, souvenirs, decorativas, alternativas, underground, muitos brechós, muita diversidade. O resto do dia foi pouco para curtir ali. Chegamos em casa podres, mas totalmente felizes com o que vimos e, lógico, com as compras.

{9 de abril de 2012}

Terceiro dia, chuva, starbucks, H&M (adoro!), British Museum, almoço thailandês, Wimbledon para mim e Caio, Museu da Guerra para Evandro e Jali. Não dá pra fazer muita coisa com chuva. Acho que foi nesse dia que decidimos não ir pra Stonehenge.

Europa 3 – 2 – 1

{07 de abril de 2012}

Essa poderia ser considerada nossa primeira foto da viagem para a Europa em 2012. Foi nesse dia, em Outubro de 2011, que nossos planos de viagem começaram. Nesse dia fomos fazer um passeio até o Morro dos Macacos, em Mariscal – SC (mais detalhes nesse post aqui) Abrimos a ideia para meu irmão e minha cunhada, que toparam na hora. Só faltava fechar o destino: Londres ou Peru (Machu Pichu), com uma leve tendência para o cidade britânica. E daí foram pouco mais de 5 meses para planejar e providenciar tudo.

Mais de 24 horas de estrada/aeroporto/avião depois, chegamos em Lisboa. Ainda estava escuro quando sobrevoamos a capital lusitana. Da janela do avião eu pude ver a Torre de Belém, o Monumento aos Descobridores e a Ponte Vasco da Gama. E confesso que me senti invadida por uma nostalgia enorme, uma sensação de chegar em casa e uma vontade gigante de ficar pelo menos um diazinho em Lisboa, antes de partir pra Londres. Infelizmente, não foi possível, nossos dias em Londres estavam contadíssimos, e olha que ainda faltou dia.

Chegamos em Londres por volta das 10h da manhã do sábado, dia 07 de abril. Felizmente não tivemos problemas com a imigração. Depois de nos instalarmos no Easy Hotel (um hotel barato e confortável, embora pequeníssimo), começamos nossas aventuras em Londres.

E o primeiro destino na cidade inglesa foi, obviamente, o Parlamento, Big Ben, London Eye e Rio Tâmisa. Seguido pela Trafalgar Square, Piccadilly Circus e o Bairro do Soho.

Na beira do Tâmisa era quase impossível aguentar o frio, causado pelo tempo nublado e o vento. Mesmo assim foi lindo ver ao vivo e de perto alguns dos principais pontos turísticos de Londres, afinal, chuva e tempo cinza, é a cara de lá.

Em frente a National Gallery vimos (e ouvimos) uma das coisas que eu realmente estava ansiosa para ver. Um escocês de kilt e tocando uma gaita de fole! O Evandro gostou tanto que tem até hoje as melodias celtas como toque de celular.

No bairro do Soho, super cosmopolita, chegamos no horário do happy hour (ou seja lá como chamam isso no sábado) e os pubs já estavam lotados. Queríamos comemorar a chegada à Europa e nosso primeiro dia de férias bebendo uma merecida cerveja em algum pub londrino.

Nossa primeira impressão de Londres foi ótima. Uma cidade movimentada, repleta de gente, pessoas educadas, ícones tradicionais, super limpa e organizada. Ficamos impressionados com o primeiro mundo!

Nota para esclarecimento do título: Europa 3 – 2 – 1, porque para o Caio, foi a terceira viagem ao velho continente, para mim, a segunda, e para meu irmão e minha cunhada, a primeira. Nhó! *___*